O senhor Presidente da República está enganado

O senhor Presidente da República publicou uma nota na página oficial da presidência felicitando o actual Primeiro Ministro, António Costa, e o anterior, Pedro Passos Coelho, pelo “trabalho dos respectivos governos”, que permitiu a decisão tomada pela Comissão Europeia de retirar Portugal do Procedimento por Défice Excessivo.

Engana-se o senhor Presidente se acha que com esta declaração, discreta mas muito significativa, e que, curiosamente, omite o nome do seu antecessor no cargo, varre da memória dos portugueses a mais brutal legislatura da Democracia portuguesa, plena de intencionalidade e fulgor punitivo sobre quem “vivia acima das suas possibilidades” e haveria de empobrecer à força, além da Troika, custasse o que tivesse que custar. Essa injustiça com laivos de sadismo que, sob a batuta de Pedro Passos Coelho e Aníbal Cavaco Silva, se abateu sobre milhões de portugueses, custou um preço que a memória há-de preservar e transmitir às gerações futuras. E o senhor Presidente está enganado se pensa que pode reescrever a História com uma simples nota de rodapé onde, para mais, se esquece de felicitar também aqueles que, apoiando o actual governo, exerceram uma influência determinante na reversão de algumas das tremendas injustiças e malfeitorias herdadas e na obtenção deste resultado.

Mas que raio de números são estes?

Perante os resultados ontem conhecidos do crescimento económico, revelados pelo INE, várias são as análises que podem ser feitas. Deixo-as para os economistas. A mim interessa-me mais olhar para este crescimento de 2,8%, que se saúda, e tentar interpretá-lo à luz do culto apocalíptico que surgiu no final de 2015, que anunciava o fogo do Inferno e a danação eterna. O tal conto para crianças que nos foram contando, até o ridículo se tornar insustentável, que garantia que nada de bom poderia vir de um acordo de incidência parlamentar entre o PS e os hereges de esquerda. O desemprego subia em flecha, o investimento estrangeiro a fugia a sete pés, não fosse o imposto sobre o património apanhá-lo, o défice descontrolado como nunca, profetizava a matemática infalível de Maria Luís Albuquerque, e as sanções, meu Deus, as sanções, tantas e tão tenebrosas, mas que nunca deram o ar da sua graça. As sanções e o Dr. Belzebu, que continua em parte incerta, possivelmente alojado num hotel da Baixa do Porto, a aproveitar o que o melhor destino europeu de 2017 tem para oferecer.  [Read more…]

Eles estão de volta…

… ainda que em formato aligeirado: Fátima, Futebol e Festival.

Sim, em tempos de geringonça tudo é possível.

Imprensa internacional nas mãos da Geringonça

O longo braço do socialismo estalinista não conhece fronteiras. Controlada que está a comunicação social portuguesa, a Geringonça tratou de expandir a sua acção totalitária na direcção da imprensa estrangeira. Só assim se compreende que um jornal como o Financial Times, a mais recente vítima dos marxistas-maduristas-kimzistas, permita que barbaridades como as que pode ler na imagem em cima sejam publicadas, para gáudio dos radicais que nos governam, ainda que totalmente desfasadas da realidade.

O mundo precisa de mais Observadores, livres, independentes, plurais e sem agendas políticas. Nosso Senhor Jesus Cristo tenha compaixão de nós, que o Diabo não nos deixa em paz.

O PS não saiu da sua matriz ideológica

Pois não. Já tínhamos reparado.

A verdade científica

A questão da “Verdade Científica” é, desde sempre, um problema controverso. Houve gente que ardeu na fogueira por contestar essa “verdade”. Nos tempos que correm, por exemplo, temos várias e prestigiadas instituições científicas internacionais, ligadas à ciência da Economia, entre as quais algumas Universidades, que defendem que “não há alternativa” às políticas de Austeridade. Essa foi uma “verdade científica” que Portugal experimentou durante mais de quatro anos, e, em certa medida, ainda experimenta.
Há quem não esteja de acordo com esse dogma e ouse contestá-lo, pondo em prática princípios divergentes da ciência económica e testando outras hipóteses. Entre essas hipóteses está uma que se chama Geringonça. Por acaso, a Geringonça resulta da queda de um outro dogma, de uma outra “verdade científica”, esta da Ciência Política, segundo a qual havia um “arco da governação”, fora do qual não era possível o exercício democrático do poder.


