Já cá faltava

“E não haverá aí uma culpa colectiva?” perguntou Mário Crespo a José Gil. Crespo bem tentou levar a água ao seu moinho caduco mas Gil não vergou. Para ver mais logo na SIC-N online.

O fellatio segundo Mário Crespo

Lisboa, 1 de Janeiro de 2012

Excelentíssimo Senhor Presidente do Conselho de Administração da Radiotelevisão Portuguesa

Quero manifestar-lhe a minha total disponibilidade para ocupar o cargo de correspondente da Radiotelevisão Portuguesa na capital dos Estados Unidos da América.

É função que conheço bem e que desempenhei entre 1991 e 1997 nas presidências de George Bush (pai) e de Bill Clinton tendo sido até hoje o único jornalista português com acreditação permanente simultaneamente na Casa Branca, Departamento de Estado, Pentágono e Congresso dos Estados Unido.

Sendo este um ano de eleições presidenciais nos Estados Unidos e dado o melindre da situação económica e financeira mundial, seria com entusiasmo e grande motivação que aceitaria a tarefa de trabalhar na colheita e divulgação de material noticioso naquele país, nas várias plataformas da RTP coordenadas por V. Exa.

Aproveito para lhe enviar com os meus cumprimentos os desejos de felicidades pessoais e profissionais neste ano que começa.

 Mário Crespo

Crespôlandia

indecentemente roubado a Jota Digit Media

Crespo compara uma empresa com 17 canais de rádio e televisão, delegações e correspondentes no país e do estrangeiro, com uma televisão que tem 6 canais e outra com 2 canais de TV.

Crespo afirma todas as noites que a RTP custa 1 milhão de Euros por dia.

Para ele, este ano acabou no dia 23 de Agosto, com 235 dias apenas.
Ou seja, já estamos em 2013, Dezembro passou e o mundo não acabou.Crespo insistirá na ideia e 2013 terá apenas 180 dias. O Reveillon será a 29 de Junho.

Crespo sabe com a “excelência da informação” que tem, que a RTP custa 0,13% do PIB nacional, 23% a menos do que a média europeia. [Read more…]

Mário Crespo terá agredido professores?

Alguns professores compreensivelmente revoltados apuparam Nuno Crato quando chegou à TVI para a conversa com Judite de Sousa, que entrevista é outra coisa.

Podiam os professores ter assumido uma atitude diferente? Podiam, claro, mas, quando a agressão é grande, o pobre grita.

Segundo parece, Mário Crespo, na SIC Notícias, terá declarado que os professores tentaram agredir o ministro e que a polícia foi obrigada a intervir.

Uma das presentes na manifestação desmente as afirmações de Mário Crespo.

Zita Embaraça PCP

Não percebo os exegetas políticos do PCP. Não seria mais prudente amplificar menos as revelações de Zita Seabra, tendo em conta anos de cavalar sabotagem político-económica em Portugal?! Apesar de ser ainda novo, lembro-me perfeitamente que o PCP desses anos evocados era muitíssimo diferente do actual, na linguagem e nos métodos. Sim, valia tudo. Nesse contexto, onde os sonhos hegemonistas e fidelistas ao vaticano-Kremlin tudo autorizavam, putativas escutas acopladas a aparelhos de ar condicionado seriam até pecados menores.

Adenda: Leio, entretanto, este post no A Terceira Noite, e percebo mais a fundo a fonte de todo este folhetim. Fico, e comigo certamente milhares de consumidores domésticos de informação, à espera que Zita Seabra contradite ou confirme a insinuação abusiva de Mário Crespo. De uma forma ou de outra, dormiremos sempre bem com isto.

Crespo na RTP Washington!, manda o Relvas

Só mudam as moscas, a merda continua a mesma

Frase de Brito Camacho

Manuel de Brito Camacho, alentejano de Aljustrel, médico, militar e político célebre da 1.ª República, deixou um legado de declarações intemporais, à semelhança de Eça de Queiroz em ‘Os Maias’ com a sentença: “Isto não é um país, é um local sujo e mal frequentado”.

Crespo, um impoluto e acérrimo defensor da justiça e da liberdade, em Portugal

Tem cumprido aos políticos, a maioria gente de ralé oportunista e tecnocrática, promovida nas últimas décadas a personagens influentes e com poderes de decisão, a formatação e o conteúdo do modelo de organização política, económica e social da Nação – conceito em crescente consolidação na Europa, como demonstraram os votantes em Marine Le Pen.

