Congresso milionário da ANMP

Segundo o blogue Má Despesa pública, a Associação Nacional de Municípios Portugueses gastou cerca de 100 mil euros numa reunião de dois dias, no luxuoso Tróia Design Hotel. E vivam o rigor e a responsabilidade! Haja cofres cheios!

O bom senso imperou

e Élsio Menau foi absolvido. Que bem empregues que estes recursos públicos foram. Haja dinheiro!

Trezentos e Sessenta e Três Mil Euros

adro-igreja-ruilheÉ quanto disseram na última Assembleia de Freguesia de Ruílhe (Braga) que iria custar a renovação do adro da igreja;
a obra, laica, ficará concluída em 2013, poucas semanas antes das próximas eleições autárquicas. No entanto, a ponte para Arentim, sobre o rio Este, “ficou ainda mais frágil com as cheias do passado dia 26 de Outubro“, está já sem tráfego automóvel há alguns meses mas, dizem, “a passagem a peões mantém-se..” (sic, com reticências e tudo).
Interrogo-me como foi possível – e ainda bem que foi! – encontrar esta Junta de Freguesia 363.000 euros numa época tão austera e severa. Sentido de humor ou apenas má despesa pública?

Muita ignorância pública

O Má Despesa Pública podia ser um blogue interessante, poucas vezes tal sucede. Pela vasta ignorância dos seus autores em relação ao funcionamento do estado, e pela ideologia dos mesmos (bem revelada quando passaram o seu trabalho à forma de papel pintado com tinta): eles não são contra a má despesa pública, são contra toda a despesa pública. No fundo é uma mera versão do Insurgente ou do Blasfémias sem discurso teórico, a ver se enganam papalvos.

Hoje foram marrar com a Rede Urbana de Competitividade e a (sic) Inovação dos Castelos e Muralhas Medievais do Mondego. Argumentos? “informação oficial da Câmara sobre o assunto é bastante escassa, nomeadamente sobre a rentabilidade do projecto.” Pudera, usando como fonte um jornal que só publica online dois ou três parágrafos da edição escrita, esperam o quê? 

Claro que pesquisar dá trabalho. Era só pesquisar na página da CCRC e dos diversos municípios envolvidos. Talvez entendessem como se tenta dinamizar o que sobra da primeira fronteira de Portugal, apostando simultaneamente no turismo e em actividades complementares. Mas dava muito trabalho, e a vida corre sobre rodas a quem manda umas bocas contra a despesa pública apenas porque sim.

Tivessem o Conde Henrique ou se filho Afonso feito o mesmo e Portugal nem existiria. Ou não teria chegado a Lisboa, o que sempre nos poupava a estas imbecilidades de meninos que percebem tanto de Portugal como eu sou exímio na defesa de penaltis.