Dias de Luta Nacional


A dias de luto seguem-se os dias de luta. Depois do choque, mesmo que a morte tenha sido já anunciada, há sempre o choque, aquele impacto que ninguém quer sofrer, reerguemo-nos mais fortes. Sofre-se, chora-se, e depois arregaça-se as mangas, faz-se das tripas coração e segue-se em frente. Vai-se à luta.
No caso de todo um país descaradamente roubado, de uma nação que não tem mais para onde se virar, despojada de toda a esperança, temos que unir forças e lutar, lutar, lutar contra os barões e senhores que vão tentar manter-se no poder, agarrados que estão às cadeiras já desgastadas com as marcas dos seus anafados e ociosos traseiros com unhas e dentes, alternando as cores de forma promíscua, mas sempre olhando pelos interesses uns dos outros. [Read more…]

Dia de luto nacional


Confesso que quase chorei. De tristeza, de impotência, de raiva. Por mim, pelos meus, por todos os que desconheço e que ficam, a partir daquele momento, mais pobres, mais frágeis, mais permeáveis ao desespero.
Embora não fosse de forma alguma inesperada, a aprovação do OE2013 atingiu-me como um soco no estômago, como aquela bofetada, única em toda a vida, que o meu pai me deu quando, aos 17 anos de idade, me viu no café com um rapaz que ele não aprovava. Ao contráro do que ele pensava, esse rapaz não era meu namorado. Passou a ser.
Da mesma forma, este governo não era, para mim, totalmente culpado. Passou a ser. [Read more…]

Contra o Orçamento do Estado para 2013

No dia 18 de Outubro de 2011, escrevi uma nótula feicebuquiana a que chamei Contra o Orçamento do Estado para 2012. Essa nótula mantém-se, infelizmente, na ordem do dia.

Nos textos que escreve, o Estado português continua a comprovar a crónica inaplicabilidade do Acordo Ortográfico de 1990 (AO90) e a violar sistematicamente o disposto na Resolução do Conselho de Ministros n.º 8/2011que determina a aplicação do Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa (…), a partir de 1 de Janeiro de 2012, ao Governo”.

É inadmissível que o Estado obrigue outrem a aplicar uma disposição que manifestamente desconhece, apesar de a ter criado.

O senhor ministro de Estado e das Finanças pode dizer que Portugal tem vindo a acumular credibilidade e confiança nos mercados internacionais”. A sorte do senhor ministro é que nos mercados internacionais não se percebe português. [Read more…]