Na hora actual, e em resultado da miopia de centrarem em Sócrates todas as responsabilidades dos nossos males, a técnica de escolher um inimigo comum – e fui sempre crítico duro de José Sócrates – não passa de um discurso retórico doentio, estafado, redutor e sectário, porque se é verdade que endividou o país em quase 50% do PIB, também é inegável que, antes dele, já havia outra fatia de 50% de endividamento público da responsabilidade de terceiros.

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Uma conspiração contra os trabalhadores?

O título é uma pergunta, apenas porque confesso que tenho um bocado de vergonha de, por vezes, dar por mim a acreditar em teorias da conspiração. Também não me sinto muito confortável com frases que parecem chavões retirados dos discursos da chamada esquerda monolítica.

O problema é a realidade, essa coisa que, tantas vezes, dá sentido à linguagem.

Como teoria da conspiração, não é difícil ver o PS como o partido que abriu caminho a tudo aquilo que se está a passar agora. Entre muitos outros factos que poderia escolher, basta lembrar o entusiasmo com que Manuel Pinho, o senhor dos corninhos, publicitou os baixos salários portugueses como sendo aliciante para o investimento chinês em Portugal. Entretanto, entre PECs, aumentos de impostos, reduções salariais e outras vitualhas, os trabalhadores portugueses ficaram com um poder de compra tão reduzido como o será o poder de venda de lojas e restaurantes que irão fechar. [Read more…]

Ao Mário Crespo, por causa das economias modernas, das férias e de outros salários

Há uns tempos tive imensa dificuldade em explicar a um casal amigo em Washington que em Portugal havia um mês por ano em que não trabalhávamos e recebíamos o dobro.

escreve hoje no Expresso Mário Crespo, acrescentando que essa subvenção é “muito rara nas economias modernas“. Não tenho grande experiênciaa em lidar com alunos NEE (com necessidades educativas especiais), secção fraca capacidade cognitiva, mas vou dar uma ajudinha, que talvez para a próxima facilite.

Fernand Léger, As Férias (homenagem a Louis David), 1948-49

Fernand Léger, As Férias (homenagem a Louis David), 1948-49

Saiba o Mário Crespo que economias modernas é um conceito muito relativo. Imagine que 4 000 000 000 de humanos têm presentemente direito a férias pagas, incluindo toda a União Europeia. Economias caducas, sem dúvida. É certo que o sistema de pagamento de salários tem as suas variantes. Nos EUA é frequente pagar-se à semana, o que tem a vantagem de se receber em todas. Os portugueses e outros subdesenvolvidos da Europa ao perderem parte do 13º mês este ano sofrerão pela contingência de um ano ter 52 semanas, regularidade que os meses não têm, o que complica um bocado as contas. Como ser roubado por esticão, à mão armada ou por burla vai dar ao mesmo, não nos vamos preocupar agora com isso. [Read more…]

Coisas do Expresso?

O Expresso avançou com a notícia(?) que Miguel Relvas teria afirmado numa reunião na RTP do seu interesse em ver Mário Crespo como correspondente do canal nos EUA.

Primeiro foi o próprio a negar ter dito tal coisa. Depois foi Crespo a negar ter recebido tal convite e mais tarde foi o Presidente do Conselho de Opinião da RTP a desmentir a notícia(?).

O Expresso já foi conhecido pela máxima “se aparece na primeira página é mentira”. Uma tirada injusta para os excelentes profissionais da casa. Porém, a guerra surda entre as diferentes empresas de Comunicação Social por causa da privatização da RTP está a provocar situações como esta, verdadeiras precipitações no avançar de manchetes sem confirmar, devidamente, a veracidade da fonte.

Alfredo Barroso e Teresa Caeiro: o bloco central da peixeirada

Uma homenagem a peixeiras, varinas, e outras honradas trabalhadoras de língua solta. A presença de Mário Crespo neste debate, por sua vez, é um tributo às floristas, em particular às que se dedicam a arranjos florais.

Veja também a segunda parte: [Read more…]

Mário, Mário, Mário Crespo…

Por mero acaso, quinta-feira assisti ao ‘frente-a-frente’ da SIC Notícias, conduzido por Mário Crespo. Teresa Caeiro, do CDS, e Helena Roseta, dos Cidadãos por Lisboa, seriam as esperadas protagonistas; e digo esperadas porque quem do debate sobressaiu, ufanado e enfeitado de plumas, foi Mário Crespo.

