Tu

O aceso debate de ontem, na SIC Notícias, entre João Galamba e Marco António Costa, foi um exemplo do grande fair play que existe no seio do Bloco Central. Na troca de argumentos, cuja validade se estabelecia com clareza se fosse retirado o som ao televisor, lá surgia o fraterno tratamento por “tu”. “Ó Galamba, tu isto” e “Ó Marco, tu aquilo”, numa comovente partilha de fluídos dialécticos entre companheiros de ofício que deixam à porta da consciência aquilo que os divide, valorizando o que, afinal, mais conta: a Amizade em torno da mesa.

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Dicionário do futebolês – “fair-play” e desportivismo

Mesmo os desconhecedores da língua inglesa usam correntemente este termo. Julgo que, se fosse pedido a algum que indicasse um significado, poucos se lembrariam de ‘desportivismo’, por exemplo. Já nos meus tempos de petiz, estava habituado a ouvir dizer ofessaide e não foi fácil habituar-me a perceber que era o mesmo que fora-de-jogo.

Trata-se de uma expressão ligada à ética. Ora, todos sabemos que a ética, na futebolândia, é como as sondagens: vale o que vale. Se for em nosso benefício, está certa; se servir o adversário, é um corpo estranho, entre o vírus e a bactéria.

O desportivismo é, de qualquer modo, algo que os nossos adversários nunca conseguem alcançar, porque são uma gente mal formada, sem educação, incapazes de um gesto de, lá está!, fair-play. É isso, aliás, que serve para explicar por que razão é que, por vezes (muito raramente, claro), também somos forçados a não praticar o fair-play: como os nossos oponentes são, sem excepção, uns facínoras da pior espécie, torna-se necessário ignorar a ética por razões estritas de sobrevivência no meio dessa selva onde é tão difícil ser-se bem-intencionado.

É por isso que um desarme de um jogador de outra equipa será sempre violentíssimo e um pontapé na cabeça de um adversário desferido por um dos nossos não passa de uma acção compreensível, porque, provavelmente, já tinha havido provocações num jogo qualquer da oitava jornada de há três anos.

Quantos jogadores seriam capazes de fazer o que faz Di Canio no vídeo que se segue?

 

 

O meu Benfica não apaga a Luz

O meu Benfica não apaga a Luz, rega o relvado a horas próprias, não se sente menorizado quando um campeão faz aquilo que faz o Benfica ao ganhar títulos: festeja-os com a legitimidade do vencedor.

O meu Benfica demarca-se do Benfica igual aos outros, do Benfica que copia e imita o pior dos rivais. O meu Benfica não perde tudo numa centena de minutos, o jogo, a postura, a dignidade. O meu Benfica não é uma massa de seguidores acéfalos, questiona os dirigentes, exige explicações e chama os bois pelos nomes.

Consola-me que exista um Benfica dentro do benfiquinha. Porque eu, do benfiquinha, não sou.

O pior do Campeonato do Mundo de Futebol em 56 segundos

O descalabro francês, o regresso a casa da seleção italiana, os 7-0 de Portugal à Coreia do Norte e o futebol praticado pela Argentina marcaram a primeira fase do Campeonado do Mundo de Futebol 2010. Mas nada se compara à falta de desportivismo evidenciada pelo selecionador francês quando, derrotado pela África do Sul, se recusou a apertar a mão ao seu colega Carlos Alberto Parreira.

O bacalhau está caro mas não era preciso poupar tanto, monsieur Domenech.

Fair-play? Não, benfica-Leiria – Golos:

Pois é, o benfas com todas as ajudas e mais algumas, tendo como principal jogador o artista batoteiro da fotografia (ver mais em baixo) já está em primeiro. Bem sei que com um jogo a mais mas o historial deste artista da Liga já nos habituou a todo o tipo de batota e, se for necessário, acaba já o campeonato só para garantir o título.

Já que o benfas vai ao colinho, ao menos que o assumam de vez e acaba o campeonato já! Caso contrário, ainda se arriscam a deixar mal o catraio da Liga…

É isso e o Ferguson que teve o desplante de comparar o Ronaldo com o melhor dos melhores, o grande Cantona!

Os golos:

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Isto era impossível em Portugal…

…pois o nosso futebol é só batota: