Prepare a carteira senhor contribuinte: o buraco do BPN vai aumentar

BPN

De mansinho e sem se dar muito por ele, o buraco do BPN prepara-se para crescer 1320 milhões de euros, com o alto patrocínio do sempre prestável contribuinte português. Segundo o Diário de Notícias, se o Processo Especial de Revitalização (PER) do grupo Galilei não for aprovado pelos seus credores, onde se destaca a Parvalorem, veículo criado pelo Estado português para gerir os activos resultantes da privatização do BPN que detém 80% da dívida da sucessora da SLN, os cofres públicos encaixarão novas perdas, elevando a factura do banco do cavaquismo para um valor superior a 6300 milhões de euros. Resta saber se os milhões de euros em investimentos variados detidos pela Galilei, que tem Oliveira e Costa como segundo maior accionista e o grão-mestre do Grande Oriente Lusitano, Fernando Lima, como presidente, serão usados para abater parte da dívida ou se nos caberá a nós continuar a assumir a factura na sua totalidade. Preparem as carteiras, o assalto segue dentro de momentos.

Passus Eroticus

“O que aqui está não abre nenhum buraco em lado nenhum” (Passos Coelho, discurso de apresentação do programa do PàF)

Banco bom

banco bom

Diz que foi violada

Na primeira página do Jornal de Notícias de hoje, um título da sempre empolgante secção “Segurança” revela-nos que “uma rapariga de 14 anos diz que foi violada no Parque da Cidade”, no Porto. Pelo que se conta na notícia, a menor teve mesmo de receber tratamento hospitalar em consequência das lesões que sofreu, mas isso, para o JN, não chega para afirmar que ela foi violada e fica-se, prudente ou cinicamente, pelo “diz que foi”.

Tão cuidadoso é agora o JN com os títulos que quase nos faz esquecer que é o mesmo jornal que ainda há pouco contava que a ministra das Finanças tinha ido “mostrar o buraco” à Assembleia.

Ou isso, ou apenas revela agora a outra face do mesmo machismo.

E é grande?

Ministra foi mostrar o buraco

Olhò preço a que anda o “cavalo”, man!

Estado injecta hoje 4,5 mil milhões no BCP e BPI

Estado vende ao estado. O contribuinte paga.

A venda por parte da CML dos terrenos do aeroporto, do CCB e de mais uns anéis ao estado central é uma miserável vergonha. Vejam bem, algo que já é do estado, nós, passa para outra secção do estado, nós, numa operação que envolve a transferência de vários milhões de euros do estado, nós, para outra parte do estado, nós.

Estaremos perante um milagre como o das rosas mas no qual se gerou dinheiro? Naturalmente que não.

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Ponte “Vai e não voltes”

Teria a sua piada. A ponte “Vai e não voltes“.

Começaria do lado de cá e em sentido descendente, aproveitando a gravidade, seria sempre a descer e por isso descendente. Assumidamente, desceria para baixo.

Dirão os mais atentos que do outro lado seria ascendente, porque seria a subir. Subir para cima!

Mas aqui é que está a solução!

A ponte seria para lá e de sentido único. Seria aberta uma única vez e levaria um carrinho cheio deles: o que está de partida, o que foi para Lisboa, o descendente, o vice candidato. Todos.

Resolvia-se um conjunto bem amplo de problemas – um dia aparece um num jornal ao lado do arquitecto com as pontes todas. No outro é o Presidente que está com problemas na caixa de correio que aparece ao lado do Vice, mais uma vez, as pontes… E ainda há o que quer ser, mas ninguém o quer.

Meus amigos, isto aqui em gaia, no que diz respeito ao PSD, vai uma verdadeira anedota!

E o eleitor, contribuinte, que os ature! Não há paciência. O desemprego continua a crescer como em nenhum concelho deste país e esta gente fala de pontes. Não foi o cimento, a Mota Engil e a Soares da Costa, com os seus amigos, que nos trouxeram até aqui? Insistir no erro?

A sério, aproveitem a descida, ali da Serra do Pilar até à Ribeira…

O buraco

Como sair do ciclo recessivo? Tivémos o engenheiro a despejar dinheiro na Parque Escolar,  nas estradas, nos moinhos eléctricos,  nas barragens, nas… A lista é considerável. Se o tivessem deixado ainda faria o mesmo num aeroporto e no TGV. Ficámos melhor? Obviamente que não, basta ver que perdemos a independência legislativa! Nem a porcaria de um orçamento de estado agora podemos aprovar sem a bênção de um trio não eleito.

Fala-se muito que se estão a fazer políticas recessivas mas eu gostava é que me dissessem que alternativa há e com que dinheiro se implementaria. Está última parte é particularmente importante.

A partir do momento em que a Europa acabou com as barreiras alfandegárias face às “chinas”, nomeadamente pela possibilidade de se importarem produtos feitos sem as condicionantes salariais, ecológicas e de segurança que os europeus exigem – e bem – às suas empresas, a Europa assinou o seu declínio. Este, associado à negação da sua existência e ainda com uma enorme dose de irresponsabilidade, levou empresas, pessoas, bancos, Estado a gastarem muito para além do que tinham. Mas a factura era real. É real.

Estamos no buraco e dele não sairemos sem uma radical alteração da ordem mundial. E político que prometa algo diferente não passa de vendedor de banha da cobra.

Obrigado, Sócrates…

…por ter transformado um problema privado num problema público, tudo feito em tempo recorde e sem se pensar nas consequências. Há governantes que, decidamente, deviam pagar pelos erros cometidos. Errar é humano e todos erramos mas isto não foi erro. Foi agir sem reflexão – com que intuito? – no país campeão de estudos e mais estudos milionários para tudo e mais alguma coisa. Não se podia ter gasto um milhão num estudo para decidir se se nacionalizava o BPN? Ainda teríamos ficado a ganhar – e muito.

Curioso é ver socialistas, como Ana Gomes, bramar contra o orçamento de estado dizendo que é inconstitucional por causa da questão dos subsídios de Natal e de férias, quando uma boa parte deste imposto injusto e discriminatório servirá, precisamente, para cobrir erros crassos de governação como o foi a nacionalização do BPN.

Nada de grave, parece. Apesar dessa conduta governativa, ainda ganharam a segunda eleição. Choram? Aguentem-se!

Europarque, mais uma corrida, mais um buraco

Obrigado Eduardo Catroga, obrigado Cavaco Silva, nada como o aval do estado para os patrões portugueses demonstrarem a sua incompetência e apetência pelos dinheiros públicos.

Expliquem lá porque carga d’água tinha o estado de ser fiador do Europarque? Caso a coisa desse para o torto, não tem quem investe de arcar com o prejuízo? e se desse para o direito, iam partilhar os lucros?

Siga, quem paga são os do costume.

A vergonha das eleições da Madeira

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O texto de António Fernando Nabais, poético e calmo, revela-nos o frenesi de Alberto João Jardim, que parece querer ser rei da Madeira. É-me impossível não dizer que este é um grande perdedor, porque vai perder votos, estou certo. Pensa tanto em si que compara a sua criminologia, provada como está pelos desvios de dinheiro cinco mil milhares de euros, e as dívidas em que fez entrar a ideologia que nos governa, muito diferente a minha, como é evidente, mas sinto pena do Primeiro-Ministro contar nas suas filas um homem que mente, desvia dinheiro, dá má reputação ao nosso país, e tem apoio… porque paga esse apoio. Crimes como os dele, mereciam for retirado da sua candidatura e despedido do seu partido. Bem sei que tem feito da Madeira um jardim que enche de dinheiro as arcas… de quem?

Senhor Passos Coelho, se tolera no seu partido um homem dessa laia, envergonho-me de si. Ou será que há mais deste tipo de lisura dentro do seu partido? Já vendeu o país à troika, parecia justo e necessário, mas com um político criminoso nas suas fileiras? Se eu for assim, da sua ideologia, primeiro era expulsar o grande mentiroso… O pior é que vai ganhar… [Read more…]

buraco 2

ser ou não ser um buraco

Passo a Citar: “Uma Imagem Péssima da Madeira”

Uns bastardos, uns filhos-da-puta, isto dá muito má imagem da Madeira, “o partido não tem vergonha”.