O protagonista, que a certa altura admitiu ser figura contraditória e parcial, foi, de facto, o moderador Mário Crespo. Em descarado apoio à Caeiro, destruiu insistentemente os raciocínios e o discurso de Helena Roseta, ao ponto de esta, a certa altura, questionar se o Mário, Mário, Mário Crespo estava ali no papel de moderador. Sem vergonha e ao arrepio de elementares regras deontológicas, o Mário, Mário, Mário Crespo teve o atrevimento de dizer que estava investido dos dois papéis – só não percebeu quem não quis: foi moderador – será que foi? – e ‘supporter’ da opositora de Roseta, Teresa Caeiro.

Se atendermos à ética e regras deontológicas do jornalismo, Mário, Mário, Mário Crespo fez algo de parecido àquilo de que acusou Sócrates e que, na altura, teve a minha reprovação em relação ao PM. Em suma, ontem, o Mário, Mário, Mário Crespo destacou-se por um comportamento deplorável.

Há tempos tive um bate-papo acalorado com amigos, jornalistas da SIC e da RTP, que me afiançavam que Crespo, ao contrário do que eu defendia, era uma personalidade volátil e falsa. A não ser assim, acrescentaram os meus interlocutores, Nuno dos Santos teria agido em sua defesa, sem reservas. Na altura, discordei. Porém, agora sinto-me forçado a dar a mão à palmatória: ele é mesmo o Mário, Mário, Mário Crespo, capaz de concorrer com Leite Pereira, do JN, em actos censórios, mesmo de forma sinuosa.   

O ser e o parecer da liberdade de expressão

Parece-me incontestável que uns palermas do PS, com a complacência, a anuência, o apoio, do primeiro-ministro urdiram uma teia destinada a eliminar da comunicação social vozes dissonantes dos muitos predicados do chefe do executivo.

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Parece inegável que, além de imprudente, José Sócrates fez uma triste figura ao abordar, num restaurante cheio, responsáveis de uma estação televisiva acerca do “problema Mário Crespo”. Mais uma vez pôs-se a jeito. É repetitiva esta habilidade de se comportar como um elefante numa loja de porcelana.

É indiscutível que o chefe do Governo aldrabou o país no caso PT / TVI. A confusão entre o saber de forma oficiosa ou por via oficial não abonou a favor do primeiro-ministro. O cargo exige que nada do que lhe chegue ao conhecimento seja oficioso. Tudo o que lhe chega ao conhecimento é oficial. Ponto.

Parece-me absurdo que o país grite “censura” no caso da publicação, pelo semanário Sol, das escutas do processo “Face Oculta”, sem conhecer os fundamentos invocados na providência cautelar apresentada pelo agora famoso administrador da PT.

Parece-me absurdo que se fale em censura e “algo nunca visto em Portugal desde o 25 de Abril” quando, em diversos jornais, revistas, estações de rádio e televisão, Manuela Moura Guedes, por exemplo, tenha possibilidade de dizer e repetir que há censura em Portugal.

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A Luta Continua!

No dia em que uma grande maioria de blogs em Portugal avança para o primeiro round da batalha por um outro governo (a próxima terá de ser na Praça da Liberdade no Porto!), ficamos a saber que o caso Face Oculta continua a espantar-nos. E que o Mário Crespo continua na crista da onda. Isso e o PSD a preparar-se para preparar o futuro já em Março. O tempo urge.

A Luta Continua!

http://rd3.videos.sapo.pt/play?file=http://rd3.videos.sapo.pt/zq6FUqclYvbtDCYAIZty/mov/1

Faltam 431 dias para o Fim do Mundo:

Organizar uma revista de imprensa ao Domingo não é pêra doce. Boa parte das notícias é como o arroz do dia anterior, requentadas.

O futebol domina e a tragédia de Cardozo poderia servir para um remake do filme: A Angústia do Guarda-redes na Hora do penalti só alterando para a angústia do atacante. E como o futebol é o ópio do Povo, o Euro 2012 marca a agenda com outro tipo de ânsias lusas: será a Dinamarca mais forte?  Fica uma pergunta: será que vão gastar o mesmo em estádios que se esbanjou em 2004? O Octávio, esse, não se cala.

