Tudo bons comunistas

Guo III

Os PàFs não gostam de comunistas. Excepto comunistas com capital para comprar empresas públicas nas suas quermesses. Chegados ao mais elevado patamar da elite marxista-leninista, a direita nacional passa a gostar de comunistas e predispõe-se a vender-lhes qualquer activo estratégico do país por qualquer montante que lhe permita maquilhar as contas públicas por meia-dúzia de meses. Pouco importa se se tratam de altos quadros de um partido-regime que reprime qualquer dissidência e alimenta uma classe de oligarcas opulentos e mafiosos. Há dinheiro? Então privatize-se tudo que o teatro dos direitos humanos já eles o fazem com a Rússia. [Read more…]

A Grande Marcha do Yuan

FOsun

O proletário na foto é Guo Guangchang, um homem remediado que, tal como tantos outros remediados dessa grande nação comunista que é a China, cresceu à custa de muito esforço e dedicação à luta anti-capitalista no seio do Partido Comunista Chinês. Com investimentos aqui e acolá, Guo trouxe a Grande Marcha do Yuan até ao extremo-ocidente da Eurásia e, depois da Espírito Santo Saúde e da Fidelidade, este camarada poderá muito bem ser o próximo dono do Novo Banco. [Read more…]

Fidelidade aos especuladores

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O caso das privatização da Fidelidade, companhia de seguros que pertencia à CGD, é todo um tratado da arte financeira. O grupo Fosun, especuladores chineses, comprou a companhia por 1100 milhões de euros. Depois foi ao capital da Fidelidade e sacou (por empréstimo, claro) o que lhe tinha custado, mais uns trocos (340 milhões, pelo menos). Entretanto quem tem obrigação de controlar as companhias de seguros em Portugal já foi passar umas férias à China, pago do próprio bolso, diz ele.

Assim é fácil: sem ganhar um chavo compra-se uma companhia de seguros, ainda lhe devem sugar algum, e depois que se lixe. Mas como sabemos, as companhias de seguros é que são de confiança e a Segurança Social é um perigo público.

O grupo Fosun é um sério candidato à compra do Novo Banco. O candidato perfeito, continuará a tradição de uma secular família de vigaristas.

lembranças de mãe

 

Granados. La maja y el ruisenhor (ruxinhol)

Nós, adultos, esquecemos que a mãe é pessoa e vemo-la como processo. Além do carinho e emotividade que unem uma criança à sua progenitora, existem, de forma igualmente importante, várias fases no percurso da sua vida, sendo um o caminho de mãe. A primeira, que de todo não pode ser escolhida, é nascer mulher: até aos nossos dias, não se inventou um ser que a substitua na estrutura hormonal e na configuração biológica necessárias para dar vida a um bebé e amá-lo. Muito menos, a invenção da leveza do ser que caracteriza a relação mãe/criança. Não me esqueço da frase de um amigo meu ao confidenciar-me a sua tristeza pelo facto da mãe ter ficado inválida:

Não sei o que fazer… apenas consigo chorar! A minha resposta foi rápida e directa: O que o meu amigo chora não é a doença da sua mãe, o que chora é a falta do mimo embelezado dos carinhos dela. Doravante, será o contrário: é a mãe que vai precisar dos cuidados do filho. Ele, incapaz de devolver essa elegância de mimos que na sua infância, a mãe lhe incutira, optou por nunca mais a visitar. É esta arte da fuga que os (as)

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