Na Ciência, por enquanto, não há “verdades”. Há hipóteses.

Catástrofe no mercado laboral

bate novo recorde em Março. O drama.

Impostos “à la esquerda”

Um aplauso para Assunção Cristas, que teve visão suficiente para perceber o que nos esperava e desmontou o embuste. Um “orçamento de austeridade à la esquerda“, pleno de impostos esmagadores que arruinariam o país, deixando-a à mercê do geringonçismo parasita.

Só que não. Pelo menos a julgar pela análise do Conselho de Finanças Públicas, revelada esta semana, que aponta para uma queda da carga fiscal em 2016, a primeira desde 2012. Já nem o CFP da Dra. Teodora Cardoso escapa à sovietização em curso. Mas não nos deixemos enganar: o maior assalto fiscal de sempre começou no dia 1 de Fevereiro de 2017. Portugal nunca mais será o mesmo após o brutal aumento de impostos sobre os refrigerantes.

Imagem via Uma Página Numa Rede Social

Continental Mabor, a mais recente vítima do regime soviético da Geringonça

A razia soma e segue e o tecido empresarial português continua a ser dizimado pela fúria soviética. A Continental Mabor, quarta maior exportadora do país, prepara-se para levar a cabo um investimento na casa dos 100 milhões de euros, depois dos 50 milhões já aplicados na construção de uma nova unidade de fabrico de pneus agrícolas, que resultará na criação de 200 novos postos de trabalho. Ora, estando nós no tal país em que investidor algum poria o seu dinheiro, ou não fosse ele governado por perigosos bloquistas e comunistas, este novo investimento da gigante alemã não faz qualquer sentido. Até porque os alemães não são conhecidos por gastar mal gasto o seu dinheiro. Será que os comunistas raptaram a família do senhor Elmar Degenhart e ameaçaram comer os seus filhos ao pequeno-almoço?

Imagem via Jornal de Negócios

Magnata comunista investe em Portugal

Passos Coelho bem tentou avisar, mas este povo esquerdalho, ingrato e preguiçoso, fez ouvidos de mercador. Com a chegada do PS minoritário ao poder, apoiado parlamentarmente pela temível máquina soviética da Geringonça, investidor algum voltaria a pôr o seu dinheiro no rectângulo. Era um dado adquirido. Só que não.

A verdade é que Passos partiu a loiça toda. E isso ninguém lhe tira. Acontece que o investimento, não sendo o desejado, lá foi aparecendo, pela mão dos franceses da Renault ou dos alemães da Eberspaecher, apenas para citar alguns casos, aos quais acrescento a insólita fila de espera de milionários estrangeiros que sonham adquirir um imóvel de luxo em Cascais. Apesar do violento imposto sobre o património. A explicação mais lógica, a meu ver, é bastante simples: tratam-se de investimentos sacados à bruta, com ameaças e chantagem à mistura, aos quais os pobres investidores não conseguem resistir sob pena de ver as suas famílias raptadas e entregues a comunistas que comem crianças (e adultos) ao pequeno-almoço.  [Read more…]

Dia das Mentiras – a homenagem a Pedro Passos Coelho

Cinco dias após o 1º de Abril, este recuerdo chega tarde mas a boas horas, porque nem todos os embustes são tão inofensivos como aqueles com os quais brincamos no Dia das Mentiras. Alguns chegam e sobram para se ser eleito primeiro-ministro e submeter milhões a um bafiento radicalismo que muitos julgavam extinto.