Porém, o Mário Crespo e o processo Face Oculta dominam a agenda mediática da política nacional. As escutas, nas suas diferentes nuances, continuam a ser escutadas por todos com a máxima atenção. Um avisa que permite. Outro nem confirma nem desmente. Todos vão rumar à AR.

Enquanto tudo isto se passa mesmo em frente dos nossos olhos, Marco António Costa (e bem) sublinha o óbvio: o actual PSD não está à altura do momento. Na minha terra define-se o actual PSD desta forma lapidar: “Nem f… nem deixa f…er”. Ou em linguagem adaptada ao convento: nem procria nem deixa procriar.

O Mário Crespo não tem razão

Depois de tudo visto e ponderado Mário Crespo não tem razão.

Qualquer pessoa, incluindo o primeiro ministro tem o direito de almoçar em paz e se dirigir a um amigo ou conhecido e dizer-lhe que há uns quantos gajos que são um problema. O que no caso do Mário Crespo, em relação a Sócrates, até é verdade!

Mário Crespo, não pode, pelo facto de ser jornalista,  ter privilégios e utilizar uma coluna num jornal para se queixar que o primeiro ministro se referiu a ele como um problema. Se Mário Crespo acredita no que alguem lhe disse sobre o comportamento de Sócrates, só tem que tratar do assunto pessoalmente, ou tomar as medidas necessárias para se defender. Por exemplo, tratar do assunto nos tribunais!

Quando a conversa de Sousa Franco foi transcrita num “pasquim” onde escrevia uma determinada jornalista, que almoçava no PABE, muitos confrontaram-se com o facto de um jornalista poder utilizar o que ouve, sem contraditório, sem saber o enquadramento da conversa, sem saber se se trata ou não de uma bravata, ou se é uma conversa privada, o que é mais que suficiente num estado de Direito!

Ou os jornalistas são bufos? Ouvem, recebem umas encomendas e transformam tudo em notícia, isto é, publicam ? Acusam porque alguem ouviu dizer, ou porque alguem lhes deu um papel roubado, ou porque alguem achou um papel ou tropeçou num telefonema, ou num fax como o caso do Público, via DN?

A dignidade, a reserva, a privacidade já não contam face  à ganância do sensacionalismo a qualquer preço?

Aonde nos levará isto ? Há poucas coisas tão parecidas com o fascismo como a “bufaria” a qualquer preço, onde vale tudo. Lembram-se quando Portas, estava no gabinete de Tomaz Taveira a fazer-lhe uma entrevista e ouviu um telefonema com Miguel Cadilhe, então ministro das finanças, e publicou o telefonema privado no jornal sem pedir autorização aos próprios?

Tenho que começar a ter cuidado com o que digo aos meus amigos? Tenho que baixar a voz nos restaurantes? Não posso dizer mal de Sócrates em público? Tenho que voltar a olhar em volta antes de emitir uma opinião?

Antes eram os agentes da PIDE agora são os jornalistas?

Rapidinhas Aventar #3:

Se eles não consideram censura a não publicação do artigo de Mário Crespo, então está tudo explicado. E os restantes comentadores do JN avisados. Para memória futura.

Eu vi um Sapo…

Ó meu Sapo, sapinho, cada vez mais pequenino, andas bastante mauzinho.

Foi o teu chefe que te mandou coaxar baixinho para os dele e alto para os outros?

Será que só eu notei que tu, meu sapinho, apenas linkas quem no Crespo bate sem ser de mansinho?

Ai sapo, sapinho que tu andas aflitinho e só ouves a voz do dono? Será bicho, será medo? Gente não é, certamente. Bichano, bichinho, não sejas tontinho, faz por cumprir, nem que seja de vagarzinho, as regras do joguinho e sê plural, pois todos nós, até o Crespo, pagamos o teu salário e não é pouquinho.

Será a PT, será o nosso Primeiro? O que será que te faz mansinho para o Poder e tão bravo para a Oposição? É que sabes menino, ou será menina?, nós andamos atentos e não aventamos injustamente mas que só vimos linkados os maledicentes, ai isso vimos, (com estes olhos que a terra há-de comer) que o diga o mártir Crespo.

Ai Sapo, sapinho, vê se ganhas juizinho e não te esqueças nunca que há amanhãs que cantam a Paz, o Pão e a Liberdade e nesse dia podes ter de ir de carrinho…

No limiar…

O Ministro das Finanças afirmou na conferência de imprensa: «há linhas que não podemos transpor; esta é uma delas».

