Vamos partir umas montras do BPI?

Penso que Fernando Ulrico não se importaria: “os gregos estão vivos, protestam com um bocadinho de mais veemência do que nós, partem umas montras, mas eles estão lá, estão vivos”. Não levem o homem a mal: foi fazer análises e acusou gorduras do Estado no sangue.

As hipocrisias nacionais

Na Madeira mente-se em legítima defesa, significando isto que se pode gastar dinheiro sem para isso se ter legitimidade. Na verdade, isso nem é exclusivo da Madeira, bastando olhar para os ajustes directos para se perceber que a prática tem historial. A Parque Escolar, por exemplo desdobrou obras para caberem nos ajustes directos, em clara violação da lei. Tal como na Madeira, as diversas autoridades vieram sacudir a água do capote com o habitual “fomos enganados, de nada sabíamos”.  A diferença limita-se à arrogância com que AJJ vem declarar que foi de propósito e como passa pelos pingos de chuva sem se molhar: ganha votos na Madeira, onde passa por herói e talvez um dia lhe seja aplicada uma multa simbólica. Neste buraco madeirense, apenas uma coisa me intriga. Tendo a Madeira 267.938 habitantes (dados Censos 2011) e atendendo a que não se fez uma fogueira com notas de euro, para onde foram os 1,11 mil milhões de euros gastos para além das restantes transferências autorizadas (as quais, só por si, já foram uma pipa de massa)?

Quanto às hipocrisias nacionais, contava Ana Sá Lopes no último Contraditório (minuto 15:50) o episódio de, no último orçamento, estar Teixeira dos Santos no Plenário a atirar-se aos gastos da Madeira quando, ao mesmo tempo, estava Jorge Lacão a negociar com Guilherme Silva a introdução de mais despesa. Tudo isto é muito vitoriano: desde que não seja público não faz mal. Só que agora é preciso justificar aumento de impostos e há contas a pagar… Quantos casos destes haverá por este país fora? Sobre este mesmo tema, transcrevo ainda o editorial do Público de hoje. Tal como nele se escreve, «a repetir-se, esta farsa só ressurgirá como tragédia».

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Legítima Defesa

Isto é um assalto…

…mas é em legítima defesa.