E se isto tivesse acontecido na Rússia, na Venezuela ou no Irão? (II)

Escola católica expulsa criança que se encontrava em tratamento de uma leucemia linfoblástica por acumulação de faltas, “devido à sua incapacidade de corresponder aos nossos padrões académicos e de assiduidade“. Como reagiríamos se fosse uma escola islâmica?

Comments


  1. Muito provavelmente a censura nem tinha espaço para nós protestarmos contra tal aberração. (católico)


    • Até concordaria no caso do Irão, mas se a censura é assim tanta na Rússia e na Venezuela, como raio chegam cá as notícias?


      • Na Rússia funciona mais o assassínio dos opositores e dos jornalistas, mas tal como a trova do vento que passa: há sempre alguém que resiste, há sempre alguém que diz não, mas por norma estes denunciam mais exemplos maiores do que colégios, católicos ou ortodoxos, já que as escolas corânicas são mais do que isto e bem sabemos o que por lá se passa.mesmo no irão.


        • Não me respondeu a questão sobre como chegam cá as notícias.

          Mas já que fala em jornalistas assassinados, foram assassinados uns quantos pró-russos na Ucrânia e pelos vistos também não incomodou muito os moralistas ocidentais. E se você acha que na Rússia se vive um repressão tão grande em termos de comunicação social, sugiro que faças as malas e passe lá uma semana para perceber que tal simplesmente não é verdade. Sugiro a leitura do Moscow Times por exemplo. Em inglês e altamente crítico do regime Putin, que é um bárbaro, mas nem mais nem menos que os seus pares norte-americanos. Aliás, Putin tem que comer muita sopa até chegar aos calcanhares de qualquer presidente norte-americano no que a matar diz respeito.


          • Não aceito a sua sugestão, a sair a sério de Portugal só para o meu País natal, o Canada, jamais para a Rússia aputinada, para esta não faz parte dos meus projetos agora, nem por uma semana.
            Chegam cá as notícias por que se o vento cala a desgraça, há gente que resiste, que diz não e passa a mensagem, pensei que compreenderia a a resposta. Não, não falei de jornalistas assassinados, nem comunicação social falei de opositores, é muito mais abrangente.
            Eu também resisto por cá, mas mesmo nos mundos mais fechados sempre houve quem passasse a mensagem.
            Eu não estou a defender outros Estado, embora penso que há muito mais tolerância sua pelo que de mau se passa no Irão, Venezuela e na Rússia do que o que se passa noutros estados, quer sejam nos EUA ou Alemanha, etc. e um mal é mal em si tanto seja em Baltimore, Caracas, Teerão ou Moscovo, tal como fanatismo é fanatismo quer seja católico, evangélico ou islâmico e genocídio tanto pode ser de alemães ou comunistas a eliminar judeus e gays, como turcos com arménios ou belgas com congoleses.


          • a minha frase está truncada: queria dizer não me limitei a falar de jornalistas… mea culpa.


          • Não lhe sugeri abandonar o país. Sugeri que passasse lá uma semana, não é bem a mesma coisa.

            Está enganado. Não há tolerância nenhuma. Agora para quê perder tempo a constatar o óbvio? Se tanta gente já o faz. Prefiro constatar que muitos dos hipócritas que criticam este “eixo do mal” são farinha do mesmo saco. Com a diferença de que ninguém mata ou destrói ao nível dos EUA.

  2. Hélder P. says:

    Esta rubrica tem futuro… Fica aqui uma sugestão para os próximos capítulos:
    http://www.jn.pt/PaginaInicial/Mundo/Interior.aspx?content_id=4535497
    “Presos obrigados a lutar como gladiadores”

  3. joão lopes says:

    se eu fosse branco,neoliberal e com uma boa conta bancaria,achava muito bem.se fosse pobre,desempregado e lê-se o CM ou visse a TVI já tinha levado a lavagem ao cerebro e continuava a achar bem.se fosse um assiduo da missa de fatima então ainda achava melhor.mas se eu fosse um verdadeiro catolico achava mesmo muito mal…

  4. José Gonçalves says:

    Inaceitável, como é óbvio. Mas, já que puxamos a carta religiosa, também é inaceitável que não se veja, por este blog que se preocupa tanto com a justiça e as liberdades, qualquer indignação ou mera referência à perseguição dos cristãos no Médio Oriente, na China, na Coreia do Norte, na Nigéria, etc., etc. Ou há vítimas boas e vítimas más?


    • Já por cá se abordou esse tema José Gonçalves. Se não acompanha os conteúdos do blogue com regularidade, talvez não seja boa ideia fazer conjecturas sobre o que aqui é ou não discutido para fazer valer o seu ponto de vista. De resto, quero fazer-lhe uma pergunta e deixar uma nota:

      Pergunta: Existem cristãos na Coreia do Norte?

      Nota: querer comparar países de terceiro mundo ou ditaduras às democracias ocidentais é incoerente. Não existem vítimas boas nem más. Existem países onde sabemos ao que vamos e países hipócritas que apontam dedos mas não hesitam em esmagar os direitos humanos sempre que determinados interesses se levantam.

      • José Gonçalves says:

        João Mendes, faço uma meia correcção ao que escrevi. De facto, encontro no Aventar referências à perseguição sofrida por cristãos no mundo não-ocidental. Porém, são referências laterais e diluídas (por exemplo, em simples enumerações de grupos vítimas do ISIS ou do Boko Haram). Não vislumbrei especial preocupação ou indignação com essas populações cristãs em concreto. Em todo o caso, não fiz nenhuma busca exaustiva nem tão-pouco me cabe determinar os critérios editoriais do blog (que acompanho com grande interesse e com cuja mundividência me identifico em larga medida).

        Quanto à pergunta sobre a existência de cristãos na Coreia do Norte, suponho que tenha uma segunda intenção que não alcanço. Não se sabe muito bem qual é a realidade religiosa por aqueles lados, pelas sobejamente conhecidas dificuldades de acesso ao país. Pela internet, encontram-se artigos como este: http://www.dw.de/a-dif%C3%ADcil-vida-dos-crist%C3%A3os-na-coreia-do-norte-e-na-china/a-17445180. Valem o que valem. Admitindo que os cristãos são poucos ou nenhuns, isso significaria a) que a perseguição não constitui um problema ou b) que a perseguição resultou em pleno, ao ponto do (quase) extermínio?

        Acerca da nota, é óbvio que os padrões devem ser mais exigentes com os países que são, ou se apresentam, como bons alunos em matéria de tolerância e direitos humanos. Todavia, o facto de sabermos ao que vamos em relação aos outros países, os do terceiro mundo ou as ditaduras, não deve significar conformismo com o que se passa por lá, como se se tratasse de uma espécie de normalidade aceitável de algum ponto de vista.


  5. Mais acima a minha frase está truncada, mea culpa, não me limitei a falar de…


    • cefaria,,, lindo nome! vá para o seu querido “país” avinagrado! gente de je suis Charlie… e outras castas…. aputinado … ahahah! já percebi que você é das tais que gosta de demoniazação de certas pessoas, nomeadamente presidentes … deve estar na guerra fria…. aputinados estamos nós, os portugueses com os tratados que esta colonia da Alemanha fez em nome da democracia….

Deixar uma resposta

Este site utiliza o Akismet para reduzir spam. Fica a saber como são processados os dados dos comentários.