Esclarecimento

esclarecimento

Secretário de Estado da Administração Pública, José Leite Martins: Senhores jornalistas, anunciem que, depois das eleições de 2015, vamos estrear cortes nas pensões, novinhos em folha. Mas atenção, digam que esta informação vem do Ministério das Finanças.

Passos Coelho: “Ainda não há relatório, só pode ser especulação”.

Luís Marques Guedes: “Porventura a interpretação que alguns órgãos de comunicação fazem de conversas que tiveram com alguns, ou algum, membro do Governo, seguramente é exagerada para não dizer abusiva. Porque uma coisa é fazer-se um ponto de situação dos trabalhos que estão a decorrer, outra é tirar daí conclusões. Isso é um passo exagerado e abusivo

Paulo Portas: “O que aconteceu foi um erro, não devia ter acontecido, o grupo de trabalho não concluiu a sua tarefa, não fez qualquer proposta, não conheço qualquer documento e, não havendo proposta, nem documento, é evidente que o Governo não pode ter feito qualquer avaliação política, muito menos tomado qualquer decisão política”

Esclarecimento: informam-se os portugueses que, até ao dia 25 de Maio, qualquer notícia desagradável sobre o país que está melhor será mera calúnia dos jornalistas. Mais, se algum Secretário de Estado der alguma conferência sobre assuntos que ainda não queremos divulgados, que se saiba que um triunvirato governamental prontamente sairá ao ataque do mensageiro, perdão, em negação da mensagem.  Obrigado.

A Grisalha Manela e o Grisalho Silva Lopes

Não poderia haver maior Babel que o comentário político-económico em Portugal, se por trás não houvesse uma teia de interesses particulares e de estômagos inseparáveis dos seus privilégios, enquanto a maioria definha e morre. Manuela Ferreira Leite, por exemplo, tem sido uma acérrima defensora das suas pensões e das decisões de atrito, óbice e agravamento do Tribunal Constitucional. Fá-lo com argumentos legitimistas mais emocionais que racionais, mais tacticistas e politiqueiros que radicados na gestão fria das contas públicas, talvez desconhecedora das extremas dificuldades com que os portugueses encheram vinte e seis aviões para ir ver o Sport Lisboa e Benfica brilhar em Amesterdão, ou não. Pois agora, corajoso num ponto, lá, onde em tantas matérias não o foi, especialmente aquando das governações deprimentes do Partido Socialista, vem o antigo ministro das Finanças Silva Lopes defender as taxas sobre as pensões que o Governo [a Troika, Bruxelas, Berlim, o Inferno] quer aplicar em alternativa às medidas chumbadas pelo Tribunal Constitucional.

Porquê? Porque, diz Silva Lopes, «não há outro remédio». [Read more…]

Parece-me fidedigno

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