Critérios editoriais e eleições

pescadinha

Critério editorial é quando o Medina Carreira puxa de um gráfico onde demonstra que já o Bandarra tinha previsto que isto ia acabar assim, entra o Mário Crespo em debate acalorado com os seus convidados de esquerda enquanto benze os de direita e no meio aparece o beato César das Neves vestido de fantoche e gritando em orgasminhos consecutivos, Não há dinheiro, Não há dinheiro. Nos intervalos José Gomes Ferreira apresenta o seu programa de governo, escrito a quatro mãos com o José Rodrigues dos Santos e onde se assegura a salvação da pátria por intervenção do Arcanjo Gabriel, já anunciada ao FMI.

Critério editorial, e não jornalístico, editorial do editor que responde perante o director que responde perante o patrão, que responde diante do banqueiro, e todos em coro guincham: andámos a viver acima das nossas possibilidades, não há dinheiro para a democracia.

Aplicado às eleições consiste em dar tempo aos mesmos para que ninguém vote nos outros, que horror, os outros que metam o rabo na boca e em pescadinha fiquem desfeitos, queriam cobertura tivessem sido eleitos, não foram eleitos, não existem.

A democracia é mesmo uma chatice, razão tem o Alberto João, estado de emergência em cima deles, Salazar, Salazar, Salazar, a fortuna que se gasta em eleições, nomeiem-se os presidentes da Câmara, escolham-se os regedores no final da missa, estava tudo tão bem como estava e tinha de vir esta gente com modernices.

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