Video: Luís Vargas@Geringonça

Stand-up comedy com Pedro Passos Coelho

Da autoria do grande Luís Vargas, directamente da infame Geringonça.

Harvard dedica simpósio à reflexão sobre a Geringonça

porque estudar a caranguejola nem para a Universidade de Verão da JSD tem interesse.

Ainda além da troika?

Nenhuma dúvida há-de restar no espírito da maioria dos portugueses sobre os méritos evidentes da Geringonça e os benefícios que o governo do Partido Socialista, apoiado pelos partidos da esquerda parlamentar, trouxe à sociedade portuguesa. Não é possível negar esta evidência, mais ainda em face da memória, recente mas perene, da mais brutal legislatura da democracia portuguesa, liderada pelo governo PSD/CDS.

Dito isto, em circunstância alguma deve considerar-se o actual governo, assim como a maioria que o apoia, imune ao erro e à crítica, e não deve também esquecer-se que no PS, partido plural e diverso nas suas sensibilidades sociais e ideológicas, há muito quem veja com relutância – para usar um eufemismo –  o processo de reposição dos direitos individuais, económicos e sociais, devastados pelos quatro anos além da troika que caracterizaram a anterior legislatura e o retrocesso civilizacional por ela provocado.

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Era tão bonito

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Projecto de lei XYZ/2017

Tendo em conta a enorme destreza, sagacidade, inovação, competência e eficiência do actual governo em matéria económica e financeira, bem como a certeza absoluta e irredutível que estamos, realmente, no bom caminho e que o tempo da austeridade imposta por Bruxelas, pelas Agências de Notação e pelo grande capital se encontra já, definitivamente, ultrapassado, nos termos constitucionais e regimentais aplicáveis, as Deputadas e os Deputados do Grupo Parlamentar do Bloco de Esquerda, do Grupo Parlamentar do Partido Comunista Português e do Grupo Parlamentar do Partido Socialista (o deputado do Partido Animais Natureza aproveitou este momento para ir, convenientemente, à casa de banho) apresentam o seguinte Projecto de Lei:

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Não há milagres

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Segundo o economista Eugénio Rosa, a redução do défice global das Administrações Públicas em 2016 foi obtido em resultado de um elevado excedente na Segurança Social (1.559 milhões €) e na Administração Local (662 milhões €).

Ao enorme excedente na Segurança Social chegou-se através de uma redução do número de beneficiários de prestações sociais, como o Subsídio de Desemprego, o RSI, CSI e o Abono de Família. O número total de beneficiários diminuiu, entre Dezembro de 2015 e Janeiro de 2017, em 126.609.

A taxa de cobertura do Subsídio de Desemprego era em Dezembro de 2016 de apenas 28,8%, inferior à de 2015, que foi de 29,5%. Isto significa que em cada 100 desempregados, menos de 29 estão a receber aquela prestação social. Segundo o INE, 42% dos desempregados estão no limiar da pobreza.

Em 2016, o Serviço Nacional de Saúde sofreu uma forte contenção da despesa, o que naturalmente se traduz no serviço prestado às populações. Em 2015 e 2016, a despesa do SNS cresceu 105,5 milhões €, enquanto a despesa com Pessoal, por via da reposição de salários, cresceu 171,5 milhões €.

Por outro lado, os montantes pagos pelo Estado pelos juros e encargos da dívida são mais do dobro de todo o investimento realizado.

Conclui-se que a contenção do défice está a ser feita à custa dos mais pobres, da Segurança Social, da Administração Local e da degradação do Serviço Nacional de Saúde.

Não se compreende como é que um governo que se diz defensor do Estado Social, apresenta este nível de excedentes (1.559 milhões€) no Ministério ao qual cabe, precisamente, zelar pelo cumprimento dos direitos dos mais desprotegidos.

