Schäuble, o desavergonhado


Depois dos sucessivos ataques soezes a Portugal, tais como aqueles depois do governo que não era da sua eleição ter tomado posse, quando Schäuble precisava de desviar as atenções do Deutsche Bank e sugeriu por duas vezes que Portugal precisava de um novo resgate, é preciso ter uma lata descomunal para usar o caso português como referência para o seu suposto sucesso pessoal.

Já agora, atente-se na fotografia. O autor captou aquele momento que revela a relação de poder entre aquele que puxa os cordéis e o seu o testa de ferro.

Era uma vez a Europa

Numa história bem escrita, Paulo Pena relata no PÚBLICO os bastidores de uma certa Europa, trazendo à luz a realidade de poder, e não de economia, que reina no Eurogrupo.

Continua Varoufakis: “Em todas as reuniões do Eurogrupo, logo que se abria o período de intervenções dos ministros, ocorria o mesmo ritual. Primeiro, a claque de apoio do dr. Schäuble, constituída por ministros das Finanças dos países do Leste, competiria entre si para ver que é mais pro-Schäuble que o próprio Schäuble. Depois, os ministros dos países submetidos a resgates como a Irlanda, a Espanha, Portugal e Chipre – os prisioneiros-modelo de Schäuble – acrescentariam a sua bagatela Schäuble-compatível imediatamente antes de, por fim, Wolfgang, o próprio, vir a terreiro para finalizar com alguns retoques a narrativa que controlava desde o início.” [P]

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O grandessíssimo cabrão

O Deutsche Bank deverá estar novamente em apuros. É reincidência no assunto – não há coincidencias, Schäuble.

Valha-lhes São Schäuble

Com estas palavras de Pierre Moscovici, a Comissão Europeia deitou para o lixo um ano de discurso do medo.

PSD, CDS e outros terroristas da palavra ficaram desarmados e balbuciam incoerências, mas apenas porque a sua profissão é não estar calados.

Jornalistas, à míngua de apocalipses para títulos, gaguejam e nem São Schauble, padroeiro dos sem alternativa, lhes vale.

Enfim, uma chatice! Pior: uma geringonça! Pior ainda: o diabo!

Bilhete do Canadá – Que saudades que ele já tinha

Da sua submissa Luizinha, do seu lambe-botas Gaspar, do seu invertebrado Passos, do governo afinal manipulado pelo Portas salta-pocinhas. É o que se deduz das parangonas do jornal:

Schäuble diz que Portugal “estava a ser bem sucedido até entrar um novo governo” – Público

O homem que, em cadeira de rodas, vai a caminho duma derrota eleitoral no ano que vem, maila parceira Merkel, não podia dizer menos porque lhe está na massa do sangue o desejo desenfreado de mandar na casa dos outros, de espezinhar os povos dos outros países. Heil estafermo!

O plano de Schäuble

Este exercício à volta de uma epístrofe teve o propósito óbvio de sublinhar um truísmo. Outros o complementam, tais como:
– A sanha das sanções não se deve ao que aconteceu até 2015 (objectivos orçamentais sucessivamente falhados), mas sim ao facto de não ter sido eleito o governo escolhido por Schäuble.

– A Comissão Europeia, pau mandado do ministro das finanças alemão, não vai decidir aplicar sanções a Portugal no imediato, pois estas incidiram sobre as políticas do governo “certo” e, que chatice, os números oficiais da economia (reparem no sublinhado) não justificam tal tomada de posição.

– Ainda pela anterior razão, a decisão será sucessivamente protelada até que exista um pretexto para tal acto. Até lá, o clima de suspeição, prejudicial ao país, será sucessivamente renovado.

– É uma questão de tempo até que a actividade económica, em queda desde 2015, produza impacto suficientemente negativo que gere as condições para justificar as desejadas sanções. As quais vão prejudicar ainda mais o país.

Assistimos a um ciclo onde se criam dificuldades até que o actual governo caia, abrindo caminho à concretização do plano de Schäuble: uma Europa comandada por tanques que disparem controlo económico, no lugar de projécteis.

“Declarações de Schäuble mostram que ‘a desconfiança se instalou’, diz Passos”

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Quem colocasse de facto Portugal à frente não atiraria gasolina para a fogueira criada por declarações de tamanha irresponsabilidade. É nos pequenos actos que se vislumbram as verdadeiras motivações. Passos e seus aliados vibram com tudo o que prejudique o país, pois só a catástrofe lhes devolverá o poder.

É irrelevante se as coisas correm bem ou mal, basta que a direita aliada no poder vá criando dificuldades. E estas têm surgido. O exemplo mais gritante é todo o contexto à volta das eventuais sanções a Portugal, depois de um governo que falhou durante quatro anos e meio, enquanto aplicava zelosamente o programa do invasor. Porquê agora? A única explicação é não estar a cor certa no governo português.

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Lambisgóias

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Tudo bons rapazes. Uns falam dada a sua natureza de lambe-botas e outros porque enquanto se aponta para os outros não se olha para nós. Mas, lá está, quem aponta com um dedo deixa três dedos a apontar para si.

Bilhete do Canadá – Heil Schäuble!

