a descontinuidade entre a oralidade e a escrita na aprendizagem

CPE Bach. Cello Concerto

A DESCONTINUIDADE ENTRE A ESCRITA E A ORALIDADE NA APRENDIZAGEM *

Raúl Iturra

1. O OBJECTO DO PROCESSO EDUCATIVO

a) O Problema

Dizia já Durkheim (1922) que educar envolvia uma geração de adultos que sabe, outra de jovens que aprende e um processo entre eles. É este processo que é problemático: os conteúdos e as formas em que acontece definem-se conforme conjunturas que dão os limites do que se ensina e como se ensina. As variadas formas de ensinar que acontecem de cultura para cultura., bem corno dentro de uma sociedade em épocas históricas diferentes, são urna prova da proposta anterior. Mas, talvez, o que é variável no processo educativo é o seu próprio objecto e o entendimento dele por parte de geração de adultos e da geração de jovens. Uma sociedade jamais é homogénea, embora o processo educativo tenha por objectivo homogeneizar em algumas delas; as sociedades, pode talvez dizer-se, pensam que numa altura da vida dos seus jovens podem pô-los todos no mesmo nível do saber, enquanto noutras especializam-nos segundo as funções que definem o sistema classificatório das pessoas. [Read more…]

120 milhões de pobres na UE!

O que representa cerca de 25% do total da população da UE! Segundo outro  critério pode calcular-se em 80 milhões! Destes 19 milhões são crianças.

Bruxelas estabeleceu como objectivo tirar 20 milhões da pobreza o que representa baixar para 20% o índice de pobreza. Estes números estão correlacionados com a taxa de desemprego que a UE espera conseguir baixar para 25% entre as pessoas dos 20 aos 64 anos.

Na verdade, é com a criação de emprego que se conseguirá combater a pobreza e a exclusão social e não com subsídios, embora ajude temporariamente.. É um passo gigantesco que os 27 membros tenham conseguido chegar a acordo sobre uma matéria tão importante.

Há, agora, que cada Estado membro estabeleça um objectivo adequado à sua situação particular e fixar um quadro de acção, para que tudo possa ser agregado ao nível europeu pela Rede Europeia Antipobreza.

O velho ditado,sempre actual. ” Não me dês um peixe, ensina-me a pescar” !

O contrato social

“Como nós somos produtos da natureza não há defeito que não possa se tornar uma virtude, nem uma virtude que não possa se tornar um defeito.” Goethe

O contrato social” que consta do nosso dia a dia é, obviamente, perverso e caduco. Pelo menos para as pessoas com olhos para ver e ouvidos para ouvir. O novo contrato social poderá ser – e sê-lo-á em breve, por força de imposição da natureza – mais ou menos o seguinte: “Aceito o aumento contínuo da harmonia como fim supremo da humanidade e a maximização de benefícios para o próximo/grupo-alvo como maior objectivo da minha vida.

A riqueza que advier dessa estratégia diversa será reinvestida para aumentar a harmonia. Como sob este comportamento diverso a actual infelicidade cederá o lugar à felicidade, o meu consumo passa novamente a ser um meio para um fim, deixando de ser um fim em si mesmo. Quanto mais feliz for, mais reduzido será o meu consumo e assim contribuirei para manter a espiral positiva gerada, em movimento contínuo.”

Até aqui a estratégia, ou seja, a parte imaterial. Sobre a mesma, o genial estratega histórico chinês, Sun Tzu, dizia: “A estratégia sem táctica é o caminho mais lento para a vitória. Táctica sem estratégia é o ruído antes da derrota.” Pois bem, com a aceitação do novo contrato social o mais importante está feito: deixámos de avançar apenas com táctica e já temos o que mais importa: estratégia.

No entanto, como nunca se deve deixar as coisas ao acaso, para acelerar a “vitória” também a táctica terá que intervir, ou seja, a parte material-prática. Como se combinam a estratégia e a táctica para, harmoniosamente, gerarem juntas uma sinergia no sentido de uma maximização constante de harmonia? Esta matéria foi investigada desde há mais de 40 anos e deu provas de grande sucesso, tanto na Europa como na Cochinchina. Mudemos de contrato social, antes que o antigo contrato social perverso e caduco nos mude a nós, para pior. Avançemos com a “face visível” e não mais com a “face oculta”. Bons tempos virão.                                                                                                      

Rolf Domher