A entrevista de José Sócrates à TVI

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O ex-Primeiro Ministro José Sócrates deu uma entrevista à TVI da qual é legítimo destacar dois momentos. O primeiro, que a comunicação social não deixou passar despercebido, foi quando José Sócrates parece ter insinuado que a investigação de que é alvo, e que já provocou, entre outras coisas, a sua prisão, está, de algum modo, relacionada com o ex-Presidente da República, Aníbal C. Silva. Uma leitura mais livre, e necessariamente mais subjectiva e sujeita a erro, das suas declarações, pode levar a concluir que o ex-Primeiro Ministro considera, intimamente, que o ex-Presidente da República de algum modo promoveu ou patrocinou as acusações, não formalizadas, que recaem sobre si. O argumento, sendo conspirativo, é totalmente plausível.

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As duas caras do destino

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Sabe-se que a memória é coisa curta e volátil, muito sujeita aos desmandos da propaganda e de outros truques hipnóticos muito ao gosto do Príncipe do mundo. Mas ao homem comum, onde quer que ele ainda exista, não há-de ser permitido esquecer que a anterior legislatura, comandada por PSD e CDS, foi um dos mais brutais exercícios de destruição anímica, social, política e humana, de que há memória na história recente de Portugal.

O regime policial, persecutório e em muitos casos criminoso do Estado Novo e da sua ditadura, não ousou chegar tão longe na destruição de um país e na humilhação do seu povo, como o fizeram PSD e CDS nos quatro anos de vergonhosa e inesquecível liderança dos destinos de Portugal.

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A Helena Matos precisa urgentemente de parar de dar nos speeds

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Leia a verborreia original aqui, no sítio do costume, no Observador. No sítio do costume? Sim. Efectivamente. Efectivamente. 

Denoto que nos últimos tempos a Helena Matos tem andado mais acelerada, mais tensa, mais enervada e mais excitada que o normal quando necessita de bater na nossa esquerda. Concluo que esta excitação na Helena não é normal nem natural e que o artigo acima exposto é mais que motivo para que a ADoP comece a fazer umas visitinhas ao Observador porque a Helena, a nossa campeã do anti-comunismo primário já nem se dá ao trabalho ir ao arquivo do seu pasquim fazer o devido trabalho de campo. Está dopada de raiva. Para realizar estas assumpções, socorro-me de duas muletas para prestar uns breves esclarecimentos à Helena: a primeira,  do Jorge, aqui publicada e a segunda, a sua respectiva fonte noticiosa. Onde? No observador! No observador? Efectivamente. O quê? 100 nomeados pelo governo do PSD\CDS. Quando? Quando o governo da PaF já estava com os pés para a cova em funções de gestão e Costa preparava-se para formar governo.

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Careful what you wish for, PSD

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via PSD@Pinterest

Quem não se lembra da heróica cavalgada eleitoral de Marcelo, o homem que vinha para salvar a direita órfã dos abusos da Geringonça e que, qual Cavaco, boicotaria a usurpação parlamentar da esquerda? Pois, esse Marcelo já lá vai. Ou talvez não tenha sequer chegado a aparecer. Ou, melhor ainda, está a fazer o seu número político para que, no dia em que tal se tornar necessário e vantajoso, possa tirar o tapete ao governo e afirmar que está acima de críticas porque colaborou enquanto pôde. Cenas para ver nos próximos episódios. Por enquanto, pelo menos para o segmento recém-radicalizado da direita parlamentar, o presidente que o PSD desejou eleger é cada vez mais um alvo a abater. Um vilão chamado Marcelo Rebelo de Sousa. [Read more…]

Barco (laranja) ao fundo!

barco

A SIC e o Expresso, desse perigoso esquerdalho que é o senhor Balsemão, encomendaram mais um estudo à Eurosondagem. O resultado demonstra que o país leva cada vez menos a sério o PSD de Passos Coelho, que registou o pior resultado desde as Legislativas de 2015. Mesmo em coligação estatística com o CDS-PP, a combinação de forças não vai além dos 36,2%, bem abaixo dos 37,8% obtidos pelo PS. E o CDS-PP só escapa ao último lugar da tabela porque existe um pequeno partido, sem os recursos ou a influência dos seus pares, chamado PAN. Caso contrário seria a confortavelmente a força partidária mais irrelevante deste país. Assunção Cristas está a fazer um excelente trabalho. É deixá-la andar. [Read more…]

Portugal’s Secret Revolution

um artigo de Richard Zimler que vale a pena ler.

