Saque e desfaçatez sem fim

Como é que se pode abordar a filhadaputice de um CDS a brincar a Pilatos? E de um PSD que nacionalizou o Banif, com dinheiro público, mas sem ter resolvido o problema, para agora procurar passar culpas a um governo em funções há três semanas? Sem retribuir o escarro que João Almeida e Luís Montenegro nos atiraram, não me ocorre forma de o fazer. Remeto, por isso, para os factos de Sérgio de Almeida Correia, que desmontam a falácia da direita.

A muleta laranja do PS

Muleta

Estrela maior do PSD radicalizado e tomado por interesses obscuros, Marco António Costa passou da sombra onde se refugiou durante a campanha eleitoral para a ribalta política e poucos são os dias em que não somos brindados com uma qualquer declaração do homem que conduziu a CM da Gaia à bancarrota absoluta, qual socrático dos quatro costados.

Numa das suas muitas aparições públicas recentes, em entrevista à Renascença a 4 de Novembro, o vice-presidente dos sociais-democratas sublinhou que “o PSD não vai ser muleta de um Governo ilegítimo”. Sendo Marco António Costa uma espécie de porta-voz do partido, é legítimo assumir que tal declaração vinculava, naqueles dias que precediam a moção de rejeição que fez cair o governo de gestão PSD/CDS-PP, a elite dirigente do PSD. Nas ruas, militantes e apoiantes da direita rejubilavam com esta posição de força e o discurso de ruptura disseminava-se pelas redes sociais. Acordos com a esquerdalhada? Nem mortos! [Read more…]

Ao menos saber o que está na conta a pagar!

Horta Osório Banif

António Horta Osório, presidente do gigante britânico Lloyds Banking Group, sobre o Banif (22.12.2015):

“Acho que é um assunto chocante e que tem que ser devidamente explicado (…). Eu acho que tendo o Banco recorrido a cerca de (…) menos de mil milhões de euros há dois anos atrás e agora ser injectado mais do dobro do valor, este valor é demasiado grande para não ter um apuramento (…) claríssimo das responsabilidades. E das duas uma, ou o valor que foi injectado há dois anos era um valor que não estava correcto – e não há nenhuma razão para pressupor que não estava –, ou então tem que se perceber o que é que nestes poucos anos aconteceu e eu acho que deve ser feita uma auditoria independente que mostre aos contribuintes portugueses exactamente que negócios é que foram feitos que originaram esta injecção de capital no Banco, que créditos é que foram concedidos que não foram pagos, porque dado que o mal está feito, acho que os contribuintes portugueses pelo menos merecem saber com transparência e com rectidão exactamente o que é que aconteceu, que dinheiro é que foi utilizado e acho que isso deve ser feito o mais rapidamente possível.”

Tout court: Auditoria independente vai para a frente!!!

Será necessária uma petição??

O que é que defende o interesse nacional no Banif?

Quando se aplica dinheiro público tem de existir informação rigorosa e transparência total. Este é um princípio geral. Atuar de forma diversa é inaceitável e constitui uma traição aos contribuintes e à própria democracia, correndo o risco de desperdiçar de forma negligente os parcos recursos públicos. Para além disso, a consciência geral sobre este princípio elementar seria um travão para estes “negócios” que são sempre mal explicados e que, mais tarde, revelam surpresas gigantescas que nunca conduzem a responsabilização.

Consequentemente, de forma alguma posso aprovar a solução proposta pelo Governo, pois não existe o mínimo de informação pública que permita ajuizar da sua razoabilidade. Devemos ter em conta o que aconteceu no BPN e no BES. As soluções apresentadas e executadas sem informação digna desse nome conduziram – nos casos já referidos do BES e do BPN – a surpresas que aumentaram em muito o problema. No caso do BPN apareceram vários esqueletos que não eram bem conhecidos, como por exemplo o Banco Insular, percebendo-se que estaria também no perímetro público. No caso do BES, só muito tempo depois se percebeu o “esquema” de “colocação fraudulenta” (por falta de informação aos investidores) de papel comercial das empresas do Grupo Espírito Santo através do BES. [Read more…]

Medo, preconceito, superstição e fantasia

com a chancela do Abominável César das Neves. Vale sempre a pena ver até onde pode ir uma mente retorcida. Nem o Natal lhe escapa…

Cultura 2011-2015. Contributo para um balanço

Em 2011 a mudança de governo trouxe uma novidade – deixou de haver Ministério da Cultura. E então, a acreditar nos principais órgãos da comunicação social, e em muitos bem pensantes e bem falantes da denominada área cultural (ou lá o que isso é), essa medida, acabar com o Ministério e passar a Secretaria de Estado, era um indício do menosprezo que a “direita” tem em relação às matérias da cultura. A falta de rigor nessa análise não  permitiu ver que também não havia Secretaria de Estado da Cultura. Tivemos assim não um Ministério da Cultura, não uma Secretaria de Estado da Cultura, mas um Secretário de Estado. O que acontecia pela primeira vez desde 1980. Adiante. Como primeiro titular da pasta, Francisco José Viegas. Sucedeu-lhe Jorge Barreto Xavier.

No caso de F.J.V. três questões marcaram o seu mandato, pela negativa. Desde logo a questão da Barragem de Foz Tua, caso em que “lavou” as mãos como se nada tivesse a ver com o caso. Relembro um célebre Relatório sobre a Barragem  entregue ao Estado Português que foi escondido (divulgado em primeira mão pelo jornal Público, traduzido neste blog). [Read more…]

Limpem a porcaria que fizemos, mas depois acabou

David Dinis, acérrimo defensor do anterior governo PSD/CDS, escreve no seu observador dos sucessos da direita que Passos está “pronto a viabilizar Retificativo. Mas isto que não se repita, ouve-se no PSD.” Não vai tão longe quanto outros, como João Miguel Tavares e Paulo Baldaia, só para apontar dois, que antes também defenderam o anterior governo de direita e que agora se mostram revoltados, como se esperassem algo diferente de quem tinha mentido com unhas e dentes em 2011.

Está iniciado o processo de troca de Passos Coelho, pois alguém tem que pagar a fava e a direita que quer voltar ao poder é que não há-de ser.

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