Portugal é, definitivamente, um prostíbulo.

As hipocrisias nacionais

Na Madeira mente-se em legítima defesa, significando isto que se pode gastar dinheiro sem para isso se ter legitimidade. Na verdade, isso nem é exclusivo da Madeira, bastando olhar para os ajustes directos para se perceber que a prática tem historial. A Parque Escolar, por exemplo desdobrou obras para caberem nos ajustes directos, em clara violação da lei. Tal como na Madeira, as diversas autoridades vieram sacudir a água do capote com o habitual “fomos enganados, de nada sabíamos”.  A diferença limita-se à arrogância com que AJJ vem declarar que foi de propósito e como passa pelos pingos de chuva sem se molhar: ganha votos na Madeira, onde passa por herói e talvez um dia lhe seja aplicada uma multa simbólica. Neste buraco madeirense, apenas uma coisa me intriga. Tendo a Madeira 267.938 habitantes (dados Censos 2011) e atendendo a que não se fez uma fogueira com notas de euro, para onde foram os 1,11 mil milhões de euros gastos para além das restantes transferências autorizadas (as quais, só por si, já foram uma pipa de massa)?

Quanto às hipocrisias nacionais, contava Ana Sá Lopes no último Contraditório (minuto 15:50) o episódio de, no último orçamento, estar Teixeira dos Santos no Plenário a atirar-se aos gastos da Madeira quando, ao mesmo tempo, estava Jorge Lacão a negociar com Guilherme Silva a introdução de mais despesa. Tudo isto é muito vitoriano: desde que não seja público não faz mal. Só que agora é preciso justificar aumento de impostos e há contas a pagar… Quantos casos destes haverá por este país fora? Sobre este mesmo tema, transcrevo ainda o editorial do Público de hoje. Tal como nele se escreve, «a repetir-se, esta farsa só ressurgirá como tragédia».

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Independência para a Madeira

Ficamos a saber via troyca (tem a real vantagem de se estar nas tintas para a vida partidária lusa) “que o Governo vai recorrer a quase 600 milhões de euros de receitas extraordinárias para cobrir novos buracos com o BPN e Madeira.” (i)

Acelere-se então o aumento do IVA na electricidade e gás. Alberto João delapidou mais 277 milhões de euros, ficará impune, e quanto a isso batatinhas, é o regime que temos, mas passo a ser adepto da independência da Madeira. Quem vota sistematicamente no homem (pese que a democracia local daria vontade de rir se o caso não fosse para chorar) também já não me merece grande respeito. Fiquem lá com o offshore, façam um campeonato de futebol sozinhos (convém não esquecer que todos nós sustentamos o Nacional e o Marítimo), divirtam-se, mas com o vosso dinheiro. Só tenho pena por causa das Selvagens, único local do arquipélago onde se deve respirar alguma liberdade.

BPN custa-nos 2,4 mil milhões de euros

Muito obrigado sr. Sócrates. Enquanto se pavoneia em Paris, cá estaremos nós a pagar com o  subsídio de Natal, impostos q.b. e com os anunciados orçamentos rectificativos o delírio a que chamou salvar a banca.

Usámos teias de aranha, não há buraco algum

Buraco no orçamentoProblemas orçamentais? Nãããã, o buraco está tapado. Alguma vez isto aconteceria sob a alçada do 16º melhor ministro das finanças? (título DN, sic).

Os buracos do Estado

Houve um primeiro-ministro, a que já chamaram o Menino de Oiro do PS, que em tempos se gabava de reduzir o défice e de o fazer sem desorçamentação e sem receitas extraordinárias. Recordando uma conhecida frase de Lincoln, se é possível enganar todos durante pouco tempo, também é possível enganar poucos durante muito tempo. Mas não é possível enganar todos durante todo o tempo. E a verdade veio à superfície.

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Não consigo deixar de pensar…

… no que raio andou esta gente a fazer nestes anos todos. Bem pode o outro vir com a conversa de que defende o estado social. A realidade está aí, nua e crua.

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