Diz que é uma espécie de TSU

Luis Marques Mendes em entrevista com Tania Madeira . Conversas com vida .

Foto: Paula Nunes@Diário Económico

Num momento de singular inspiração, Luís Marques Mendes teve este apontamento, digno de figurar na saudosa rúbrica “Concatena, filho, concatena“:

Este imposto sobre o património é uma espécie de TSU de António Costa.

Apesar de há muito viver rendido à perspicácia do barão do PSD, suspeito que Marques Mendes se tenha esquecido de pensar antes deste momento de profecia futurológica. É que, em 2012, a tentativa de Pedro Passos Coelho de retirar rendimentos aos trabalhadores para aliviar a pesada austeridade que pendia sobre os patrões foi, em certa medida, o início do fim político de Pedro Passos Coelho. Encheu ruas e praças por todo o país, com os números a atingir as centenas de milhares de manifestantes. Honestamente, e talvez esteja errado, ou não fosse eu um esquerdalho patego, tenho algumas reservas quanto ao efeito mobilizador de um imposto residual, cobrado a uma ínfima parte da população e cuja condição multimilionária não sei sequer beliscada, no seio da população portuguesa.  [Read more…]

A Fé na Ciência

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“Ciência à beira de descobrir a cura para a doença de Alzheimer – Mundo – RTP Notícias”.

14/9/2016

 

Quem estiver atento reparará que são recorrentes as notícias sobre curas de doenças temíveis, doenças que afectam muito a vida de muitas pessoas. Na verdade, tal como em outras situações, o conteúdo desta notícia (sem link) não corresponde minimamente ao título, que está lá apenas para causar espanto e interesse instantâneo. Trata-se quase sempre de material especulativo, sem nenhuma validação científica nem verificação prática.

A propaganda da Ciência vive deste tipo de truque, desta expectativa estendida ao infinito através dos meios de comunicação que propagam constantemente a descoberta da pólvora, da vacina para o cancro, a cura para a demência, o fim do sofrimento.

Se não estão ocupados nestes falsos milagres, os “cientistas” estão a descobrir novos planetas com água, para lá das fronteiras do sistema solar, acessíveis pela televisão, ou pelos filmes, ou pelos sonhos.

É isto a Fé na Ciência.

Deus tenha compaixão de ti, Nuno Melo

NMPP

No seu mais recente artigo de opinião no JN, Nuno Melo pede a Deus que perdoe o Bloco pelo episódio do cartaz, esse violento tiro no pé que muita água fará ainda correr debaixo da ponte da estratégia política. Lamentavelmente, o eurodeputado foi mais longe e decidiu misturar alhos com bugalhos, metendo lá para o meio brinquedos sexuais, drogas leves e até uma música do Gabriel o Pensador que versa sobre paz e tolerância. Malditos bloquistas que ousam fazer humor com Jesus Cristo e ainda usam vibradores, fumam charros e ouvem rap brasileiro. Hão-de arder todos no fogo do Inferno! [Read more…]

Fé, amor e caridade

Maria Helena Loureiro

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Ao fundo da minha rua há uma outra rua e nessa rua há pensões que já foram mal afamadas e que agora passaram a sérias, com anúncio nos roteiros turísticos e tudo.
Hoje de manhã, quando ia para a paragem do autocarro, vejo quatro mulheres a sair de uma delas, em conversa muito agitada. Estavam vestidas de peregrinas, fatos de treino, coletes refletores, bonés, mochilas e a pronúncia do norte profundo.
“… e o bandalho deixou que a pobrezinha fosse pró hospital tirar o peitinho e amigou-se cua badalhoca, a porca, a ganda puta…”
Abrando o passo e olho, imagino, com o queixo caído.
“Ó! O qué que foi? Nunca viste?!
Fujo a sete pés de tanta fé, amor e caridade…

Oração Para as Minhas Horas de Êxtase

Senhor, meu Deus,
Criador de Todas as Coisas, Visíveis e Invisíveis,
todos os dias vou, com esta minha carne, este meu suor,
estes meus olhos, à procura da Tua Face a fim de entrar em Êxtase.

