Angola nervosa com o que se passa nos países árabes

A convocatória para uma manifestação em Luanda no próximo dia 7 deste mês pôs a rapaziada emepêlista de dedo próximo do gatilho e mão no cassetete.
A convocatória, aparentemente anódina e pouco estruturada, foi o suficiente para que o MPLA anunciasse uma contra-manifestação e redobrasse a presença policial, e fez  ainda com que o secretário geral do partido viesse a terreiro afirmar que não se pode confundir o que se passa no Magrebe com a situação angolana.
Não se pode confundir mas pode-se comparar e, comparando caso a caso, item a item, Angola não sai melhor na fotografia, antes pelo contrário.
Mas, se ficam nervosos apesar de não reconhecerem as razões, melhor fariam em arrepiar caminho. O dia da sua queda já esteve muito mais longe, é só uma questão de tempo. Tempo que vão utilizar para continuar a enganar o povo que os há-de apear quando, um dia, uma convocatória ou um incidente servir de rastilho e o sangue voltar a jorrar. Burro velho não aprende línguas.

Do Magrebe ao Andalus

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Jebha, no Rif

A conquista Árabe do Magrebe é promovida pelo Califado Omíada de Damasco e tem como resultado a criação de uma unidade política submetida ao seu poder. A tarefa é confiada ao general Oqba Ibn Nafi, que no ano de 670 comanda um exército através do deserto do Egipto com a missão de submeter todas as tribos berberes do Norte de África. Na sua marcha para o Ocidente funda a cidade de Kairouan na actual Tunísia, onde fica sediado o governador da Ifriqiya. Oqba atinge a costa atlântica no ano de 684, onde, reza a história, terá entrado com o seu cavalo no mar e, olhando para o céu, exclamou:

“Deus grande! Se o meu caminho não fosse parado por este mar, eu continuaria, para os reinos desconhecidos do Ocidente, pregando a unicidade do Teu nome sagrado, e passando à espada as nações rebeldes que adoram outros deuses que não Tu.” (GIBBON, 1776–1789, página electrónica citada)

Oqba dirige-se então para Sul, submetendo as terras férteis dos vales do Oued Ziz e Oued Draa. [Read more…]

Saber o preço de tudo e não saber o valor de nada

Saber o preço de tudo e, contudo, não saber o valor de nada! Citação anónima.

Há muito tempo que comecei a alertar a mui intelectual Clara Ferreira Alves ( e não só ela) sobre a evolução errônea da CEE e dos seus subsistemas, em cartas que lhe escrevi através do Expresso, juntanto sempre propostas concretas de prevenção e de solução. Mas ela não deu o braço a torcer. A maior parte das pessoas e sobretudo jornalistas adoram vaticinar problemas e falar sobre eles quando materializados, mas da sua prevenção e solução não querem saber. E agora a Dra. Clara Ferreira Alves e muitos outros queixam-se….

Para onde vamos? Não tenho dúvidas: vamos para um novo paradigma, para novos horizontes, uma ordem superior…mas possívelmente primeiro vamos ter que passar por graves turbulências sociais porque – infelizmente – as pessoas só mudam quando começa a doer.

Depois, no novo paradigma e numa ordem superior, numa primeira fase e até a poeira não se assentar, quem quiser morangos que os plante ele próprio. Depois das coisas recuperadas e a correr melhor, porventura, poderemos dar às mulheres (e não só a elas) “uma oportunidade” mas de forma ciberneticamente correcta – lá no Magrebe, no seu próprio habitat.

Sim, strawberry fields forever, mas vendo o mundo com outros olhos e agindo de forma diversa. É tão simples como isso.

Rolf Damher