Fuga de capitais – sangria na economia global

A notícia do Público sobre a fuga de capitais entre 2010 e 2015 contém vasta matéria para análise do comportamento político, nomeadamente a forma como se tenta esconder o transvase do capital para centros offshore internacionais, como o fez a Autoridade Tributária durante o governo de Passos Coelho. No entanto, detenho-me, por ora, no enquadramento internacional do que se chama de mobilidade de capitais na economia globalizada.

Hong Kong - fuga de capitais
O pico constatado em 2015 de 8.885 milhões de euros, poderá sempre explicar-se com o que se sabia sobre a falta saúde do sistema financeiro português e, também, pela incerteza da continuidade de um governo que estivesse disposto a continuar a permitir a fuga de capitais sem prestar contas ao fisco.
O movimento de capitais para offshores não é um fenómeno nacional, nem tão pouco europeu, trata-se de uma tendência global [Read more…]

O caso DOPA

Francisco Sousa Tavares, o boi de piranha, Vanzeller, Pinto Basto, D´Orey, Avillez, Roquette, Lumbrales, Breyner, Mendia, Balsemão, Mário Raposo e Isaltino de Morais. Tudo boa gente.

Empresas sociopatas

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Esta história da engenharia financeira usada como forma de fugir aos impostos afigura-se-me como qualquer coisa fundamentalmente injusta. Afinal, se os lucros são obtidos num determinado local, sob um conjunto de regras de negócio previamente estabelecidas, usufruindo dos recursos humanos e materiais desse local, apenas seria justo que esses impostos fossem pagos no sitio onde os lucros são gerados.

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Mas ainda não fugiram todos?

O João Miranda acha que os bens móveis, se forem taxados, fogem para a Suiça.  Quando se fala em cobrar ao capital, puxam logo da Suiça. Assim de repente:

“Uma tristeza”. Foi assim que Bagão Félix qualificou a proposta do PS de divulgação dos rendimentos brutos dos contribuintes na internet, alertando ainda para o “sério  risco da fuga de capitais”.  3. 02.10

ou mais ameaçador:

Uma intervenção do Fundo Monetário Internacional (FMI) e do fundo de estabilização europeu em Portugal iria provocar a fuga de capitais para o exterior, alertou ontem Ricardo Salgado. 01.02.11

Donde ainda haver bens mobiliários em Portugal é um fenómeno surpreendente: pelas ameaças costumeiras, os ditos já deviam ter fugido todos. Ou então no meio disto tudo temos um banqueiro lúcido, e um já é fenómeno:

O presidente do Banco BPI garante que a tributação das mais-valias bolsistas não irá levar à fuga de investidores. “Não é a tributação das mais-valias a 20% que vai afastar investidores do mercado de capitais. O que pode afastar investidores é termos um défice da balança de transacções correntes de 10%, é termos a dívida pública e a dívida externa nos valores que temos”, frisou Fernando Ulrich. “Se os investidores acreditarem que podem ganhar não é por pagarem 20% que vão deixar de investir“, acrescentou. 24.04.10