O Convento de Cristo, a Ordem e o Caos

Este era o estado em que se encontrava, até há poucos meses atrás, o túmulo do fundador da Ordem de Cristo, D. Dinis, plantador de naus a haver, o grande Rei Lavrador, Espírito maior da História e do Universalismo de Portugal.

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Professores e a desORDEM

Lugares comuns há muitos e são sempre um ponto de vista respeitável até porque, por definição, são vistos a partir de um ponto. Entendo a existência de imensos lugares comuns entre os  professores porque, numa classe com cem mil pessoas, há sempre uns mais esclarecidos que outros.

E um dos lugares mais comuns é o da necessidade de existir uma Ordem Profissional para que a classe se possa mostrar mais unida. É um argumento que, por inexistência de prova, pode ser apresentado, mas a classe, sem Ordem, já deu vários sinais de unidade nos últimos anos. A greve aos Exames o ano passado foi o mais recente.

Ora, neste lugar comum da ordem, parece-me que os professores se esquecem de duas coisas: [Read more…]

Que besta!

Miguel, confesso que já não tenho paciência para essa gente!

manif profsComo se diz por aqui, só à cabeçada!

Pedofilia, Guilhermina, Constâncio

As três palavras deste título, não têm nada a ver umas com as outras. Constituem, apenas, os marcadores de três notícias que mais uma vez me deram a volta ao estômago, aquando do meu cafezinho da manhã e da habitual leitura do jornal.

 1ª – Mais um violento murro no estômago. Pedofilia. Desta feita na Alemanha. Mais uma goleada da igreja católica neste campeonato. O chefe da ordem dos jesuítas, Stefan Dartmann, veio confirmar os abusos sexuais de crianças no Liceu Canisius em Berlim, notícia corroborada por Klaus Mertes, reitor deste mesmo liceu. Mas Stefan Dartmann diz que o mesmo se passa em colégios como os de Goettingen, Hildesheim, e também colégios da Espanha e do Chile. Mas existem outros colégios denunciados, como o de Sankt Ansgar em Hamburgo e o de Blasien no sul da Alemanha. E o que mais se imaginará. De facto, assim na frente do campeonato, a igreja católica está a um passo de ser a instituição mais pedófila do mundo.

 2ª – Mais uma vez um acentuado refluxo gastro-esofágico, carregado de azia e náusea. Nem o café me acalma. Guilhermina, professora de Ética, suspeita de pertencer a uma rede de corrupção de alto gabarito, na área da sucata, com grave lesão das finanças do Estado. Pelo que vejo, eu penso que deve haver pessoas com especial propensão para se identificarem profundamente com a sucata.

 3ª – Além da azia, uma comichão de carácter alérgico, à volta da garganta e não só, quando vejo o Sr. Constâncio, a quem eu e os outros portugueses pagamos 17000 euros mensais, fora as gorjas, não fazer outra coisa senão surpreender-se. Sempre surpreendido. Com as falcatruas do Banco X, do Banco Y, do Banco Z, com as contas, com o défice, com o futuro! A vítima das emboscadas. Sempre com aquele ar de menino de coro, saído do cabide, deram-lhe o título de governador, mas alguém já o viu governar o que quer que fosse?

 E por hoje basta! Não leio nem ouço mais nada. Vou tomar um antiácido.

Cheque dentista – guerra aos desdentados

3 200 dos 7 000 dentistas  existentes aderiram livremente ao esquema, que tem permitido que crianças e idosos recebam cuidados médicos.

 

Como seria de esperar, já há quem esteja contra o sistema, porque só permite três visitas ao dentista por ano, que os níveis etários baixem para dar acesso a mais utentes, que os cheques sejam pagos em tempo e que o valor aumente.

 

E o rabinho lavado com água de azeitonas, como se diz lá na Beira?

 

Para metade dos dentistas este esquema é importante, pois são os que passaram a ter trabalho,  mas a outra metade, só vê nisto mais uma forma de facturação. Se levam cem euros por uma consulta,  como vão eles trabalhar por quarenta euros? Podiam deixar esse nicho de mercado para os colegas mais jovens, mas isso é coisa que  não encaram.

 

Neste país, mesmo as boas medidas governamentais e, esta, é uma boa medida do governo Sócrates, beliscam sempre uns senhores muito importantes que acham que o direito de exercerem a profissão é só deles, o governo tem que atender às suas reinvindicações, tal como o Júdice acha que as três maiores empresas de advogados deveriam ser sempre ouvidas pelo governo e, na função pública, acham que devem ganhar mais, ter mais férias, trabalharem menos horas, que o comum dos portugueses. Porquê? Porque sim!

 

É esta a guerra que se desenvolve entre dois candidatos à Ordem dos Dentistas, um defende a coutada, outro defende os que precisam de trabalho. Afinal, como em todas as Ordens!