Saudosismo?

Paulo, eu vou pedir desculpa, mas não entendo esta tua sedução pelos exames do antigamente. Será que dá para explicar?

O irónico título “Coisas muito traumáticas da velha primária” quer conduzir a reflexão para onde? Mostrar que apesar das “coisas muito traumáticas da velha primária” estás aqui de boa saúde?

Se for só uma estratégia de markting para ter mais cliques, ok. Eu entendo e nós também os temos! Se é mesmo só por interesse histórico,então nada a dizer.

Mas neste momento tal interesse tem até um efeito contrário ao que tens mostrado. Associar a novidade do exame no 4º ano ao teu singular apelo acaba por legitimar as dúvidas – que eu partilho por inteiro – do interesse dos exames, dizendo que “são o mesmo de antigamente.” São um instrumento claramente político que foi usado no tempo do estado novo e que acabou com a Democracia.

Posso apelar ao teu perfil de docente? De professor, mesmo.

O que vais fazer com os meninos – tu às vezes referes que trabalhas com alunos “mais complicados” – que nunca irão conseguir fazer o exame? Reprovar? Há mais perguntas, mas esta penso que poderá ajudar a perceber o que vai na mente de quem defende os exames num momento tão precoce da escolaridade.

Educação de serviço público

Os exames para este ano têm calendário disponível.

O grande destaque vai para a novidade Crato – exames no 2º ciclo (antigo ciclo preparatório) a matemática e língua portuguesa.

Eis a síntese das datas mais significativas:

Provas de aferição do 1ºciclo (4º ano) : língua portuguesa – 9 de maio; matemática – 11 de maio;

Prova final de 2º ciclo (6ºano): 18, 19 e 22 de junho;

Prova final de 3º ciclo (9ºano): 21 de junho;

Ensino Secundário, 1ª fase: 18 a 26 de junho; 2ª fase: 13 a 18 de julho.