Vítor Gaspar aponta o dedo a Vítor Gaspar

vg

Durante os dois anos em que foi ministro das Finanças, Vítor Gaspar foi extremamente competente no que toca a enormes aumentos de impostos. Porém, no capítulo do défice, à semelhança dos seus antecessores e da matematicamente genial e infalível Maria Luís Albuquerque, o ex-ministro de Passos e Portas falhou redondamente.

Exportado para o FMI, onde assenta que nem uma luva, Vítor Gaspar regressa agora para explicar o seu fracasso à frente da gestão das contas públicas portuguesas. Num artigo, cuja autoria partilha com dois colegas do Fundo Mercenário Internacional, Gaspar revela a causa por trás de fiascos como aqueles que protagonizou: a culpa é dos políticos. Políticos como Gaspar, Teixeira dos Santos ou Maria Luís Albuquerque que, segundo o director do FMI, não cumprem os planos que traçam e violam sistematicamente as regras orçamentais. [Read more…]

O “apparatchik estalinista de segunda categoria” e a transcendência epistemológica da abstenção violenta

As sondagens que colocam o Partido Socialista no limiar da maioria absoluta devem-se aos acordos à esquerda e ao excelente trabalho de, entre outros, Pedro Nuno Santos. No dia em que o PS regressar à “abstenção violenta”, acaba.

A “denúncia da mundividência maniqueísta”

que remonta, pelo menos, ao Jardim do Éden, foi o truque que levou o apparatchik dos Democratas americanos a boicotar Bernie Sanders, o único americano capaz de derrotar Donald Trump. Foi essa hermenêutica da História que elegeu o actual Presidente dos EUA.

Queres ganhar um rendimento extra em ajustes directos? Ourém explica-te como conseguires!

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Numa altura em que o Aventar apresenta uma iniciativa pública cidadã que visa como objectivo principal esclarecer o comum cidadão sobre os milhões gastos pela sua autarquia nos chamados contratos celebrados por ajuste directo, leio no Público que a vinda do Papa a Portugal levou o Governo a aprovar (e a publicar em Diário da República) um diploma de excepção que permite à Câmara Municipal de Ourém poder vir a adjudicar sem qualquer concurso público várias empreitadas (a lei explicita 19 obras de requalificação a executar pela edilidade) até 5,1 milhões de euros (um valor igual ou superior a 150 mil euros obriga o lançamento de um concurso público) e até 207 mil euros por serviços, o triplo do valor considerado normal para os ajustes directos. Assim sendo, se a Santa Sé assim o ordenar à Comissão Executiva da empreitada, a Câmara de Ourém poderá servir por exemplo 207 mil euros de lagosta e outros crustáceos e moluscos aos convivas que o Papa Francisco trará a Portugal em Maio sem ter que passar cavaco ao pobre Silva que só será chamado a pagar quer por via dos IMI quer por via dos donativos que deixa no negócio das velinhas do Santuário.
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Mais um Passo(s) para delapidar o PSD

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Há 4 anos atrás era a favor. Há um mês atrás era a favor, de acordo com que o foi referido por um dos seus vices. Até a obsoleta Rádio Renascença deu com a marosca.
Hoje é contra, curiosamente, contra.

