Eutanásia social

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O modo como um país encara e valoriza as suas crianças e os seus idosos define o seu grau de desenvolvimento humano e a sua própria viabilidade enquanto organismo social e civilizacional vivo.

Portugal, nesta matéria, apresenta sintomas antigos e agudos de uma grande degradação e tem em prática políticas que o tornam uma sociedade degenerativa, inimiga da infância e da velhice, e, como tal, inimiga da sua própria viabilidade.

No caso da infância, chegámos ao ponto extremo de optar por políticas claras de institucionalização, seja na escola, onde as crianças chegam a passar 12 horas por dia, seja no asilo moderno, onde são internadas de modo compulsivo depois de literalmente raptadas às suas famílias. O Estado, que soube baixar brutalmente o Subsídio de Desemprego ou o Rendimento Social de Inserção, atirando centenas de milhares de crianças para a pobreza extrema, é o mesmo que paga 800 euros por mês a Instituições privadas por cada criança raptada que lhes seja entregue. Temos, assim, o Terceiro Sector a viver do negócio do tráfico humano, com o beneplácito e o patrocínio do poder público.

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Sexta às 9

Falou hoje sobre crianças retiradas às suas famílias, pelas quais, depois, o Estado paga 800 euros, por mês, a “Instituições” que as mantêm cativas.
O Senhor Presidente da República deve pronunciar-se sobre isto. E enquanto isto não estiver devidamente esclarecido, ninguém deve falar mais sobre o Sr. Trump.

#BringBackOurGirls

Seis meses depois, 219 meninas nigerianas continuam em cativeiro. Que resta da campanha mediática mundial?

Convém recordar que Zeus é grego

Hollande já teve o primeiro aviso. Isto ainda acaba com o rapto da Europa.

Edward Westermarck – Pai Fundador da Antropologia-2

EDWARD WESTERMARK

HUMAN MARRIAGE ON THE HISTORY OF MANKIND , MacMillan Press, Londres, 1891

Este texto foi escrito como tese de doutoramento, em pleno apogeu do debate das ideias de Darwin e da evolução das espécies. Era também a época em que a psicologia começava a mudar: de ser uma simples análise da mente humana e do habitat ecológico onde essa mente morava, para a análise do que essa vizinhança social e emotiva, causava entre as pessoas que nem sempre estavam satisfeitas com as suas formas de vida e com as relações de vários outros seres humanos. O médico Sigmund Freud começara, em 1889, a entender que não era a ecologia social a que danava a mente humana, mas as pessoas danavam-se emotivamente ao querer obter o que parecia impossível, como analiso no meu texto de Abril de 2009: O saber das crianças e a psicanálise da sua sexualidade, e – book editado pelo Repositório do ISCTE e o Repositório Nacional, ligação ao do ISCTE-IUL: https://repositorio.iscte.pt/handle/10071/1459. Freud podia provar que a evolução da mente humana transcorre dentro de ela própria, por causa da descoordenação entre as tendências do instinto humano (Id). A realidade organizada da psique (ego), e a função crítica e moralizante do super ego reprimem o desorganizado Id, parte da estrutura da personalidade que contém dentro de si os impulsos básicos e desorganizados da personalidade ou o si próprio em que o inconsciente não consegue apaziguar os desejos do consciente que procura o que social e individualmente estava eticamente proibido pelo consciente, entidade social da mente. Ideias que usa Westermarck, como as de Darwin, no livro que lhe causara fama, mencionado antes, ao analisar o que é o elo da vida social, a sexualidade dos seres humanos e a procura da sua satisfação, No Capítulo I do livro I, Westermarck, começa com esta ideia: O Matrimónio normalmente é um conceito que designa uma instituição social….Por outras palavras, o Id que impulsiona o