Congresso milionário da ANMP

Segundo o blogue Má Despesa pública, a Associação Nacional de Municípios Portugueses gastou cerca de 100 mil euros numa reunião de dois dias, no luxuoso Tróia Design Hotel. E vivam o rigor e a responsabilidade! Haja cofres cheios!

Comments


  1. Como o poder local funciona tão bem compreende-se a ânsia que tantos sentem em regionalizar ainda mais o país e dar mais responsabilidades às autoridades locais. Vivam as “soluções de proximidade”…


    • Mas isto não é um espelho do poder local Harmódio: isto é a irresponsabilidade e a opulência de quem dirige a ANMP. A regionalização ou pelo menos a descentralização faz falta. Não se deve é confundir isto com facilitismo e despesismo até porque uma coisa não obriga à outra.


  2. Caro João Mendes,

    Discordo totalmente. Se me permite a frontalidade, a regionalização faz tanta falta aos portugueses como as pulgas a um cão. O poder local é uma experiência política falhada e o caminho apontado por todos é insistir no erro e dar cada vez mais poder ao que já não funciona (por razões que já desenvolvi no Enclave). Não às soluções de proximidade que não passam de uma regionalização encapotada. Chega.


    • Harmódio,

      Acho que a nossa discordância é menor do que aparenta. Eu não sou a favor do regabofe autárquico a que hoje assistimos. Da mesma forma que não sou a favor do centralismo de Lisboa. Faz portanto falta legislar em função de uma melhor organização do poder autárquico, com limites claros à sua acção, despesa e competências, da mesma forma que faz falta mais poder para que as regiões sejam menos dependentes de Lisboa (a da vontade dos partidos que mandam, em determinado momento).


  3. Qualquer experiência social tem um período ao fim do qual é preciso analisar os factos… quatro décadas é um período generoso. A ideia do um poder local falhou. Não há como qualificar a experiência sem ser de forma depreciativa. Não se pode dar mais poder a organizações que tão mau uso fizeram daquelas responsabilidades que já lhe foram confiadas. Enquanto português recuso-me terminantemente a dar de livre vontade uma só gota de maior “autonomia” a corpos locais que nada fizeram a não ser agravar situações economicamente miseráveis, empregar os quadros médios dos partidos e continuar a longa tradição portuguesa de suprimir qualquer dissensão através de pressão social e ostracismo. A mudança retórica de “regionalização” para “soluções de proximidade” não muda nada, é apenas uma forma de relações públicas que visa contornar a hostilidade dos portugueses que já entenderam que dar mais poder às autoridades locais só os vai oprimir mais. Ponha-se um fim a esta experiência desastrosa.

  4. maria celeste ramos says:

    Quem ~e que comeu tanto ?? fi o ser Ruas que mandou comer à fartasana ?? E levaram o champanhe para continuar em casa ?’

  5. Gramático says:

    Não é “Hajam cofres cheios”, é “Haja cofres cheios”

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