À brisa do fim da tarde, após ter morto todas as agitações estéreis,
e todas as queixas pelo desconcerto do Mundo e o meu,
sei que Te encontrarei com toda a certeza
no silêncio da grande luz crepuscular
sob o rumor marinho. Só. A sós. [Read more…]

Da Prodigalidade Divina

Jesus2 (1)O excerto que a seguir reproduzo vale por todas as minhas aspirações humanísticas, por todos os meus erros, juízos indevidos, e talvez resuma um dia o que tenha sido minha vida. Há uma grande indiferença e até hostilidade para com a tradição judaico-cristã, mas devo reforçar a profunda felicidade que há para mim em viver impregnadamente os valores e a cultura dos Evangelhos, Caudal de Vida desaguado pelos Textos Sagrados do Antigo Testamento. Especialmente para quantos não cortam Poesia às fatias, a reconhecem em qualquer recanto e aderem a ela porque ao Belo e ao Sublime nunca se resiste, pois não há sofismas nem preconceitos perante o Belo, façam todos muito bom proveito, se conseguirem:

«Ele, que não nasceu da raça humana, nem do desejo humano, nem da vontade humana, mas do próprio Deus, um belo dia juntou tudo e foi-Se embora com a sua herança e o seu título de Filho. Foi para um país remoto… para uma terra longínqua… onde Se tornou como os seres humanos, nada mais. O seu próprio povo não O aceitou e a sua primeira cama foi uma cama de palha! Cresceu entre nós como uma raiz em terra árida, foi desprezado, foi o mais insignificante dos homens, perante o qual se tapa o rosto. Muito depressa conheceu o exílio, a hostilidade, a solidão… Depois de ter gasto tudo levando uma vida de abundância: o seu valor, a sua paz, a sua luz, a sua verdade, a sua vida… todos os tesouros do conhecimento e da sabedoria e o mistério oculto mantido em segredo desde tempos imemoriais; depois de Se ter perdido entre os filhos da casa de Israel; depois de ter dedicado o seu tempo aos doentes (e não aos ricos), aos pecadores (e não os justos), e até às prostitutas, prometendo-lhes que entrariam no reino do seu Pai; depois de ter sido apelidado de glutão e bebedor, amigo dos cobradores de impostos e dos pecadores – a samaritana, o possesso, o blasfemo; após ter dado tudo, até o seu corpo e o seu sangue; após ter experimentado Ele próprio a dor, a angústia e a inquietação d’alma; após ter tocado o fundo do desespero com que Se revestiu voluntariamente ao sentir-Se abandonado pelo Pai, longe da fonte que mana água de vida, gritou da cruz onde estava crucificado: ‘Tenho sede’. Ficou estendido, descansando, no pó e na sombra da morte. E ali, ao terceiro dia, ergueu-Se das profundezas do inferno aonde havia descido, carregado com os pecados e tristezas de todos nós. E de pé, erguido, gritou: ‘Sim, vou ter com o meu Pai e vosso Pai, meu Deus e vosso Deus’. E subiu de novo ao céu. Então, no silêncio, ao ver o seu Filho e os outros seus filhos, o Pai disse aos seus servos: ‘Depressa! Trazei a melhor túnica e vesti-Lha; ponde-Lhe um anel no dedo e sandálias nos pés; comamos e façamos festa! Porque os meus filhos que, como sabeis, estavam mortos, voltaram à vida; estavam perdidos e voltaram a encontrar-se! o meu Filho pródigo trouxe-os de volta!’. Então todos começaram a festejar, vestidos de longas túnicas, lavadas no sangue do Cordeiro».

Pierre Marie (Irmão), «Les fils prodigues et le fils prodigue», Sources Vives 13,
Communion de Jerusalem, Paris (Março 87), p. 87-93.

O mundo ao contrário

Hoje vi, com estes olhinhos que a terra e os bichos vão deglutir, um andor a ser carregado (numa procissão do Norte de Portugal) por um jovem com uma camisola com a cara do Che Guevara!

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O Ernesto deve ter dado umas valentes voltas no caixão. Ou não.

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