Governo ataca as viúvas ricas. 2500 chegam para casar com ele?
Nata do Lodo. Viço do Vício
Nova semana-hiena repleta de desinformação torpe. Se ao menos os soares e os sócrates fossem nelson-mandelas ou dalai-lamas com autoridade moral para blaterar. Mas não. São só a Nata do Lodo, Viço do Vício cravados no coração doente da política em Portugal.
Pasto para Demagogos
A questão do corte ou avaliação de recursos nas pensões de sobrevivência tem sido matéria para os mais asquerosos e abusivos aproveitamentos políticos de reles quilate e baixa argumentação: o PS cala. O PSD cala. O CDS-PP vê-se aflito para explicar ao País do que se trata realmente. Os outros incendeiam-se no ódio e na leviandade com que Pedro grita «Lobo!» haja lobo, rato ou lagarto.
Qualquer ai ou ui proveniente do Governo da República parece não merecer, da parte dos mesmos à bica dos microfones, nem o benefício da dúvida nem a prudência do estudo prévio e nunca pode ser analisado friamente, antes de uma barragem de fogo de artifício arruaceiro. Primeiro chama-se-lhes ladrões. Depois arma-se uma cena qualquer de encher praças. Há Governo, pois ser contra há-de ser dar prioridade à mais abjecta demagogia, à mentira mais descarada e à distorção mais cega. Uma competição sem tréguas, cada qual com a sua mentira e a verdade talvez venha ou não no fim, onde só escombros poderão restar.
Duvido que se possa conceber um Governo assim tão obstinado, chato, e aparentemente perseguidor reincidente de uns em detrimento de outros, sem que o assistam razões mais altas e obrigações mais pesadas a que não possa de todo fugir. No entanto, todo o esclarecimento é bem-vindo. E vem tarde.
Um Governo de hipócritas
Hipócrita, Joaquim, é um Governo que corta as pensões de sobrevivência a quem recebe 600 euros de reforma ao mesmo tempo que não acaba definitivamente com as escandalosas reformas vitalícias dos políticos. As tais que o teu odiado Sócrates deu por terminadas.
Hipócrita é o Governo que acaba com pensões de sobrevivência de quem recebe 600 euros mas que não tem coragem de ir além de uma redução nojenta de 15% na reforma vitalícia de quem trabalhou apenas 12 anos e continua a acumular, hoje em dia, com 50 anos ou menos, muitos outros vencimentos.
Hipócrita é o teu post. Quem finge que a Esquerda está é preocupada com os Constâncios que recebem 2400 euros ou mais de pensão de sobrevivência, e não com aqueles cuja reforma miserável vê na pensão que recebem um complemento fundamental para a própria sobrevivência, não merece outra classificação.
Equívocos de sobrevivência
A justa indignação geral a propósito das pensões de sobrevivência tem trazido consigo um equívoco que urge clarificar, tanto mais que, se a maioria das pessoas nele labora sem qualquer malícia, já o governo e a corte de canalhas que o parasita aprecia imenso este tipo de confusões, uma vez que um eixo fundamental da sua estratégia de esbulho é o de criar divisões no tecido social, procurando que, ao atacar um sector em particular, os outros se sintam – com alívio ou torpe entusiasmo – livres do problema.
Ora, a tentativa de assalto às pensões de sobrevivência que agora corre insere-se – pensam os distraídos – no castigo ao grupo que o sector fascistóide dos apoiantes governamentais chama “peste grisalha”, logo, procura-se associar a pensão de sobrevivência à ideia de idoso. Nada mais errado. Não que, na maioria dos casos, não seja assim. Mas a situação de viuvez pode ocorrer em qualquer momento da vida.
Claro que, em jovens, não pensamos nisso. Lá diz um verso do Mahabharata: “a maior maravilha do mundo é os homens, apesar de rodeados de morte, viverem como se fossem imortais”. Mas é a pensão de sobrevivência que acode aos jovens viúvos e viúvas quando a tragédia sobre eles se abate, sendo que o cálculo dessa pensão é feito independentemente da idade. É ainda esse bem social que garante um suporte financeiro a cada órfão, prolongável até ao final da sua escolaridade, que será a que o beneficiário quiser. E permite ainda que uma criança deficiente órfã dele beneficie por tempo indeterminado.
Penso que bastam estes pontos para que se perceba o alcance do que os criminosos que nos governam estão a perpetrar e desmistificar o equívoco de que é mais uma medida (só) para os idosos. E para que se perceba que os comportamentos de alguns destes governantes em particular – pelas habilidades de retórica excrementícia com que embrulham estas medidas – merecem, muito para além de uma oposição política, uma reacção de puro asco. Somos governados por más pessoas.
Tirar às viúvas para dar aos privados
Quando se ultrapassa a meta da mais elementar decência, ou seja quando, por exemplo, se assaltam as pensões de sobrevivência, é natural que os defensores do governo venha o último argumento: acabava-se com a RTP e já não havia necessidade de roubar quem mais precisa. Eu compreendo a obsessão com a RTP, televisão fora do controle directo de um capitalista é sempre um perigo para a propaganda do regime (eles dizem que vivemos num regime socialista, mas não vou agora discutir o consumo de drogas pesadas).
Assim como assim, e se falamos de 200 milhões de euros, podiam ter-se lembrado dos contratos de associação com colégios privados, que nos custam essa quantia anual. Também podíamos ir à saúde, e fazer umas continhas sobre o que nos custam as PPP no ramo, já para não falar dos subsídios à medicina privada, tipo ADSE, ou indo mesmo mais longe os que se sustentam em seguros de saúde porque o estado não cumpre o seu dever.
Desse a RTP lucro a um qualquer grupo GPS e deixavam-na na paz do senhor. Ámen.
O assalto às viúvas e orfãos
Corte de 100 milhões de euros nas pensões de sobrevivência.







Recent Comments