A desinformação, o esquecimento e a mentira

É sempre bonito vê-los meter os pés pelas mãos. De há uns tempos para, cá não tem dado para mais. Resta-nos rir.

Vídeo: Luís Vargas@Geringonça

Alfredo Barroso e Teresa Caeiro: o bloco central da peixeirada

Uma homenagem a peixeiras, varinas, e outras honradas trabalhadoras de língua solta. A presença de Mário Crespo neste debate, por sua vez, é um tributo às floristas, em particular às que se dedicam a arranjos florais.

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Mário, Mário, Mário Crespo…

Por mero acaso, quinta-feira assisti ao ‘frente-a-frente’ da SIC Notícias, conduzido por Mário Crespo. Teresa Caeiro, do CDS, e Helena Roseta, dos Cidadãos por Lisboa, seriam as esperadas protagonistas; e digo esperadas porque quem do debate sobressaiu, ufanado e enfeitado de plumas, foi Mário Crespo.

O protagonista, que a certa altura admitiu ser figura contraditória e parcial, foi, de facto, o moderador Mário Crespo. Em descarado apoio à Caeiro, destruiu insistentemente os raciocínios e o discurso de Helena Roseta, ao ponto de esta, a certa altura, questionar se o Mário, Mário, Mário Crespo estava ali no papel de moderador. Sem vergonha e ao arrepio de elementares regras deontológicas, o Mário, Mário, Mário Crespo teve o atrevimento de dizer que estava investido dos dois papéis – só não percebeu quem não quis: foi moderador – será que foi? – e ‘supporter’ da opositora de Roseta, Teresa Caeiro.

Se atendermos à ética e regras deontológicas do jornalismo, Mário, Mário, Mário Crespo fez algo de parecido àquilo de que acusou Sócrates e que, na altura, teve a minha reprovação em relação ao PM. Em suma, ontem, o Mário, Mário, Mário Crespo destacou-se por um comportamento deplorável.

Há tempos tive um bate-papo acalorado com amigos, jornalistas da SIC e da RTP, que me afiançavam que Crespo, ao contrário do que eu defendia, era uma personalidade volátil e falsa. A não ser assim, acrescentaram os meus interlocutores, Nuno dos Santos teria agido em sua defesa, sem reservas. Na altura, discordei. Porém, agora sinto-me forçado a dar a mão à palmatória: ele é mesmo o Mário, Mário, Mário Crespo, capaz de concorrer com Leite Pereira, do JN, em actos censórios, mesmo de forma sinuosa.