As cinquenta sombras do desígnio nacional: explorar

Consta que um livreco virou filmezeco, têm sexo, não têm nem cinema nem literatura, ambos vendem bem. Não tencionando nem ler nem ouver as tais Cinquenta Sombras de Grey, nunca terei tempo para a arte que gostava de levar comigo quanto mais para o entretenimento, e se tem sadismo ainda me faltam uns livrinhos do Divino Marquês, há um detalhe nacional no episódio: parte do cenário tem proveniência nacional, honra e glória ao design nacional (chamam agora design às artes decorativas, haja paciência).

O problema é que pelo Adriano Campos chego a este vídeo, e por este vídeo se conclui que o empreendedorismo também nesta área, supostamente refinada, rima com esclavagismo.

A Menina Design quando crescer quer um chicote. E está certo, confere com o tema da película.

Ó Schäuble, e se fosses à puta que te pariu?

Minijobs? Minijobs? Miniwages, miniconditions, minilives, isso sim!
Que os pariu a todos!!!!

Não Sabem O Que São Sacrifícios

Desde há trinta e cinco anos que a abundância chegou às nossas casas. Só quem viveu durante anos nos anos anteriores a 1974, pode saber do que estou a falar.
Os ordenados eram baixos, as ferramentas existentes para enfrentar a vida eram escassas, o espírito de sacrifício geral era enorme.
Quem tivesse tido a sorte e o engenho (porque só os melhores de entre os que tinham tido essa hipótese o conseguiam) de chegar a ter um curso superior, atingindo o patamar de ‘licenciado’, sabia que esse era o momento imediatamente anterior ao patamar de ‘estar empregado’. Nos dias de hoje, os dias em que existe uma overdose de qualificações, nos dias em que todos são doutores, essa relação já não existe. Banalizou-se o facto de se ser licenciado, havendo quem possua uma licenciatura mas não tenha as qualificações certas ou mais adequadas ao que o mercado necessita. Há cursos superiores para tudo e mais alguma coisa, mas não há mercado de trabalho correspondente. [Read more…]