Por momentos julguei que se estava a referir às palavras do PM no tal almoço cujo tema foi o Mário Crespo.

Faltam 432 dias para o Fim do Mundo…

# A relação deste governo com a Comunicação Social merece um estudo académico aprofundado. Começou por ser uma relação profissional ao ponto de a oposição considerar que Sócrates era bom, apenas e só, na forma como “comunicava” e lidava com ela. Hoje, após tantos e tantos choques, verifica-se o oposto: Sócrates lida mal com a imprensa e quer implementar uma verdadeira censura selectiva. De Manuela Moura Guedes, passando pelo Público e terminando em Mário Crespo, fica a questão: O que mudou?

# Nos últimos anos e de forma recorrente, a denominada “noite do Porto” enche páginas e páginas de jornais, abre noticiários televisivos e inunda fóruns de rádios. Do crime sem castigo, passando por actos de verdadeiro terrorismo e terminando na condenação de Bruno Pidá, tudo serve para mostrar que algo vai mal na noite do Porto e que muitos se julgam acima da Lei e a viver em total impunidade. Até quando?

# A Bolsa ou a Vida podia ser o título de um filme português. Vi na cara de um amigo o pânico típico do jogador de bolsa em dias tristes e cinzentos como o de hoje. Será que ninguém, a começar pelos homónimos de terras do Tio Sam, aprendeu com a recente crise bolsista?

Coisas…

E uma vez mais, manda quem pode, obedece quem deve. Isso e o imparável caso Crespo.

Crespo "calhandrices"

Calhandra : ave conirrosta de vôo curto e rasteiro, espécie de cotovia. Pássaro, também conhecido por calandra, cochicho, cotovia, laverca, etc…

Ora como o Mário Crespo, não é bem uma ave ( talvez canora, ainda vá que não vá…) mas no resto nem por sombras, cotovia também não, resta cochicho…

Cochicho : acto ou efeito de cochichar, murmúrio…

Cochichar : pronunciar em voz baixa, dizer em voz baixa, segredar; segredar em voz baixa ao ouvido de alguém.

Eu, não é para armar em engraçadinho, mas sempre achei que o Mário cochichava, aquela de ele apresentar o telejornal é todo um cochicho. Realmente, ele cochicha aos nossos ouvidos.

Logo, é uma calhandrice a profissão dele, anda sempre a calhandrar, a prova é que ele só convida tipos que calhandram, como é o caso do Dr. Medina Carreira, o “calhandrices-mor” que também vai ter que deixar de murmurar …

Não me vão dizer que o calhandrices- mor é uma ave dendrocolaptídea, não se ofendem as pessoas assim ou em alternativa (?) ser uma ave da família dos furnarídeos…

Isto, por acaso, é mesmo para arranjar um problema ” calhandro” porque sempre ouvi e andei a cantar a famosa canção, de que os meus sofredores, desculpem, leitores, também já cochicharam e nunca ninguém me negou a publicação do quer que seja. Quem não se lembra do – Olh’ó o cochicho!) que anda sempre a cochichar…

Outra hipótese é ser um chapéu velho, aí sim, que me lembre já vi várias vezes o Medina Carreira de cochicho na cabeça, mas não sei se andava a cochichar, mas poder ser, pode!

Isto tudo para dizer que quem não murmura é o nosso bem amado primeiro ministro, esse grita : Ó Mário não cochiches ! Deixa-te de calhandrices, ó Medina!

Futebol Total, Esquecimento Parcial:

Por momentos vou esquecer toda a campanha de roubalheira a que se está a assistir no futebol português e esta cruzada infame de levar ao colo o Benfica a campeão.

Por instantes vou esquecer a paranóia comunicacional deste Partido Socialista de Sócrates entretido em censurar, o que certamente só pode encher de vergonha os seus fundadores e militantes como Manuel Alegre.

Numa só ocasião vou fazer de conta que não me estou a aperceber que o NOSSO Jornal de Notícias está a mergulhar a pique rumo ao descalabro pela mão de um coveiro travestido de jornalista.

Tudo esqueço quando sou, desta forma inacreditável, apanhado de surpresa! Por um azar inexplicável, foda-se! Não assisti ao jogo, nem no Dragão nem na televisão e apenas soube do resultado quando um amigo, adepto do Belenenses me telefonou (e eu no meio de uma reunião) insistentemente e me pergunta: “Conheces alguém que arranje televisões?”. E eu, aparvalhado e com vontade de lhe bater, respondo: “Eu não”. E ele, todo lampeiro diz-me: “É que a minha televisão deve estar avariada pois indica-me que o Porto está a ganhar por 5 a 1 ao Sporting”.  Cum catano! Uma jogatana destas e eu népia, nicles, nada. Ora foda-se, é preciso ter muito azar!!!

