A vergonha

[Samuel Quedas]

Quem é que quer viver num país onde é possível acontecer a coisa abjecta que está a passar-se na SIC?
Por mais que eu tenha uma quase física aversão à figurinha patética de José Sócrates, ou ódio profundo de classe para com escroques como Ricardo Salgado e os seus vários sub-produtos… quem é que quer viver num país, repito, em que é possível ver escarrapachadas numa televisão, antes de haver um julgamento digno do nome, gravações de som e imagem de interrogatórios sigilosos, conversas privadas por telefone, etc?

Eu não quero!
Pudesse eu… e amanhã estaria a fazer as malas para ir viver para qualquer lugar, desde que fosse a milhares de quilómetros desta pocilga infecta.

IMPORTANTE!!
Que mal pergunte – e agora a sério! – alguém tem algum bom contacto para a Nova Zelândia, ou Austrália… ou Canadá…? Não estou a brincar! Por mim, vou embora para a semana, depois de deixar alguns assuntos bem arrumados ou bem encaminhados.

É que ainda me sinto capaz de, mesmo apenas nas artes e na actividade cultural, fazer coisas que, sejamos sinceros, aqui já não há praticamente ninguém interessado em que eu as faça, ou deixe de fazer… ou que viva, ou morra!

O PECador calimero

O  PECador calimero

Vídeo: “Como foi possível fazerem isto ao país?”

Sugestão musical do dia

Corra bem ou mal para uns e para outros, o certo é que esta música se vai colocar que nem uma luva a alguém.

Fosfoglutina fedorenta

São muito convencidos, julgando estarmos todos amnésicos. Pois aqui fica este video já velhote de dois anos que mostra bem o “afastamento” de certo cavalheiro, agora muito cioso da sua imparcialidade, conselhos não ouvidos e outros exotismos mais. Quem tem imperiosa necessidade de fosfoglutina, é quem hoje recebeu votos de festas felizes, com ou sem os sonhos da Dona Doutora Maria.

O princípio socrático encavacado

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O Partido Socialista declara estar o presidente Cavaco ao serviço da oposição.

Diz-se que em política ou história, a memória é curta. Durante anos a fio, o país soube e gozou com as quase públicas desavenças entre o 1º ministro Cavaco Silva e o presidente Soares. No seu segundo mandato, Mário Soares tornou-se no promotor da alternativa ao desgastado governo do PSD e as “presidências abertas” nada mais foram, senão uma clara demarcação de Belém em relação ao governo de maioria absoluta. Inventaram-se direitos à indignação, Soares falou “privadamente em público” – até alto e em bom som diante de quem o quis ouvir, em pleno restaurante Bel Canto (1992, eu próprio escutei as suas palavras) – e todos conheciam a profunda aversão mútua que se foi criando entre os dois homens. Mais tarde, quando Cavaco quis tornar-se presidente – a velha historieta do grão-vizir que se quer tornar califa no lugar do califa – e alijou o PSD como …” esse partido”…, Sampaio surgiu na corrida a Belém e proporcionou-se ainda a alegria a Mário Soares, de “acabar o mandato dando posse a um governo socialista”. Assim, sem qualquer tipo de equívocos. É esta a alegada presidência de todos os portugueses.

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