A questão é antiga mas ao mesmo tempo reveladora da desorientação geral em que vive nestes dias a liderança do PSD. Sem rumo político, quer no plano nacional quer na preparação das ansiadas autárquicas (nas quais, o PSD como histórico leader nacional e máquina caciquista que é pode estar à beira de um total e redondo colapso, colapso que certamente modificará muita coisa dentro do partido) com uma liderança de navegação à vista nos últimos meses, cheia das habituais posições modificadas, de ideias que oscilam entre o barato da feira da ladra e o horrível surreal e de uma choradeira sem fim (“porque fomos nós que ganhámos as eleições, pá”) aliada a uma desorientação colectiva no que diz respeito à preparação do acto eleitoral que se avizinha, denota-se a largas vistas que Coelho deu mais um Passos para a desgraça na questão do descida da TSU para as empresas caso a esquerda leve  a medida lavrada na concertação social a votação na AR.

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Ao cuidado da direita indignada com o despesismo

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que vocifera, com toda a razão, contra os salários obscenos que se pagam na função pública, seja a um António Domingues ou a um perigoso sindicalista, desses que só sindicalizam e não querem trabalhar, e que ainda por cima são comunistas, os nababos! Peço um minuto da vossa atenção e indignação para que atentem neste dispositivo contabilístico, gentilmente disponibilizado pela Geringonça, que nos permite assistir em directo ao acumular de euros por parte do antigo secretário de Estado privatizador de Passos Coelho, que o próprio Passos Coelho escolheu para vender o Novo Banco, e que em 14 meses já nos levou qualquer coisa como 365 mil euros, sem que ninguém tenha ainda percebido para quê, dada a inexistência de resultados que justifiquem os cerca de 25 mil euros por mês que aufere.

Como sei que a vossa indignação é honesta e genuína, e aqui alargo o convite a todos os paladinos anti-despesismo da nossa cândida direita, estejam eles no comentário político televisivo, nas colunas de opinião anti-esquerda, na blogosfera liberal/conservadora ou nos grupos de ódio laranja nas redes sociais, ficarei a aguardar, com expectativa, pelos vossos contributos indignados. E caso para dizer: e o Sérgio Monteiro, pá?

Foto: Diana Quintela/Global Imagens@DN

Fartos de sermos tratados como estúpidos

Ricardo J. Rodrigues

Foi hoje escolhida a palavra do ano. Durante semanas, as redações receberam comunicados de uma votação online promovida por um grupo editorial e, esta manhã, os resultados foram anunciados numa conferência de imprensa. Vários meios deslocaram jornalistas, fotógrafos e repórteres de imagem para o evento. À hora de almoço, as televisões reuniram comentadores em estúdio para debater o assunto. Aquela podia ser uma notícia, sim, mas no máximo uma breve. Para a maioria dos cidadãos, a escolha de ‘geringonça’ para palavra do ano tem pouco interesse. Se calhar não tem mesmo interesse nenhum. Mas este é um exemplo que mostra tudo o que se passa de mal com o jornalismo de hoje.

‘Geringonça’, recorde-se, foi a expressão utilizada pelo cronista Vasco Pulido Valente para definir o acordo parlamentar da esquerda. É uma palavra com uma conotação negativa e, se um cronista podia utilizá-la, os jornalistas nunca poderiam fazê-lo. O trabalho dos jornalistas é fornecer aos cidadãos a informação rigorosa de que estes precisam – para poderem formar, esclarecidamente, a sua própria opinião. No entanto, os informadores passaram a utilizá-la despudoradamente, condicionando assim os leitores. E não podemos deixar de pensar nisto quando vemos que as pessoas que deixaram de confiar na imprensa, que não encontram hoje utilidade no que leem, que pensam que os jornalistas deixaram de ser os representantes dos cidadãos e passaram a ser representantes do sistema. Com esta ‘geringonça’, lhes damos razão. [Read more…]

Governo violou Acordo à Esquerda

A deputada do Partido Ecologista “Os Verdes” afirmou hoje, na Assembleia da República, que o Governo, ao decidir diminuir a Taxa Social Única das empresas, violou o acordo estabelecido com aquele partido na formação da maioria parlamentar que constitui a Geringonça.

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