Hoje começou o Verão

A baixa temperatura que se regista só tem uma explicação: o governo cortou no calor.

Quem vê caras

Pode parecer bizarro, mas acho que já vi esta cara noutro corpo e não era peixe

A vi e morri por ela – texto romântico

A minha Dama das Camélias

Era uma Violeta, era uma Camila, era a namorada de Alexandre Dumas filho, era a segunda mulher de Giuseppe Verdi, essa soprano da qual ele, casado e com filhos, o libertador da Itália dos Borbon Orleáns, o Deputado por aclamação, foi seduzido.

Uma Violeta de La Traviata, escrita pelo nosso jovem galã, apenas pode ser um ser divinos, de riso alegre, de alegria pela vida, sem medo da confrontar, com as suas duas mãos esticadas, as penas e as alegrias do amor, ou o endividamento, a poupança, saber usar os artefactos informáticos com uma habilidade nunca antes conhecida para um amador. Os técnicos têm os seus estudos, a sua preparação, estão obrigados a resolver a nossa ignorância informática, a saber endireitar o que nós nada sabemos para poder escrever. Como acontece comigo cada dia que escrevo e não sei esticar o uso do artefacto sob os meus dedos. Ela foi formada por mim na minha ciência, era a minha companheira de caminhadas, sabe gritar quando fica impaciente e gritar alto, com zangam mas com feitio. Uma dama, uma senhora.

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amigos e companheiros

a solidariedade é o bem mais prezado, Dear May

….para a minha neta May Malen I Isley, para começar a aprender…

Dois conceitos de difícil definição. Dois conceitos relacionados com os sentimentos, com a interacção social. Conceitos diferentes para adultos e crianças, para classe social, para o tempo que passa e se escorre entre a cronologia da História e os hábitos definidos ao longo do tempo.

Normalmente, o conceito de amigo, é ser solidário com problemas, alegrias, amarguras, amores e desencantos das pessoas com quem convivemos em momentos e alturas diferentes. Por outras palavras, eu diria que é estar ao dispor de seres humanos que amamos e dos quais dependemos nas ideias, no trabalho e, especialmente, na educação das crianças que, por causa da nossa amizade de adultos, passam a ser não apenas pequenos que entendem em conjunto a interacção social, a dependência dos adultos e a disciplina que estes lhes incutem. Este comportamento separa já os dois conceitos que refiro: amigos e companheiros. A subordinação às formas de ser, agir, ouvir e aceitar, faz das crianças amigas e companheiras. O adulto, com maior experiência de interacção na vida social e na cronologia histórica acumulada no tempo, torna possível separar as duas palavras: amigo, dependente; companheiro, fidelidade sem condições. Acrescentaria ainda que, como conceito, amigo define uma hierarquia que depende do lugar social que a pessoa ocupa ou do lugar que alcançou na vida. Além

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nas dissertações, nós ou eu?

meditações sobrejúri de agregação de Ricardo Vieira, ISCTE, Março 2006

…para Ricardo Neve Vieira, o meu melhor discípulo….

Umberto Eco, no seu livro Como se Faz Uma Tese em Ciências Humanas? recomenda o uso do nós. Existem outros que exigem esta posição aos seus orientados e ainda outros que não se manifestam, sendo-lhes indiferente. Mas, contudo, quando a natureza dos estudos tiver uma componente etnográfica e porque o trabalho etnográfico vive do eu do investigador? (Silva, 2003, p. 71), e também porque todo o texto etnográfico deve sempre utilizar a primeira pessoa do singular? (Ball, cit. ibidem), parece-me que será mais indicado seguir este caminho. Como as características da abordagem qualitativa se confundem com as características do método etnográfico, sendo esta comparação acentuada na obra de Bogdan e Biklen (1994), de Caria (2002) e de Silva (2003), não fosse a referência à descrição profunda? (Bogdan e Biklen, 1994, p. 59) ou ao vocabulário diferente? (ibidem), onde acrescentam que actualmente os investigadores utilizam o termo etnografia quando se referem a qualquer tipo de estudo qualitativo, uma vez que ambos acentuam a vertente descritiva relativamente a conversas e pormenores com pessoas e locais, o uso do eu numa investigação predominantemente qualitativa (intensiva) tem todo o sentido. Outras das razões é a coerência descritiva, e evitar alguns contra-sensos sem qualquer lógica, como por exemplo afirmar que somos presidentes do conselho executivo na Escola. Parece-me também, que não se deve responsabilizar ou mesmo abusar do orientador, afirmando [Read more…]

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