"Derivados" presidenciáveis


Aproveitando as “derivadas” prerrogativas institucionais, o Sr. Cavaco Silva, prestou-se ontem a um tragicómico espectáculo bem montado junto dos sem-abrigo. Convenientemente ensanduichado por franjuda “betada” do gabinete de campanha, o sempre boca-meio-aberta/atarantado recandidato, regressou aos tempos do choradinho e na verdade, ele, mais que ninguém, deve fazê-lo. A maior parte da esfomeada e friorenta assistência, consiste nos “derivados” – como agora se usa dizer, tudo é “derivado” – do seu brilhante exercício como primeiro-ministro dos tempos das vacas-gordas.

Entretanto, o BPN – outro “derivado” dos áureos exercícios dos yuppies cavaquistas -, banco dos “amigos presidenciais”, vai custar mais 500.000.000 de Euros aos contribuintes, ou contas mais explícitas, um “derivado” submarino que seria bem necessário à Armada.

Reticências e “derivados” à parte, ainda estamos à espera de uma atitude semelhante à deste Senhor que em azada hora exigiu ao seu primeiro-ministro, o NÃO AUMENTO da dotação outorgada à Chefia do Estado.

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