Mas… afinal existe?


Já vai a caminho da Guiné-Bissau, uma das tais fragatas milagrosamente construída nos anos 80. Portugal “não precisa de navios de defesa, a não ser alguns patrulhas, um navio-hidrográfico e umas lanchas pesca-náufragos”. A NATO e os espanhóis tratam do resto”.
Em resumo, aqui está a teoria dos inteligentes da nação que quando precisam, recorrem aos parcos efectivos das Forças Armadas para satisfazer as suas políticas. Este é mais um caso e embora ainda não se perceba bem o que está a acontecer em Bissau – lutas pelo controlo do tráfico de droga, tribalismos vários, ódios e ambições políticas ou outros interesses que envolvem dinheiro -, a verdade é que há quem avise acerca da soberania guineense sobre o seu território e orla costeira. Uma novidade neste nosso país onde as sumidades mandantes nos enchem os ouvidos com “desígnios”, Zonas Económicas “Exclusivas” e outros recursos oratórios de enfarda-chouriços.
Mas existe outro aspecto a ponderar: afinal, após trinta e sete anos de independência, a Guiné-Bissau existe? Ou aquelas fronteiras delimitavam um espaço mantido uno por uma certa nefanda presença que de vez em quando ainda intervém? A uns dias do 25 de Abril, pensem no caso.

O deboche do "Esquema"!


Os órgãos de comunicação social, declaram continuar hasteada a bandeira espanhola na fortaleza de Valença. Monumento nacional, símbolo local da soberania portuguesa, foi profanado por gente que perdeu toda a legitimidade ao optar por este insultuoso tipo de contestação. Trata-se de subversão e de atentado à integridade do Estado. Do que está à espera a GNR? Que explicação dá a PSP? Porque não envia o exército um pelotão que ponha cobro ao dislate? O episódio da taurina coisa nas varandas, não passa de folclore a resolver no próximo embate futebolístico entre as duas “selecções”, quando tudo voltará ao normal. Outra coisa, é o assalto estrangeiro a um edifício público. S. Bento não cora de vergonha?

O que se estranha, é a total passividade das autoridades nacionais que se têm abstido de impor a Lei e a dignidade do Estado. São precisamente estas autoridades – e aqui incluímos o governo que tutela as policias e as Forças Armadas – que são muito lestas na resolução de outros casos que têm acontecido e que vão continuar a acontecer, queiram ou não queiram, gostem ou não gostem. O critério parece simples: se se trata de uma Bandeira Nacional azul e branca, deve ser de imediato apeada e entregue a um nebuloso “Ministério Público” – o que é isso? -, mas se o caso disser respeito a uma bandeira estrangeira, poderá então ficar ao vento durante o tempo que a subversão militante assim o entender.

É o patrioteirismo dos senhores do Centenário da República, com o Palácio de Belém incluído no rol. Enfim, mais um episódio do “Esquema”, porque nada deve ser por acaso. Entretanto, o “agente dorado” Saramago, continua a sua prédica. Só visto!

A política e as Forças Armadas

Em Portugal, a forma como a população olha para as Forças Armadas, é desde sempre influenciada pelos circunstanciais interesses em liça num determinado momento político. Da episódica exaltação que alterna aposição de cruzes de guerra em anchos peitos do 10 de Junho e a decoração de espingardas com cravos, até aos impropérios, a distância é pouca. Há muito desaparecida a eternamente incipiente educação que formava o espírito cívico garante das instituições e perenidade do Estado, a reputação das Forças Armadas é geralmente calcada como coisa de pouca valia, embora todos os regimes que se têm sucedido no poder desde 1834, a elas devam a legalidade na condução da coisa pública. Jamais existiu uma única revolução popular, fosse ela espicaçada pela burguesia aberta à influência além-fronteiras, ou consequência de uma furiosa explosão que pudesse longinquamente encontrar paralelos numa jacquerie ou Comuna do sempiterno modelo parisiense. Nunca. Quem se alçou ao poder, serviu-se sempre das baionetas disponíveis no momento, ou beneficiou do feliz acaso propiciado por uma contagem das mesmas que no momento exacto e por escassíssimo número, fizeram  pender o resultado para o grupo contestatário da ordem estabelecida. As “Saldanhadas”, o 31 de Janeiro, o 5 de Outubro, o Sidonismo, o 28 de Maio e o 25 de Abril, são a garantia  deste princípio basilar que rege a evolução e a ruptura dos regimes que têm governado Portugal. Umas vezes, as Forças Armadas são o agente motor da mudança, enquanto noutras se mantêm na expectativa, participando alguns dos seus membros – uma minoria – na altercação que colocará ou não fim, a uma situação insustentável.

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Antes de ser o navio escola Sagres


Lançado ao mar em Hamburgo, a 30 de Outubro de 1937, o Leo Schlageter foi construído para servir como navio escola da Kriegsmarine. Numa fase de rápida expansão da marinha alemã e após os acordos de limitação de tonelagem celebrados com os ingleses, Berlim decidiu-se pela construção de uma esquadra de alto mar, cujo fim estratégico seria a intercepção das principais vias comerciais atlânticas.

A tripulação na festa da passagem do equador

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