Seja bem vindo Bento XVl !

Enquanto Presidente de um Estado reconhecido pelo Estado Português com mútua representação diplomática, ao nível de Embaixadas, seja bem vindo!

Como Chefe da Igreja Católica cuja doutrina é seguida por milhões de portugueses, Deus o traga a terras de Nossa senhora de Fátima!

Sou profundamente Cristão e muito pouco católico, desde muito cedo percebi que uma coisa é a hierarquia religiosa e outra, bem diferente, é a Fé de milhões de seres humanos. Por estes tenho um profundo respeito ! Não compreendo a Fé, mas sei que esta sociedade não deixa a milhões de seres humanos outra esperança! Aos desvalidos que ano após ano se deslocam a Fátima à procura de cura; aos pais e mães que procuram conforto; aos filhos que procuram luz. A todos eles respeito profundamente, e sei que a visita do Papa é, para estas pessoas, um momento importante, de alegria e de luz.

Não tenho surpresa nenhuma em verificar que os homens que constituem o universo clerical sejam uma imagem da sociedade. Que outra coisa poderia ser? Os mesmos homens gloriosos e os mesmos homens bestas. Quem alguma vez  pensou que seria coisa diferente, só pode culpar-se a si mesmo, não é verdade que outras “verdades redentoras” se apagaram no tempo de um fósforo, enquanto a Igreja anda cá há séculos?

Seja bem vindo, a esta terra que sempre recebeu generosamente quem a procura , até por uma questão de gratidão, tantos são os seus filhos que procuram fora dela a vida que aqui não encontram.

Manuel Alegre e Marcha católica dos passadistas

Hoje 31 de Janeiro começaram no Porto as comemorações do centenário da Republica, implantada em 5 de Outubro de 1910. Ali, falaram em sessão oficial o Primeiro Ministro e o Presidente da República.
Mas o mais interessante foi o discurso proferido por Manuel Alegre, num almoço de confraternização, onde disse que não era candidato de “nenhum partido”, que não era “salvador da Pátria”, que não ia interferir na governação quotidiana do Governo e que ia exercer a sua “magistratura de influência”, tã necessária, durante a crise.
Não deixou tambem de referir os jovens, para quem o futuro muitas vezes parece comprometido, mas falou também das “minorias”, o que é importante, e não deixou de referir a importância de Portugal na União Europeia.
Falou sobre as contas públicas que oneram o futuro do país e lembrou que Portugal precisa de um “projecto novo”, que lhe dê futuro.
Passamos agora para um outro tema que está a fazer a cobertura dos midia e que é o anuncio da manifestação promovida pelos antigos anti interrupção da gravidez e que nessa altura já anunciaram o colapso da familia, de que agora querem desfilar em Lisboa, no dia 20 de Fevereiro, em prol da “salvação da familia”, com a benção da Igreja, ou seja, anunciar outra vez mais do mesmo.
Já em Espanha, foi ensaiado também este modelo, aquando dos casamentos com Zapatero, e fracassou. Agora, vai ser reptido cá.
A defesa da famíla que esta manifestação propõe não é a da familia tal como deve ser hoje, com reconhecimento dos direitos da Mulher, no trabalho e em casa, e da paridade no casal. Não é a reivindicação para que se dêem aos jovens casais mais meios para poderem planificar o seu futuro familiar de forma independente, para que as mulheres tenham um papel igual aos homens na sociedade, e os homens em casa partilhar com elas os múltiplos afazeres domésticos.
Nada disso!                                                                                                                                         
É só para impedir o alargamento de um direito civil, o dos casamentos dos homens e mulheres.