a greve do 24 de novembro fracassada

É quase um delírio. Ver essas multidões a marchar para defender os seus direitos sindicais e cidadãos. É arrepiante ver como os direitos dos trabalhadores dos trabalhadores são avacalhados. Torno a dizer é quase um delírio, porque quem deve mandar em uma República, são os representantes dos trabalhadores. Mas, qual é essa representação? Ao modo de cada partido e não à moda dos direitos que o operariado tem. Cada partido político, tem a sua quota-parte do povo, nem todos da mesma classe social. Os partidos, ou dito de outra forma: união de muitas pessoas para um determinado fim, objectivos parciais, facçãofação, bando. Um partido político é um bando de pessoas unidas pelo mesmo objectivo. Eu diria que todos eles procuram meio para que os seus apoiantes possam lucrar. Lucros diferentes entre todos eles.

Mozart – Requiem Mass in D Minor Wolfgang Amadeus Mozart’sfinal Masterpiece was commissioned in mid 1791 by the Austrian count Franz Von Walsegg

Não tenho dúvida de que o Partido Comunista, universal como ele é, não transa à igualdade dos membros de uma sociedade, por motivo nenhum. Bem sabemos que a propriedade privada é como o espantalho do PCP: ora junta pessoas, ora desune seres humanos. No entanto, por morar numa democracia em que a maior parte da população procura a sua casa própria, o seu lar do qual não pode ser retirado, acabou essa batalha dos alvores do comunismo dos tempos de Lenin, hoje em dia todo PC que se estime, procura essa propriedade para os seus aderentes. A ideia de Marx, manifestada no Manifesto Comunista de 1848, ficou como princípio. Hoje em dia reina a procura de que estime adquirir, ou por compra directa, ou por crédito, uma casa que seja o tecto da família, uma casa aberta para todos, especialmente para os camaradas. No seu inicio, o Partido Socialista procurava o mesmo objectivo para o povo. Mas, apenas começou a governar, o partido socialista guardou numa gaveta, até o dia de hoje, a ideia da igualdade e aceitou a sociedade de classes definida também por Marx no seu Manifesto de 1848. O socialismo é um sistema daqueles que querem transformar a sociedade pela incorporação dos meios de produção na comunidade, pelo regresso dos bens e propriedades particulares à colectividade!coletividade, e pela repartição, entre todos, do trabalho comum e dos objectosobjetos de consumo. Bem sabemos, faz um minuto atrás, que esse princípio ficou bem guardado. Enquanto escrevia estas linhas, ouvi a notícia que o orçamento de Estado foi aprovado como tinha sido apresentado pelo Governo que nos desgoverna, e que, a partir de hoje, nos desgoverna ainda mais. Esse incorporar os meios de produção dentro da comunidade, deve ter ficado para a lembrança histórica do nosso país. Apenas quatro membros do PS da Madeira, votaram em contra por que este orçamento legisla contra a colaboração orçamental do governo central, ao arquipélago da Madeira que, doravante, deverá usar os seus recursos para a sua sobre vida. O Partido Comunista votou em contra, como o Bloco de Esquerda e o Partido dos Verde, parte da coligação de esquerda PCP, Bloco e Verdes. O CDS – PP votou em contra, como os seus princípios mandam. O eleitorado do CDS-PP é diverso, mas o peso eleitoral do partido é maior no Norte e no Centro do País, sendo extremamente reduzido a sul do Rio Tejo. E o Partido denominado PSP ou Partido Socialista Popular absteve-se, como estava combinado com o actual PS, cujas linhas de acção são bem diferentes aos PSP dos países da Europa do norte. Este é o parido dos Bancos, dos financistas, dos comerciantes, dos que investem capital em indústrias da sua posse ou dos seus representados. O Partido Social Democrata (PPD/PSD)[2] é um partido político português, fundado em 6 de Maio de 1974, por Francisco Sá Carneiro, Francisco Pinto Balsemão e Joaquim Magalhães Mota sob o nome Partido Popular Democrático (PPD). Foi legalizado em Janeiro de 1975. Sozinho ou em coligação, o PSD tem formado diversos governos da III República Portuguesa. A social-democracia é uma ideologia que surgiu em fins do século XIX e início do século XX por partidários do marxismo que acreditavam que a transição para uma sociedade socialista poderia ocorrer sem revoluções, mas por meio de uma evolução democrática. A ideologia social-democrata prega uma gradual reforma legislativa do sistema capitalista a fim de torná-lo mais igualitário. A corrente social-democrata foi a principal ideologia do partido à época da sua criação. Fonte: A social-democracia é uma ideologia que surgiu em fins do século XIX e início do século XX por partidários do marxismo que acreditavam que a transição para uma sociedade socialista poderia ocorrer sem revoluções, mas por meio de uma evolução democrática. A ideologia social-democrata prega uma gradual reforma legislativa do sistema capitalista a fim de torná-lo mais igualitário. A corrente social-democrata foi a principal ideologia do partido à época da sua criação. Fonte: CARNEIRO, Francisco Sá, Por uma Social-Democracia Portuguesa, Lisboa, Publicações Dom Quixote, 1975, pp. 42-44, e ROSETA, Pedro; Introdução de “Dez Congressos Dez Anos de Vida” preparado pelos Serviços de Informática e Documentação do Partido Social Democrata por ocasião do XI Congresso realizado em Braga de 23 a 25 de Março 1984 (publicação do PSD).

