Manuel Alegre e Marcha católica dos passadistas

Hoje 31 de Janeiro começaram no Porto as comemorações do centenário da Republica, implantada em 5 de Outubro de 1910. Ali, falaram em sessão oficial o Primeiro Ministro e o Presidente da República.
Mas o mais interessante foi o discurso proferido por Manuel Alegre, num almoço de confraternização, onde disse que não era candidato de “nenhum partido”, que não era “salvador da Pátria”, que não ia interferir na governação quotidiana do Governo e que ia exercer a sua “magistratura de influência”, tã necessária, durante a crise.
Não deixou tambem de referir os jovens, para quem o futuro muitas vezes parece comprometido, mas falou também das “minorias”, o que é importante, e não deixou de referir a importância de Portugal na União Europeia.
Falou sobre as contas públicas que oneram o futuro do país e lembrou que Portugal precisa de um “projecto novo”, que lhe dê futuro.
Passamos agora para um outro tema que está a fazer a cobertura dos midia e que é o anuncio da manifestação promovida pelos antigos anti interrupção da gravidez e que nessa altura já anunciaram o colapso da familia, de que agora querem desfilar em Lisboa, no dia 20 de Fevereiro, em prol da “salvação da familia”, com a benção da Igreja, ou seja, anunciar outra vez mais do mesmo.
Já em Espanha, foi ensaiado também este modelo, aquando dos casamentos com Zapatero, e fracassou. Agora, vai ser reptido cá.
A defesa da famíla que esta manifestação propõe não é a da familia tal como deve ser hoje, com reconhecimento dos direitos da Mulher, no trabalho e em casa, e da paridade no casal. Não é a reivindicação para que se dêem aos jovens casais mais meios para poderem planificar o seu futuro familiar de forma independente, para que as mulheres tenham um papel igual aos homens na sociedade, e os homens em casa partilhar com elas os múltiplos afazeres domésticos.
Nada disso!                                                                                                                                         
É só para impedir o alargamento de um direito civil, o dos casamentos dos homens e mulheres.

Comments

  1. maria monteiro says:

    recebi há pouco uma convocatória para 20defev.
    Pois acabo de lhes responder assim:

    «A defesa da família que esta manifestação propõe, não é a da família tal como deve ser hoje, com reconhecimento dos direitos da Mulher, no trabalho e em casa, e da paridade no casal. Não é a reivindicação para que se dêem aos jovens casais, mais meios para puderem planificar o seu futuro familiar, de forma independente, para que as mulheres tenham um papel igual aos homens na sociedade, e os homens em casa partilhar com elas os múltiplos afazeres domésticos. Nada disso! É só para impedir o alargamento de um direito civil, o dos casamentos dos homens e mulheres»
    faço minhas as palavras de A. Serzedelo
    cumprimentos
    maria


  2. So posso agradecer ,publicamente à Maria Monteiro as palavras que escreveu,e o facto de ter a bondade de me parafrasear.Obrigado e bem haja!
    A.Serzedelo

  3. maria monteiro says:

    obrigado eu porque utilizei o seu artigo para chegar a… algumas cabeças pensantes
    maria


  4. Maria:
    Esta questão desta marcha, ou manif., do dia 20, tanto faz, recorda-me algo que aconteceu em Marrocos no início do reinado do actual rei ha cerca de 6- 7 anos .Ele quis fazer um novo estatuto da Mulher em que lhe dava mais direitos.De um lado, apareceram os fundamentalistas a dizer que a família ficava em perigo, do outro, os favoráveis ao rei a dizer que a reforma era essencial para integrar a mulher marroquina na cidadania e no reino .Depois, houve manif´s, de apoio e contra. A manif a pedir para o rei não dar direitos ás mulheres , em que enfileiraram milhares, com os maridos ´
    a frente, e filheirada atrás, teve, se não erro, 140 mil pessoas.A manif a favor dos direitos das mulheres, teve 80 mil.
    Por aqui se percebe como é sempre difícil a mudança de costumes,e é mais fácil explorar o status quo, do que enfrentar a mudança, que em geral as pessoas temem.Todas ,ou quase todas.É humano.Mas nem sempre é racional,nem útil.

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