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Quem nasceu para escorpião, morde sempre, envenena sempre, porque é essa a sua natureza. É o caso do Ministro das Finanças da Alemanha, o Sr. Schäuble, que gostou de humilhar a Grécia e se prepara agora para humilhar Portugal e Espanha. Porque é isso que transparece das suas ameaças, rosnadas, e depois desmentidas de forma ridícula.

Contra a natureza das pessoas que nascem más e nada aprendem com a História, temos obrigação de as afastar de lugares onde podem fazer mal a milhões de pessoas. E se for caso disso, esmagar o escorpião com a bota. Sem apelo nem agravo.

Para já, estou grata à Inglaterra. É a segunda vez na minha vida que ela me defende de certa gente que domina a Alemanha.
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A culpa é nossa

O Deutsche Bank afunda-se numa crise inquietante e as suas acções caem. Como a culpa só pode ser nossa, ‘bora lá pedir perdão ao Schäuble e pagar o prejuízo. Verzeihung, mein Führer!

Os mercados não estavam nervosos

Mas Cavaco e a quadrilha pede-lhes que estejam nervosos. Schäuble manda-os estar nervosos. E agora, eles podem mesmo ficar nervosos. É assim que funciona.

Renzi desafia Schäuble

e anunciou que caso a UE rejeite o orçamento italiano, ele será novamente submetido sem alterações. Dirigida na prática pela Alemanha, a economia italiana está em deterioração acelerada. França não fica atrás em descontentamento. Uma nova fase da crise europeia está lançada. A mais perigosa de sempre, segundo Varoufakis.

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Parece que é preciso repetir, repetir, repetir, repetir,

Schaeuble my precious

No passado domingo, Schäuble dizia que havia um problema de confiança com a Grécia. E colocou como condição para a apoiar que um fundo luxemburguês administrasse 50 mil milhões de euros dos gregos.

Mas…

Entretanto soube-se que esse fundo era administrado pelo banco estatal alemão KfW, cujo chairman é Schäuble. Nessa altura deu-se uma inversão nas negociações e começou-se a desenhar um acordo. Isto poucas horas depois de Merkel assumir publicamente que não haveria acordo.

Portanto…

Não havia problema de confiança nenhum, o que se passava é que

Schäuble queria meter a mão nos 50 mil milhões  de euros dos gregos;
Schäuble queria meter a mão nos 50 mil milhões  de euros dos gregos;
Schäuble queria meter a mão nos 50 mil milhões  de euros dos gregos;
Schäuble queria meter a mão nos 50 mil milhões  de euros dos gregos.

Durante 6 meses nunca houve acordo quanto à Grécia porque  [Read more…]

Com que então era uma questão de confiança

“Eurogrupo quer transferir activos gregos para banco de Schäuble e Gabriel”, lê-se no ionline. Soma-se a ganância à sede de poder que imaginei.

Só uma dúvidazita

Passos Coelho e Paulo Portas subscrevem as palavras de Schäuble? E Nuno Melo e Paulo Rangel, que passaram a semana com azia?

Isto é um merdas e nada mais: Schäuble oferece Grécia em troca do Porto Rico

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17h00 – “Ofereci ao meu amigo Jack Lew, por estes dias, uma troca: trazíamos Porto Rico para a zona euro e, se os Estados Unidos quiserem, levam a Grécia para a união do dólar”, disse o ministro alemão das Finanças, Wolfgang Schäuble, num evento em Frankfurt. Lew, o secretário norte-americano do Tesouro, “pensou que era uma piada”, ainda acrescentou Schäuble. Porto Rico, que faz parte da ‘commonwealth’ norte-americana, está actualmente com 72 mil milhões de dólares de dívida, que o governador diz que a ilha não consegue pagar. [Econónico]

Não é de um «Grexit» que a Europa precisa mas de um «Schäubxit»

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Em 1990, a RDA (que precisava de ser “salva”, para ser integrada na Alemanha) exibia os mesmos sintomas que a Grécia em 2015 relativamente à UE. Foi então criado, pelo mesmo Schäuble, actual coveiro da Europa, um imposto de solidariedade, para financiar a unificação alemã. Artigo (em francês) do jornalista alemão Kai Littmann.

Portam-se bem

recebem um biscoito e duas festinhas na cabeça.

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Schauble sabe-o perfeitamente. Se os gregos atingirem os pretendidos 3% de saldo primário orçamental (sem juros) conseguirão atingir a meta à custa de uma enorme crise humanitária e política no país. Dada a posição geopolítica dos gregos no controlo do mediterrâneo, não interessa nem à Europa nem aos EUA ter ali um estado colapsado, passível de receber a qualquer momento a influência de 3 ameaças: a perigosa extrema-direita grega, o fundamentalismo islâmico ou a influência russa.
Dada a actual dívida dos gregos (240% do pib, mais coisa menos coisa), mantendo-se o pib grego numa condição coeteris paribus durante as próximas décadas, Atenas demorará cerca de 60 anos a tornar a sua dívida sustentável, isto é, se no decorrer dos tempos não criar mais dívida. A dívida grega é pura e simplesmente impagável ou pagável à custa de um século de sofrimento do povo grego. Compreende-se o medo de varoufakis nas negociações: financiamento a curto prazo. Sem financiamento a curto prazo, nenhuma ideia que o governo grego tenha para inverter a situação será concretizada não existe fundo de maneio para a concretizar, tão pouco para o país cumprir as suas obrigações. [Read more…]