As medidas de austeridade do OE para 2011, aprovado pelo Parlamento hoje, colocarão o défice público português entre os mais baixos da Europa, disse o primeiro-ministro.

“Um défice abaixo da média europeia, um défice que colocará Portugal junto dos países com défices mais baixos em toda a Europa. Este é o objectivo deste orçamento. É por isso que tomámos estas medidas difíceis”, acrescentou.

O OE para 2011, que tem como meta reduzir o défice para 4,6% do Produto Interno Bruto (PIB) versus 7,3 previsto para 2010, teve a sua viabilização assegurada após um acordo entre o Governo e Partido Social Democrata (PSD) – o maior partido da oposição – que se absteve para “defender o interesse nacional”.

“Não há a mínima alternativa que não passe por um esforço colectivo para que possamos pôr Portugal fora daquilo que é o centro de uma crise financeira de grandes dimensões e uma crise económica que assola todos os países desenvolvidos”, afirmou.

A dívida soberana portuguesa, recentemente arrastada pela situação da Irlanda, tem estado ‘debaixo de fogo’ dos mercados internacionais, que têm visto Portugal como o possível próximo ‘elo mais fraco’ a ter de procurar ajuda da ‘safety net’ da União Europeia (UE) e do Fundo Monetário Internacional (FMI).

Há que considerar os diferentes debates parlamentares sobre questões de finanças públicas e compreender o contexto internacional durante o período em análise.

O trabalho basear-se-á na consulta e análise detalhada das sessões parlamentares referente a matérias de finanças públicas durante o período em consideração, no tratamento e interpretação de informação estatística e no estudo e compreensão de trabalhos anteriormente publicados sobre este tema. Fonte: As finanças públicas portuguesas de 1911 a 1926, de Luís Beato Nunes, Aluno do Programa de Doutoramento em Economia da Faculdade de Economia da Universidade de Coimbra (FEUC) e da Escola de Economia e Gestão da Universidade do Minho (EEGUM).

É evidente que nem todo Orçamento de Estado pode estar integrado pela Planificação de sacrificar ao povo para saldar as contas do Estado. Há um objectivo de investimento de dinheiro, mas é com o dinheiro do povo a partir de novos impostos e do incremento dos já existentes, como o Imposto de Valor Acrescentado ou IVA, que passa a ser de 23%, alça dos impostos do bens alimentar, dos bens fármacos e de roupa e calçado. São medidas de austeridade que pretende salvar ao país da falência, se este Governo é capaz de incrementar com investimentos em indústrias transformadoras de bens, melhorar os planos da agricultura e taxar as vendas fora do país dos produtos fabricados por nós. Para este objectivo resultar, será necessário ensinar à nova geração o que é economia e lucro, o que parece ser o objectivo do agrupamento de Escolas em prédios com docentes bem instruídos em finanças, além dos seus saberes científicos que ensinam.

Os jornais, de certeza, vão aprofundar esta análise com textos escritos por financistas, antigos Ministros e os Presidentes dos Partidos que se opuseram a este orçamento.

É-me quase impossível não dizer que entramos em economia de guerra. Se o Governo é capaz de incrementar o PIB, os esforços serão válidos. Mas duvido, a fama de Portugal é a de ser uma República que vende o sol, o verão, as noites estreladas, os verões baratos para as feris dos da Europa do Norte, aos que, ainda que nos entristeça, não seremos capazes de atender com a tradicional bonomia do bom povo português…

As minhas palavras são apenas um rascunho de ter transferido essa bonomia a um comércio de lucro com mais valia…

Comments

  1. Raul Iturra says:

    Começava a escrever este texto como A greve do 24 de Novembro revisitada, e ouvi a notícia: o muito punidor Orçamento de Estado tinha sido aprovado. A ritmo acelerado continue com o texto, trocando-o para o fracasso da greve. A maior das greves desde o 25 de Abril, foi um fracasso. Entramos em período de guerra com a economia, o trabalho e a produção. Muito confiei no PM, mas duvido, como todos os comentaristas dizem, que sem ajuda externa sejamos capazes de baixar o PIB a 4.5% Não temos indústrias transformadoras de produção! E, sem exportação, de onde será que aparece o lucro? De um povo esfomeado, como será este ano de 2011 para todos nós? Não sou homem de fé, mas após do dia de ontem apenas consigo dizer: Deus nos acuda!

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