O Henrique Raposo quer as cidades sem cães. E multas, muitas multas. Um libertário, o Raposo.
Expor ao vento. Arejar. Segurar pelas ventas. Farejar, pressentir, suspeitar. Chegar.
O Henrique Raposo quer as cidades sem cães. E multas, muitas multas. Um libertário, o Raposo.

Um longo monólogo, com muitos gestos e fundo musical E o colega com bichinhos carpinteiros. As perguntas que já não se fazem, colocam-se. Uma confusão de pessoas e de nomes. No afã de interromper e de falar por cima, quase saía um cinquenta por cento, em vez de trinta.

Segundo EUA e Israel, o Irão está militarmente obliterado. Na realidade, há mísseis iranianos a atingir localidades de Israel (que tem das melhores defesas aéreas do mundo), além da península arábica.
Falta pouco para Trump dizer que acaba esta guerra com um telefonema.
Subida exponencial do preço do petróleo, aumento da inflação e das taxas de juro, perda de poder de compra, perigo de incumprimento nos créditos bancários, tudo em ambiente de forte especulação e de bolha imobiliária. Onde é que eu já vi isto?!
diz Santana Lopes. Pois. Mas só uma pessoa escreveu «agora “facto” é igual a fato (de roupa)». Uma.
Vinícius Jr. “incluiu a Seleção Nacional no lote de favoritos à conquista do Mundial 2026“. Lembrete: ‘selecção’ ≠ ‘seleção’.
Efectivamente, no Expresso: “Enfermeiro nomeado para coordenador da Estrutura de Missão para as Energias Renováveis deixou o cargo quatro dias depois da nomeação ter sido publicada“.
É possível lermos, num artigo de Jorge Pinto, “um partido que defende a política assente na ciência e nos dados” e a indicação “O autor escreve segundo o acordo ortográfico de 1990“? É.
“uma constatação de factos“. Factos? Com /k/? Estranho. Então e o “agora facto é igual a fato (de roupa)“?
“o nosso sentimento e as nossas condolências para com as famílias daqueles que não evitaram a trágica consequência de perder a vida”. Sacanas das pessoas, culpadas de não terem evitado morrer.
Não é Trump always *chicken out (00:31). O verbo é to chicken out, conjugado na terceira pessoa do singular (presente do indicativo), logo, aquele s faz imensa falta. Oh yeah!
Por lá, pó branco, só se for gelo. Como sabemos, o combate à droga é a motivação destas movimentações. A libertação de Hernández foi uma armadilha extremamente inteligente para apanhar os barões da droga desprevenidos.
Oferecer um calendário ou uma agenda a Mourinho. O jogo é na terça…

« Mais vous avez tout à fait raison, monsieur le Premier ministre ! » (1988). Mas, prontos. Voilà. Efectivamente.
Existe uma semelhança entre as pianadas do Lennon no Something e do Tommy Lee no Home Sweet Home.
Moreira, mandatário de Mendes, admite que avanço de Cotrim o levou a não ser candidato a Belém. Júdice, mandatário de Cotrim, votará Seguro na segunda volta.
O “cartel da banca” termina com um perdão de 225 milhões de euros aos 11 bancos acusados de conluio pelo Tribunal da Concorrência. Nada temam!
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Ele tem medo de cães!
Uma coisa não tem nada com outra. Considero-me um libertário, e não vejo que isso tenha necessariamente de atenuar, quanto mais de evitar, os princípios mais elementares de civismo. Não vale a pena responder a argumentos com apodos: a personagem, que nem aprecio minimamente (não vou dizer aqui o que penso do rapaz, porque seria insultuoso), está desta vez cheiinha de razão. (p.s.: Sugiro-lhe que experimente morar uma só semana numa rua – como a minha de décadas – em que, além dos excrementos por todo o chão, tornados um mal muito menor, há cães a ladrar dos dois lados, a noite toda, no seu prédio, a seu lado, a seu outro lado e em frente a si. Fique sem poder dormir uma só noite no ano, apesar de todas as leis da República – só aí é que vejo onde possa entrar o «libertário», mas a «liberdade» em países atrasados e de atrasados, como este, será sempre a selva… Faça isso, e depois vemos se dá ou não razão ao Raposinho.)
Eu fico sem dormir várias noites do ano porque andam animais humanos à solta na minha rua. E nem sequer gosto de cães, sou do partido dos gatos. Daí a achar que a praxe deve ser proibida vai uma longa distância. Mas há uma diferença: sou mesmo libertário hoje, e prezo as conquistas históricas que no seu tempo os verdadeiros liberais obtiveram.
Se só fica várias, nem está nada mal, há quem fique todas… Mas, das duas, uma: ou não aceita a existência de leis, e então não entendo a pertinência do apontamento, ou aceita, e então não entendo por que não se possa legislar quanto aos animais humanos e quanto aos respectivos animais animais. Ainda menos entendo o que tem a praxe (está a falar da universitária, ou da «praxe» de deixar dejectos canídeos no chão? não percebi) que ver com o assunto. Por fim: diferentemente do Raposo, que não gosta de cães, mas coincidindo, quem gosta também não tem, nem quer, cães na cidade. Sabe porquê? Pela simples razão de que não vê os cães como um brinquedo de tipo quase decorativo, à tuga, se preocupa com o bem-estar dos bichos e sabe que esse bem-estar só é possível, no caso, em espaços amplos e abertos, vide campo. Ao contrário dos gatos.
Ser libertário é não querer leis. Ser, digamos, progressivamente libertário é querer cada vez menos leis, cada vez mais brandas, regulando só o mais importante da vida colectiva. Salvo melhor opinião, há coisas/leis bem menos importantes aprovadas todos os dias do que regras de urbanismo e civismo e convivência nas cidades, que nem são assim tão despiciendas…