Tiago Bettencourt: Aquilo que eu não fiz


Esta canção é muito simples. Não tem grandes metáforas, nem segundos sentidos. Escrevi-a para mim, porque um dia acordei e percebi que já há uns tempos que me sentia a sofrer as consequências de uma jogatana qualquer com a qual eu não tive nada a ver. Lembrei-me de quando estava na primária, quando um coleguinha qualquer lá na turma fazia uma tolice às escondidas e a professora dizia: se ninguém se acusa ficam todos de castigo! O coleguinha nunca se acusava… e ficávamos todos de castigo.

Esta canção não fala só de um coleguinha. Fala de muitos coleguinhas que ao longo de muitos anos fizeram muitas tolices. Coleguinhas por Portugal inteiro, em todas as áreas da sociedade, não só na política mas quase sempre debaixo da sua alçada. Esta música fala de desonestidade, de falta de respeito e amor pelo nosso país, o que quer dizer, pelo próximo. Mais nada.

Tiago Bettencourt

Sobre João José Cardoso

Comments

  1. E que se nora estar em crescendo

    • Mais reaccionário que a ICAR sobre o pecado (ao menos eles sempre absolvem com umas rezas) só isto: o homem (e 50% dos eleitores) esteve com o Cavaco, logo há-de penar no inferno, e sem direito a arrependimento.
      Tristeza.

      • Falhou no alvo. Não sou daqueles que acha que o povo tem aquilo que merece, nem que a revolução só se fará com os puros. Que venham todos, mas que saibam assumir o seu passado, e não branqueá-lo. Evitamos ficar com cara de parvos da próxima vez que ele actuar num congresso da JSD. Cumprimentos

        • Qual alvo?
          Quem falha no alvo, acho eu, olha para uma cantiga e pensa no autor.
          Eu penso na cantiga. Queres um exemplo? o Paulo de Carvalho vale pelo E Depois do Adeus, e muito mais que cantou em 74/75, ou pelo hino do PPD?
          Objectivamente a cantiga tem uma letra que é um cartaz dos que se desiludem agora com quem até apoiaram. Óptimo, não lhe vou apontar o que fez antes. E se voltar a fazer, ignoro ou critico, tão simples como isso.

          • Verdade, não consigo dissociar a obra do artista, porque é o artista que muitas vezes esclarece as ambiguidades da sua criação. No caso desta canção, quem diz que não é uma visão alaranjada dos excessos da governação socialista? Bom, até pode ser que seja apropriada indevidamente, como a música de Springsteen o foi pelo Reagan. 🙂 Cordiais cumprimentos.

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