Sexta às 9

Falou hoje sobre crianças retiradas às suas famílias, pelas quais, depois, o Estado paga 800 euros, por mês, a “Instituições” que as mantêm cativas.
O Senhor Presidente da República deve pronunciar-se sobre isto. E enquanto isto não estiver devidamente esclarecido, ninguém deve falar mais sobre o Sr. Trump.

Hoje dá na net: Opium Brides

Opium Brides é uma reportagem sobre a troca de crianças por dinheiro, de abusos e de humilhação numa terra sem lei. Com a entrada do exército dos EUA no Afeganistão e com a consequente remoção do poder dos Taliban, a plantação de papoila e o tráfico de ópio floresceu, transformando o Afeganistão no maior produtor mundial. Numa terra paupérrima os agricultores são forçados a aceitar empréstimos dos traficantes de droga para poderem fazer as suas sementeiras. Se não pagam, por qualquer motivo, são obrigados a dar os próprios filhos em troca.

Esta reportagem cumpre outro propósito, dá um rosto aos habitantes do Afeganistão, coisa que só muito raramente vemos na nossa comunicação social.

Em inglês, sem legendas.

Essa coisa chamada EUA

Essa coisa chamada EUA está minada de contradições desde a ponta dos cabelos às unhas dos pés. Apenas três, das mais recentes:

Li nas notícias:

“As autoridades suspeitaram de uma tentativa de tráfico de crianças e prenderam, no Haiti, dez cidadãos norte-americanos da Igreja Batista que se faziam acompanhar de 31 crianças, com idades entre os dois meses e 12 anos”.

 O que se espera? Todo o cozinheiro sabe que o bolo é o que for a massa.

 “O exército americano confirmou neste sábado ter suspendido os voos de retirada dos haitianos gravemente feridos durante o terramoto de 12 de Janeiro, enquanto aguarda uma decisão sobre quem se encarregará das despesas com o tratamento deles nos Estados Unidos”.

O que se esperava? Deve ter ficado mil vezes mais cara a ocupação militar do Haiti do que o tratamento dos feridos graves. Saiam do Haiti, deixem que Cuba, a Venezuela e outros países da América Latina tratem os feridos graves, que eles, apesar de pobres, de certeza não apresentarão as contas a ninguém.

“O ministro dos Negócios Estrangeiros chinês pediu hoje aos Estados Unidos que suspendam a venda de armas a Taiwan e classificou a intenção de Washington como uma “decisão errada”, noticiou hoje a imprensa local”.

O que se esperava? Porque é que os EUA não vendem uns mísseis aos separatistas do País Basco?