E que viva o meu eterno Pooooooorto!

José Leite Pereira é o Pais do Amaral dos pobres


Há uns anos, o líder da TVI, Pais do Amaral, foi falar com o professor Marcelo Rebelo de Sousa. A mando do Governo de então, o de Santana Lopes, pediu-lhe moderação nos ataques ao Executivo. Marcelo bateu com a porta.
Desta vez, o director do JN, José Leite Pereira, telefonou a Mário Crespo, pedindo-lhe moderação no ataque a José Sócrates. Mário Crespo bateu com a porta.
Quais são as diferenças? É que no primeiro caso, ia caindo o Carmo e a Trindade, era um lamentável ataque à liberdade de imprensa, estava em causa o normal funcionamento das instituições. Hoje, tudo vai bem na República de Portugal, não se devem ouvir conversas privadas, o jornalista não é bom da cabeça.
Como refere hoje Henrique Monteiro no «Expresso», José Leite Pereira não passa de um lambe-botas que sabe bem qual é a sua função como director do JN. Sabe bem e como o tem demonstrado nos últimos anos! A voz do dono, o braço armado do «amigo Oliveira» na protecção ao Governo e a José Sócrates.
Dir-me-ão que ninguém lhe disse para retirar o texto de Mário Crespo. Foi de sua livre inicativa. Acredito que sim. Os cãezinhos amestrados são assim. Não recebem ordens do dono. Sabem, a cada momento, o que hão-de fazer para, no final, terem a recompensa merecida.

Foi Nuno Santos que ouviu a conversa sobre Mário Crespo

Tudo aponta para que tenha sido Nuno Santos, o director de programas da SIC, a fonte de Mário Crespo no caso de que se fala. Não porque estivesse numa mesa ao lado a ouvir a conversa, mas porque estaria a almoçar com o primeiro-ministro.
A ser verdade, é estranho. É estranho que um director de programas almoce com o primeiro-ministro. Mais, é estranho que um jornalista almoce com o primeiro-ministro. Um jornalista tem de se mostrar imparcial e estas intimidades, tão habituais na vida pública portuguesa, são lamentáveis.
E se for verdade, o que pretendia José Sócrates quando falou a Nuno Santos do problema que Mário Crespo constitui? O silenciamento do jornalista incómodo, claro. Sem vergonha nem pudor, como dizia o João José Cardoso aqui em baixo.
A julgar pelas últimas notícias, parece que não conseguiu.

De Fernando Charrua a Mário Crespo

Os defensores do Governo, os do costume, andam muito escandalizados porque uma conversa privada, num restaurante, foi ouvida por ouvidos alheios e chegou até Mário Crespo.
É muito curioso que essas Virgens ofendidas não tenham tido a mesma preocupação quando, em 2007, o professor Fernando Charrua foi suspenso e processado na base de uma conversa privada, em local público, na qual ele alegadamente chamara filho da puta ao primeiro-ministro.
Pois é, as coisas são sempre vistas pelo prisma que mais interessa. É como as conversas privadas. Podem ser ouvidas, mas depende sempre do que é dito e dos interlocutores envolvidos. É que uns têm mais direito a privacidade do que outros.

Mário Crespo, Governo, China, crime e companhia

Se fosse há uns anos atrás, tipo época de Governo de Direita, o caso Mário Crespo dava direito, até, a intervenção do Presidente da República. Mas os tempos são de Esquerda, isto é são de PS. Será apenas um “problema” do Governo, para “solucionar”, entre o silêncio e o acto de silenciar.

No Governo, além do baile das prioridades entre TGV e estradas novas,  é o Ministro das Finanças que quer substitui José Sócrates no papel do “agarrem-me ou eu vou embora”. Teixeira dos Santos ameaçou demitir-se por causa da Madeira. Com a sucessão de casos, João Jardim deve sentir-se elogiado. E por falar em Madeira, os estragos do mau tempo acumulam-se. Mais um argumento para ajudar financeiramente a ilha.

