Má língua

A atriz de 83 anos, Eunice Munõz, afirma ter sido «maldade ou inconsciência» o rumor que se espalhou ontem.

Quer trabalhar: voltará ao palco com a peça As Árvores Morrem de Pé de Alejandro Casona. E foi a trabalhar em O Comboio da Madrugada (T. Williams) que sofreu o acidente. Ainda a recuperar e recebe uma notícia como esta: um boato pelo Facebook sobre a sua morte…

Por quê? Por que se faz uma coisas destas? Não merece ela respeito de todos os portugueses? (Ela ou qualquer outra pessoa?) Ou só nos inclinamos perante o «Super-Ronaldo? Hoje , CR foi capa dos jornais. O DN dedicou um Especial de 15 páginas praticamente só ao jogador. E ainda não ganhamos nada. (Foguetes antes da festa). Mas Eunice estava na última página…

Nem de propósito… «as árvores morrem de pé». Assim será com ela, quando a morte (a verdadeira) chegar.

Grande e sábia como é, Eunice, depressa esquecerá este triste episódio.

Devia ter vergonha e ser responsabilizada a criatura que criou o boato.

Eu tenho um livrinho que se chama De Pé, Como as Árvores. E entre as suas folhas, pode ler-se esta frase:

A língua fala da abundância do coração.

E eu acrescento: a má língua fala da pobreza de espírito.

Políticos amadores

Queremos políticos amantes do nosso país. Políticos que sabem de cor a nossa fabulosa História. Políticos conscientes. Políticos que representam o povo. Políticos que defendem a nossa cultura e a valorizam mas não para dar nas vistas e por ocasiões como a Expo 98 e Guimarães – Capital Europeia da Cultura. Eliminam-se feriados históricos e religiosos por falta de respeito ao nosso passado. Temos políticos que se preocupam com Candidaturas a Património da Humanidade, mas a Cultura em Portugal está em «coma»… A lista é interminável.

O presidente da Câmara de Óbidos precisa de Cristiano Ronaldo para promover a sua cidade… Esperou por ele desesperadamente, o coitado! Como se Óbidos não fosse, só por si, motivo de orgulho e possuidora de uma beleza e história dignas de admiração. Quem acorre a Óbidos nestes dias de Estágio da Seleção vai com os olhos postos nos jogadores e mais ainda nos milhões de euros estacionados na cidade medieval linda de buganvílias, da pintora Josefa que viveu no século XVII ou do licor de ginja que se bebe pelo copinho de chocolate. Isto só para mencionar três dos aspetos que me levam a ir a Óbidos repetidas vezes. Mal estamos se o futebol é pretexto para a cultura… e esta vai a reboque.

Os políticos podem aprender uma coisa com estes futebolistas: o profissionalismo que lhes falta!!

Mas os nossos políticos têm culpa no cartório na manutenção desta mentalidade.

Não temos políticos que exercem por gosto e sem outro interesse que não servir. Temos políticos «amadores» no pior sentido.

Parece que se chama Jornal de Notícias…