Calhaus falantes


Já percebeu o que possivelmente acontecerá no dia da não-ida às urnas e por isso, o marido da Sra. Dª Maria Cavaco Silva foi à Madeira insultar aqueles que no próximo dia 23, “comodamente ficarão em suas casas”, abstendo-se de participar na inutilidade eleitoral que aí vem. Os dichotes nem sequer rasam as cabeças daqueles que já decidiram ignorar, os interesses pessoais do senhor que ainda ostenta a Banda das Três Ordens – mutiladas -, porque neste caso, a ameaçadora abstenção também conta. Consiste numa legítima decisão política e por isso mesmo pressentida e muito temida, indicadora da clara rejeição do discurso oportunista dos irresponsáveis que conduziram Portugal ao estado desesperado que todos pagamos. Nisto, como em muitos outros aspectos, o actual Chefe de Estado não se distingue de qualquer outro dos candidatos, com a desvantagem de não poder apresentar no seu currículo, qualquer aspecto meritório de acção em benefício daqueles desprotegidos, para quem um pedaço de pão e uma pequena lata de água meio salobra, consiste num vital auxílio à subsistência. Os “apoiantes de honra” do prof. Cavaco Silva são sobejamente conhecidos, com outro tipo de exigências e há que dizê-lo, o re-candidato não descurará a protecção dos fiéis amigos. Agora, avoluma-se a desconfiança que torna todo este processo eleitoral, numa táctica cortina de fumo que servirá para durante mais algum tempo, prosseguir a azáfama de ocultação de certos casos escaldantes.

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Analogias


O Estado resolveu “reforçar” o capital social da Caixa Geral de Depósitos com mais 550 milhões de Euros. Por mera coincidência, o BPN “precisa urgentemente” de uma injecção de 500 milhões. Um mundo de coincidências para o sr. Cavaco Silva comentar neste estilo:
-“Bem… aaaah não foi o que eu disse…, a senhora jornalista deturpou as minhas palavras…, aaaaaaaaaah… BPN actual, não o que está a correr em tribunais…, não tem a ver com pessoas…, aaaaaah uma constatação, a recuperação… não estou a fazer julgamentos…, tenho muitas dúvidas…, como sabe, aaaaaaaaaaaah… (glup!), o contexto… sabe, gló-blóóó, góóó…”

Devem pensar que somos parvos?!

"Amigos para siempre"


Os candidatos são sempre objecto de qualquer inesperada desventura. Sedes vazias, pouca audiência nos debates televisivos – sejam quais forem os pretendentes em liça de meia hora -, nada de comícios. Enfim, uma tristeza. Apesar de todas as contrariedades, a maior será a falta dos amigos de sempre, de quase meia vida. O que terá sucedido à República, tão sozinha, a penar por aí?

Fosfoglutina fedorenta

São muito convencidos, julgando estarmos todos amnésicos. Pois aqui fica este video já velhote de dois anos que mostra bem o “afastamento” de certo cavalheiro, agora muito cioso da sua imparcialidade, conselhos não ouvidos e outros exotismos mais. Quem tem imperiosa necessidade de fosfoglutina, é quem hoje recebeu votos de festas felizes, com ou sem os sonhos da Dona Doutora Maria.

"Derivados" presidenciáveis


Aproveitando as “derivadas” prerrogativas institucionais, o Sr. Cavaco Silva, prestou-se ontem a um tragicómico espectáculo bem montado junto dos sem-abrigo. Convenientemente ensanduichado por franjuda “betada” do gabinete de campanha, o sempre boca-meio-aberta/atarantado recandidato, regressou aos tempos do choradinho e na verdade, ele, mais que ninguém, deve fazê-lo. A maior parte da esfomeada e friorenta assistência, consiste nos “derivados” – como agora se usa dizer, tudo é “derivado” – do seu brilhante exercício como primeiro-ministro dos tempos das vacas-gordas.

Entretanto, o BPN – outro “derivado” dos áureos exercícios dos yuppies cavaquistas -, banco dos “amigos presidenciais”, vai custar mais 500.000.000 de Euros aos contribuintes, ou contas mais explícitas, um “derivado” submarino que seria bem necessário à Armada.

Reticências e “derivados” à parte, ainda estamos à espera de uma atitude semelhante à deste Senhor que em azada hora exigiu ao seu primeiro-ministro, o NÃO AUMENTO da dotação outorgada à Chefia do Estado.

O brilho de La Plata


Os mais famosos caixeiros viajantes da empresa JP Sá Couto, já estão em Buenos Aires, esperando vender mais 900.000 computadores Magalhães. Neste campo de reconhecida competência, seria um alívio se os senhores Cavaco Silva e José Sócrates, definitivamente assentassem arrais na zona de La Plata. Com mais uns tantos contactos governamentais, até poderão passar à ofensiva e abrir mais uns tantos horizontes de expansão. A Dª Kirchner até poderá dar uma ajuda!

Um adesivo sem cola


Pouco após ter dito cobras e lagartos do candidato, o sr. Belmiro de Azevedo apoia o colega de “trocos”, o sr. Cavaco Silva. Não se espantem, até porque como defende o adesivo, o país precisa de “soluções expeditas”. Já se nota lá pelas bandas dos apoiantes da “4ª República”, a acessória euforia por esta gloriosa adesão. Prevêem-se já mais umas tantas sondagens coreanas, ao estilo de Pyongyang.

O que se pode perguntar, é o que fazia o entusiasta empresário em 1973? [Read more…]

Belmiro apoia Cavaco… A Bem da Nação!

 

Perturbada, a democracia portuguesa é como a ‘Fénix’. Renasce, sempre esperançosa, após momentos de moribundo sofrimento.

Sou dos que confiam em milagreiros e curandeiros. Flutuo no limbo da tranquilidade. Ao contrário de Rui Veloso, acredito que há estrelas no céu. E ainda em mudam-se os tempos, mudam-se as vontades. E os sentimentos de convicto crente, em inesperada aurora, acabam por ser gratificantes.

Com a alma impregnada de certeza e esperança, registo que o Engenheiro Belmiro de Azevedo acaba de declarar  apoio à recandidatura de Cavaco Silva. É um político, diz ele, que tem as “competências certas” – eu que andei uma vida inteira com as minhas horas e competências atrasadas ou adiantadas, compreendo e admiro a genial precisão do Dr. Cavaco, reconhecida por Belmiro. Sempre com registo certeiro e ‘A Bem da Nação’.

Diz o engenheiro que, depois de 1985 com Mário Soares, é a segunda vez que torna público o apoio a um  candidato a PR. E ainda acrescenta: a situação económica e financeira do País, no presente, é tão ou mais grave do que em 1975. Argumento rigorosamente calendarizado pelo empresário.

Porém, por instantes, fico a refletir: “Porque será que Belmiro não recua a 1973 para relembrar o que ele e o País eram nessa altura?”. Pergunta inconveniente, sujeita à abrupta reação de que isso não interessa? Também não preciso da resposta. Sabendo dos nós da complexa teia, a inquietação desvanece-se. Tudo ‘A Bem da Nação’!