Na China haverá, segundo a OCDE, excesso de créditos bancários. Por aquelas bandas até o dinheiro é mais barato. Esperemos que as famosas casas dos chineses comecem a vender, também, dinheiro ao desbarato. Isso é que era…

Steve Jobs, da Apple, terá criticado a Google e a Adobe, chegando mesmo a afirmar que a Google “quer matar o iPhone”. A qualquer momento espera-se uma abertura de inquérito por parte da Procuradoria Geral da República.

Francisco Van Zeller afirma não comprar produtos estrangeiros. Desconfio que também tem um Magalhães…

Por fim, e como está na moda criminalizar tudo, porque em tempos de fome, a moralidade demagógica aperta, Helena Roseta defende a criação do crime de abuso urbanístico. Já agora, podia-se criar também o crime político, tipo mentir aos portugueses, prometer e não cumprir, etc. É que também convinha moralizar um pouco a política. E que tal ler o Código Penal para perceber que todos os actos que sustentam o chamado “abuso urbanístico” estão lá previstos como crime? É que não há falta de Lei, mas sim de Justiça.

Mário Crespo VS Leite Pereira

Enquanto se discute a censura a Mário Crespo eu prefiro avançar para as comparações.

Ora vamos lá comparar o percurso jornalístico de Mário Crespo e de Leite Pereira. Por onde andaram e o que aconteceu a um e outro ao longo dos anos? Quem é o jornalista Leite Pereira e qual o seu contributo para o jornalismo em Portugal? E o mesmo para Mário Crespo? Quando é que um e outro censuraram e foram censurados? Algum deles é “a voz do dono”?

Deixo estas questões aos leitores.

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Mário Crespo: O «amigo Joaquim» está sempre à disposição

Pois é, os amigos são para as ocasiões e o «Jornal de Notícias», o lamentável pasquim que em tempos foi um grande jornal, já tratou de Mário Crespo. Igual, exactamente igual ao que Miguel Pais do Amaral fez em tempos a Marcelo Rebelo de Sousa.
Quanto a Mário Crespo, confirma-se o que já aqui escrevi: é um dos poucos heróis corajosos neste pântano nojento em que se transformou Portugal. A sua presença no abominável JN de Leite Pereira era um dos poucos balões de ar puro naquele charco de águas pestilentas. Um dos poucos motivos para ler aquele repugnante panfleto.
Em seguida, falta tratar de Manuel António Pina, o Manuel Alegre do execrando folheto. Fica sempre bem alguém da Oposição para que se pareça democrático, livre e plural. Mas não deverá faltar muito. O «amigo Joaquim», armado do seu folheto nauseabundo, entrará em acção logo que se justificar.

Sócrates já não tinha vergonha, agora perdeu o pudor

O que mais me impressiona no agora caso Mário Crespo não é o facto de o JN se ter recusado a publicar a sua crónica, nem a dita conversa de Sócrates e seus rapazes.  Já esamos habituados.

Mais grave é a acusação de a conversa ter ocorrido num restaurante, de forma audível para os clientes mais próximos. Tão grave que ainda tenho as minhas dúvidas. Porque os tiques ditatoriais dos actuais donos do PS já não espantam ninguém.  O terem perdido o pudor simboliza um passo em frente no caminho do posso, quero e mando, que uma conversa destas em público não passa de um strip-tease não encomendado pelos clientes da casa.

E não me venham com moralidades, que escutar as conversas das mesas vizinhas é feio, eu sei, mas num caso destes trata-se apenas de não ser surdo.

Sócrates avalia a saúde mental de Mário Crespo: a Ordem dos Médicos não diz nada?

Mário Crespo publicou um artigo, que hoje não foi publicado do JN, narrando uma conversa entre Sócrates, Lacão, um responsável televisivo não identificado e Sócrates II.

Nessa conversa Mário Crespo  terá sido descrito como mais um problema para resolver, e

publicamente referenciado como sendo mentalmente débil (“um louco”) a necessitar de (“ir para o manicómio”)”.

A confirmar-se esta acusação espero que a Ordem dos Médicos diga qualquer coisinha. É que engenheiro sem o ser, ainda vá, agora psiquiatra, parece-me mais grave.

Actualização:

O referido artigo pode ser lido no site do Instituto Sá Carneiro (é o que se chama dar o flanco, mas o Mário Crespo é que sabe), e dele destaco esta frase:

Fui descrito como “um profissional impreparado”. Que injustiça. Eu, que dei aulas na Independente. A defunta alma mater de tanto saber em Portugal.