Um bom aluno com péssimas notas

MLA

Foto@Diário de Notícias

A química é inegável: herr Schäuble e a sua melhor aluna nas cadeiras de Austeridade Fanática e Vassalagem Aplicada parecem mais próximos que nunca. O professor tece rasgados elogios à aplicação do ajustamento, a aluna responde com um pedido de firmeza para com as posições do governo grego e mostra os dentes a Varoufakis nas reuniões do Eurogrupo, demonstrando que a solidariedade que os seus pares tanto elogiam à Alemanha é relativa. Solidariedade sim senhor mas para “radicais”, radicalismo e meio.

Mas entre ronronares e festinhas na cabeça da embaixadora do ministério das Finanças alemão em Lisboa, a realidade, essa malvada, conta-nos outra história. A história de uma dívida que, após tantos sacrifícios, compromissos sobre metas a atingir e propaganda permanente, insiste em aumentar. E para não variar, a dívida pública voltou a crescer em 2014, algo que se traduz num aumento de 0,7% face a 2013. Traduzindo isto para euros, falamos de um valor que ascende a 224.477.000.000,00€. Duzentos e vinte e quatro mil milhões e meio de euros.

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Nem o vice-chanceler alemão concorda com Schäuble

Sigmar Gabriel, líder do SPD, defende que a carta grega é um primeiro passo numa boa direcção.

Correspondência entre Atenas e Berlim

varoufakis-schauble
A carta de Varoufakis a pedir mais seis meses de financiamento.
Schäuble diz que não.
[em Inglês]

Ó Schäuble, e se fosses à puta que te pariu?

Minijobs? Minijobs? Miniwages, miniconditions, minilives, isso sim!
Que os pariu a todos!!!!

Alemanha é o grande depósito de adidos

Regressámos aos tempos da ‘valise en carton’. Portugueses e outros desafortunados incham a Alemanha. Oxalá um dia rebente nas ventas de Merkel e Schäuble…e que o Gaspar esteja presente.

Eurogrupo: conjunto de imbecis às ordens de Schäuble e participado por Gaspar

De Manuela Ferreira Leite a Paul de Grauwe, passando por Paul Krugman e outros académicos e especialistas, há um numeroso grupo de economistas que se pronunciou, em uníssono, pela contestação  da medida imposta a Chipre e sua generalização de confiscar depósitos bancários em situação de resgate financeiro de qualquer País da Zona Euro que, no futuro, venha a recorrer à tóxica ajuda da ‘troika’ – depósitos superiores a 100.000 euros, entenda-se.

A generalização da medida foi anunciada por Jeroen Dijsselbloem, o holandês agora presidente do Eurogrupo, eleito para a função; segundo o suplemento económico do ‘Expresso’ (pg. 5), os critérios de selecção foram os seguintes:

Foi escolhido não pela sua experiência política e económica mas por ser um guardião das ideias mais ortodoxas do norte da Europa relativamente ao sul.

Esta frase não se limita a definir o mandarete holandês. Caracteriza claramente a subserviência à Alemanha – personalizada em Schäuble – a que o belga Paul da Grauwe, Prof. da ‘London School of Economics’, no mesmo suplemento (pg. 9) se refere nos seguintes termos:

[…] A Alemanha nunca aceitaria que os seus bancos fossem tratados como os bancos cipriotas foram. E usam o dinheiro dos contribuintes se necessário. [Read more…]

A maré cidadã em Espanha

Ontem, o povo espanhol  protestou contra ‘o golpe de Estado financeiro’. Como estoutras imagens documentam, manifestou-se de forma pacífica e em número massivo, em defesa dos direitos de cidadania. Contra o desemprego, os ataques do governo ao Estado Social e uma política de austeridade, estritamente financeira com que a CE e os governos dos países atingidos torna insuportável a vida de milhões de cidadãos.

Na forma usual,  a resposta foi  o método de repressão que consistiu em utilizar a brutalidade policial que, infelizmente, se transformou em paradigma nos países mais fragilizados pelo crime da crise, cometidos pela banca, os anónimos mercados e investidores e a conivência de políticos.

Sancionados, portanto, pelo governo de Rajoy, os acontecimentos junto da estação de ‘Atocha’, de nefastas recordações, polícias espanhóis, uma vez mais, fardados, armados e capsulados por viseiras, escudos, pistolas e bastões, investiram ao estilo de animais selvagens. Puniram cobardemente quem contestou, sem ínfimo respeito pelos direitos de cidadania, os mais atingidos foram grupos de mais jovens. Infelizmente, aqueles que são as maiores vítimas da crise a quem um futuro de perspectivas vácuas reserva inteloráveis situações de pobreza ou mesmo de miséria que, na definição de Charles Chaplin, se transforma na mais dura forma de vida humana, porque se transforma em vício.

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