Políticos amadores

Queremos políticos amantes do nosso país. Políticos que sabem de cor a nossa fabulosa História. Políticos conscientes. Políticos que representam o povo. Políticos que defendem a nossa cultura e a valorizam mas não para dar nas vistas e por ocasiões como a Expo 98 e Guimarães – Capital Europeia da Cultura. Eliminam-se feriados históricos e religiosos por falta de respeito ao nosso passado. Temos políticos que se preocupam com Candidaturas a Património da Humanidade, mas a Cultura em Portugal está em «coma»… A lista é interminável.

O presidente da Câmara de Óbidos precisa de Cristiano Ronaldo para promover a sua cidade… Esperou por ele desesperadamente, o coitado! Como se Óbidos não fosse, só por si, motivo de orgulho e possuidora de uma beleza e história dignas de admiração. Quem acorre a Óbidos nestes dias de Estágio da Seleção vai com os olhos postos nos jogadores e mais ainda nos milhões de euros estacionados na cidade medieval linda de buganvílias, da pintora Josefa que viveu no século XVII ou do licor de ginja que se bebe pelo copinho de chocolate. Isto só para mencionar três dos aspetos que me levam a ir a Óbidos repetidas vezes. Mal estamos se o futebol é pretexto para a cultura… e esta vai a reboque.

Os políticos podem aprender uma coisa com estes futebolistas: o profissionalismo que lhes falta!!

Mas os nossos políticos têm culpa no cartório na manutenção desta mentalidade.

Não temos políticos que exercem por gosto e sem outro interesse que não servir. Temos políticos «amadores» no pior sentido.

Comments

  1. MAGRIÇO says:

    Muito gostaria eu de saber quantos, do ilustre painel de politiqueiros que nos governam, sabem o Hino Nacional…


  2. Amadores-ambiciosos de transcender.

  3. Eu mesma says:

    O digníssimo autarca em causa devia ser um desses parolos do fundo de quintal que mal soube ler e escrever já se acha doutor e subiu na vida sabe Deus com que métodos. Quase que o vejo, meio careca, com fatiota a fingir que é moderno, barriga saliente quase a rebentar os botões do camiseiro, água de colónia a fingir que é um perfume chique, relógio pesado e corrente de ouro no pulso sem esquecer o cachucho no dedo mindinho.
    Metade do plantel de meninos mimados do futebol não é digno de pisar a bela e magnífica Óbidos.


  4. Não temos sequer políticos – porque há, sim, empregados da política com apenas direitos e mordomias e sem saber nada de nada porque nem sequer sabem – além de ignorantes são incapazes e fanfarrões – nuna antes e de pois de dsalazar houve gente assim – se estivesse aí salazer dar-lhe-ías ordem para desaparecerem – agora até são protegidos – nem são substituídos – não são sequer gente – são maus modelos de passagem de vaidades e mentiras – são mais incapazes – são atrevidos e igorantes e desonestos – não pode haver pior gente e os jornalistas nem piam – se calhar também não sabem o suficiente para fazer artigos de opinião análise e crítica – são meros – não há um só que tenha categoria política – são aterradores – são do mais incompetente e ignorantes que o país conheceu desde 1974

    • Fernando says:

      Os políticos que temos são eleitos por no’s indiretamente já que são os partidos que os escolhem. So por isto e’ que eu nunca votei.
      Atente-se nestes dois concursos, e ficamos a saber que calibre de governantes e seus satélites temos TIDO a governar Portugal.
      No Diário da República nº 255 de 6 de Novembro: (2ª Série), declara-se aberto concurso no I.P.J para um cargo de “ASSESSOR”, cujo vencimento anda à roda de 3500 euros.
      Na alínea 7:… o “Método de selecção a utilizar é o concurso de prova pública que consiste na”… Apreciação e discussão do currículo profissional do candidato.”

      Agora atente-se neste concurso:
      Na pág. 26922, a Câmara Municipal de Lisboa lança concurso externo de ingresso para COVEIRO, cujo vencimento anda à roda de 450 EUR mensais.
      Método de selecção:
      Prova de conhecimentos globais de natureza teórica e escrita com a duração de 90 minutos.
      A prova consiste no seguinte:
      1. – Direitos e Deveres da Função Pública e Deontologia Profissional;
      2. – Regime de Férias, Faltas e Licenças;
      3. – Estatuto Disciplinar dos Funcionários Públicos.
      4. – Depois vem a prova de conhecimentos técnicos: Inumações, cremações, exumações, trasladações, ossários, jazigos, columbários ou cendrários.
      5. -Por fim, o homem tem que perceber de transporte e remoção de restos mortais.
      6. – Os cemitérios fornecem documentação para estudo.
      Para rematar, se o candidato tiver:
      – A escolaridade obrigatória somará + 16 valores;
      – O 11º ano de escolaridade somará + 18 valores;
      – O 12º ano de escolaridade somará + 20 valores.
      7. – No final haverá um exame médico para aferimento das capacidades físicas e psíquicas do candidato.
      ISTO TUDO PARA UM VENCIMENTO DE 450 ? MENSAIS!
      Enquanto o outro, com 3.500? só precisa de uma cunha…!!!
      Por estas e por outras, é que em Portugal existem Coveiros Cultos e Assessores de merda.

  5. MAGRIÇO says:

    Em cheio, Fernando! Bem observado. Depois dizem que está na moda malhar na classe política. Que outra coisa se pode fazer? Bem gostaria eu de ter motivos para a elogiar…


  6. Não conheces o Telmo Faria e o seu trabalho, Céu. Eu conheço, um dos melhores autarcas portugueses de sempre.
    Esta crítica é injusta, os estágios da selecção são uma pequena parte do seu excelente trabalho: pegar num ponto perdido na memória de Portugal e colocá-lo no mapa, com um investimento cultural que mais ninguém fez, tendo em conta os recursos da autarquia, pequena e pobre. Do Mercado Medieval aos festivais de música, passando pelo do chocolate, e por tanta, tanta outra actividade cultural.
    Ao ponto de hoje se voltar a invocar a Óbidos medieval, sendo que da Idade Média sobram umas (poucas) pedras da muralha; Óbidos conserva património de épocas posteriores, sim, e um “restauro” de António Ferro que muito engana…

    • Maria do Céu Mota says:

      OK!É verdade que não conheço, mas não quis ofender ninguém. Gosto muito de Òbidos e, para te dizer a verdade, não apreciei que ficasse associado ao futebol e ás maquinas de centenas de milhões de euros estacionadas junto às muralhas medievais… Òbidos deve ser promovida pela sua beleza e riqueza histórica e não devia ter necessidade de recorrer ao futebol (é a minha opinião). A culpa não é tanto do presidente da câmara que, como dizes, já fez muito pela sua cidade, mas dos portugueses em geral…

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