Proença, o Grande Mefisto Tuga

O Mefisto Proença de Carvalho, extremamente inteligente e sagaz, também é, e morrerá assim, uma criatura muito à vontade nos grandes lodos contaminantes da Justiça. Ao ler a sua entrevista ao Dinheiro Vivo, JN, de hoje, a certa altura diz o seguinte acerca da Justiça, da actuação e medidas da Ministra, e não precisaria dizer absolutamente mais nada que mais bem o definisse como tubarão dos orçamentos entre os demais tubarões protegidos do sistema, que é, a par de Júdice.

Só um bem sucedido Mefisto português, nos respectivos comércios com quem está Governo, atiraria que: «Há aqui uma visão securitária e perigosa. Está a tentar resolver-se os problemas de ineficácia do sistema retirando direitos, ou seja, sacrificando-se o Estado de Direito [O direito de ir para Paris gozar com os milhões comissionistas de negócios ruinosos para o Estado!]. Falamos dos prazos de prescrição [Não toquem nos prazos de impunidade!], aligeiramento das regras de processo [Sim, mantenha-se o labirinto legiferante com que, em Portugal, é mais fácil fugir imune e impune na proporção do dinheiro que se tenha!], nomeadamente retirando direitos aos arguidos, retirando recursos [Os recursos a peso de ouro que conservam Isaltino a secar como um bacalhau ao sol da liberdade!]. Considera-se que há abuso de garantismo, quando não há. [Não há para ti e para os que defendes, Daniel, tu que és tão próspero, tão rico, tão administrador de tanta coisa ao mesmo tempo?! Garantismo para criminosos ricos e com as costas quentes por advogados mefistofélicos, como tu, em Portugal, é como dois mais dois, Proença!]. Caricaturalmente, era como querer resolver os problemas da saúde retirando tratamentos aos doentes.» [Não será antes, caricaturalmente, como simplesmente castrar violadores da lei, legiões de impunes da corrupção e do roubo?!]

Proença de Carvalho não pode desiludir-me. É isto. E corre-lhe bem. Que tal se me transferisse cinco euros para eu poder comprar uns iogurtes e uns pacotes de leite?!

Já Sabem Onde Podem Enfiar o Manifesto

Está na moda a impunidade feliz. Ex-políticos vivem regalados depois de anos de Roubo, mas um Roubo naturalmente destinado à impunidade dos deuses. A impunidade das preciosas e douradas mãos de suas excelências intocáveis, os políticos, comparados connosco, a ralé que bem pode perder o 13.º e o 14.º e imputar a perda não à gestão danosa dos Governos de Saque Socratista, mas ao manso Passos. E no entanto, a impunidade vai toda para os políticos das licenciaturas instantâneas, os políticos do poder de aprovar o tal outlet em zona protegida de flamingos e o poder de aprová-lo à última da hora pantanosa, certamente sem luvas no processo. [Read more…]

2011 resumido numa notícia sobre o Casino da Póvoa

És delegado sindical ou foste eleito para a Comissão de Trabalhadores? No Casino da Póvoa não levas cabaz de natal para não seres parvo:

Em declarações à TSF, Francisco Figueiredo (…) explicou que o que levou a esta decisão foi a não atribuição do cabaz de Natal a delegados sindicais e membros da comissão de trabalhadores, sem a empresa apresentar qualquer tipo de justificação.

Para o sindicalista, esta atitude de «assédio» visa afectar a «honra e a dignidade» dos trabalhadores em causa, criando «um ambiente hostil, degradante e desestabilizador». «Em último caso, pretendem com esta atitude dificultar ou impedir o exercício de funções sindicais», considerou.

A decisão, porque ainda há gente séria e honrada, foi a de marcar uma greve simbólica para hoje, ao menos quem assim é insultado dá-lhes um dia de salário na cara e assume a sua dignidade. Dá a quem? a Stanley Hun Sun Ho e a Daniel Proença de Carvalho, por exemplo, ao dono de Macau e à mais tenebrosa personagem da vida política portuguesa dos últimos 40 anos. Os intocáveis do regime são os primeiros a comemorar hoje a passagem do ano de 1974 para 1973. Estes, que serviram e sobretudo se serviram de poder, do CDS ao PS, tinham se aparecer.