Nadando, qual Tio Patinhas, no seu cofre bem recheado pela dotação – eu não disse doação – do “de cujus” António Champalimaud, a Tia Beleza organiza, de vez em quando, umas vernissages e coisas que tais, nas quais se possa pavonear entre pessoas infinitamente mais qualificadas do que ela, ostentando, com a dinheirama legada, uma condição de altaneiro mecenas cuja generosidade se derrama sobre a cabeça dos por ela eleitos. Agora, decidiu realizar uma luzida coisa – não sei como lhe chamar…- em que, entre ilustre e ilustrada companhia, se propõe – que os deuses a abençoem! – discutir nada menos do que como será o mundo daqui a cem(100!) anos.
Chegado aqui, vergo-me a tão arrebimbado objectivo e declaro a minha total incapacidade para perceber, sequer, o problema – acho, até, que tal problema não existe, imagine-se – comprometendo-me, ao mesmo tempo, a não me rir quando ouvir ou ler alguma das comunicações. Objectareis vós que entre os convidados existem mui famosos prémios Nobel, pessoas de grande sabença e chocalhantes medalhados. É verdade. Mas permitam-me que os divide em diferentes grupos:
i) – os verdadeiramente inteligentes e brilhantes, que os há entre os convidados, que aceitam participar porque devem ter achado bestial vir até Lisboa, em tempo de sol outonal e logística de luxo, passear, rir um bocado e gozar – elegantemente, claro – com a própria iniciativa (“daqui a cem anos?! não brinquem comigo”);
ii) Figuras do mundo político profissional que vêm fazer prova de vida e dizer umas banalidades sobre qualquer coisa, tanto faz.
iii) Os pomposos idiotas – omnipresentes nestas coisas – que vão mesmo, ai de nós, tentar explicar, acreditando no que dizem, como vai ser o mundo daqui a cem anos, o que prova que nem sequer entendem o que é o mundo hoje.
Espero, para conforto dos estimados visitantes, que o croquete esteja bom e a pinga de estalo. E quanto àqueles convidados que admiramos, não se preocupem que nós riremos discretamente convosco e compreenderemos que uma festa bem servida como esta não se pode perder. Pelo menos, enquanto ela durar, alguns de vós podereis fazer a boa vida que o vosso trabalho a sério vos deveria proporcionar.
Não sei se era este tipo de cagança social que o fundador tinha em vista quando concebeu a fundação e nomeou a sua primeira presidente. Mas, como diria um dos convidados, “é a vida”. Entretanto, a Fundação faz 10 anos. Quem diria…






Inveja é feia.
Daqui a 100 anos, os homens não vestirão cuecas (as mulheres também não)…
Já alguém questionou, porque é que a srª é a Presidenta?
Quem cabritos vende…
Touché.
A única coisa certa daqui a 100 anos, é a morte. Tudo o resto será um exercício de escrita criativa.
Não acompanhei este congresso por uma simples razão: não covidaram Cavaco Silva. Não para prever o que iria acontecer daqui a 100 anos, mas para que se compreenda o que acontecia há 100 anos.
lamento que a sua inteligência só dê para isto. Se estivesse calado não lohe aconteceria mal nenhum. Por acaso viu alguns dos convidados falar? É que por aquilo que (d)escreve não percebeu mesmo nada do assunto.
“se estivesse calado não lhe(lohe??!!) aconteceria mal nenhum”.cuidado Jose Gabriel ,não se pode ter opinião(boa ou má) sobre ex ou militantes do psd.e sobre a dos bifes,tambem não.nem sobre o que sera a vida daqui a cem anos.se quiser saber ,veja o “Planeta dos macacos”,mas aquele com o c. heston,o rei das armas nos eua.
“declaro a minha inacapacidade para perceber”; nã continuação não seria mais sensato ter deitado este post para o lixo? ou é masoquista e gosta que tenham uma opinião abixode cão de vexa?
Daqui a cem anos é bem possível que alguém que o José Gabriel conheça esteja vivo graças à Fundação que Leonor Beleza preside. Não se engasgue no croquete e não se afogue no tinto. E sobretudo não morda a língua…