Nova política de comentários – actualização

Há uma semana decidimos que quem comenta no Aventar teria que estar registado e ter sessão iniciada. Optámos por um processo em duas etapas, sendo a primeira delas activar a opção de ter o primeiro comentário autorizado no WordPress e a segunda etapa a obrigatoriedade de ter sessão iniciada num dos serviços WordPress, Facebook, Twitter ou Google+. Era claro que, para controlar o SPAM, seria preciso activar esta segunda opção e este é o momento de o fazer.

Ou não.

Durante esta semana ouvimos os leitores. Sabíamos que era uma opção que não seria do agrado de todos, mas concluímos que também não era do nosso agrado. Nós somos as escolhas que fazemos e escolhemos não mudar por causa do lodo onde um ou outro se sente à vontade. A porta da mudança não está fechada, mas se a reabrirmos, há-de ser por uma razão que mereça a nossa atenção.

Quem quiser comentar continuará a não precisar de fazer registo algum nem de ter um comentário previamente aprovado. Sujeitar-se-á, no entanto, às regras da casa que têm acompanhado a existência do Aventar: netiqueta e gestão de comentários da responsabilidade de cada autor, dentro dessas mesmas regras.

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Salvar bancos

Antigamente, salvação era sinónimo de salvar a alma. Agora se quiser ser salvo, terá que se transformar num banco. E desses de jardim não serve.
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A entrevista de Sócrates à TVI resumida por quem não a viu e para quem não a viu

No fundo (e sinceramente só visto), Sócrates desmontou um por um todos os argumentos do MP. Desde o dinheiro emprestado, a estadia em França, etc.

A entrevista de José Sócrates: Pulha ou pulhice?

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Vamos por partes. Desde logo, para início de conversa, penso que quem conhece o que escrevi e escrevo no Aventar (e noutros espaços) há muitos anos certamente saberá que sou insuspeito nesta matéria. Nunca apoiei José Sócrates, fui crítico de boa parte das políticas dos seus governos e fui entusiasta da sua queda em 2011. Posto isto, vamos então falar sobre a entrevista.

Eu não faço a mínima ideia se José Sócrates é culpado ou inocente daquilo que o acusam. Não conheço o processo e, confesso, não sou leitor atento do Correio da Manhã – o que não evita tropeçar com as várias notícias e matérias produzidas pelo CM em relação a este caso em tudo quanto é blogue, programa televisivo e redes sociais. Quando este processo começou nas televisões (e começou nos directos televisivos da sua prisão) cheguei a escrever duas coisas sobre o tema: a arrepiante (negativamente falando) cobertura televisiva do processo nos primeiros dias; o meu espanto ao pensar que um Primeiro-ministro (no caso um “ex”) do meu país podia estar envolvido em semelhante e por isso ter, desde logo, demonstrado algumas reservas e considerar que se devia esperar pelo normal desenrolar do processo em vez de se começar logo a “sentenciar”.

Ontem e hoje fui um daqueles que viu a entrevista com toda a atenção possível, sem reservas mentais nem quanto ao canal nem tão pouco quanto ao jornalista (dos melhores que temos em televisão, na minha opinião). Já quanto ao entrevistado, por muito que não quisesse, existiam as reservas mentais de quem foi um opositor de boa parte das suas políticas e de quem nunca votou nele. Bem pelo contrário.

E o que vi? Vi um homem amargo, ressentido mas focado. Podemos não acreditar em nada do que ele disse? Podemos. Podemos acreditar em tudo o que ele disse? Podemos. Assim sendo, o que concluir?

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José Sócrates não deve responder

Sócrates1

Pol. and now remaines
That we finde out the cause of this effect,
Or rather say, the cause of this defect;
For this effect defectiue, comes by cause,
Thus it remaines, and the remainder thus.
— Shakespeare, “Hamlet” (Folio 1, 1623)

***

A entrevista que José Sócrates concedeu ontem à TVI terá, no mínimo, dois aspectos que merecem ser distinguidos. Contudo, hoje, em vez de nos debruçarmos sobre a entrevista propriamente dita e sobre os aspectos pertinentes, reflictamos acerca das 16 perguntas que o redactor Luís Rosa considera merecerem resposta do ex-primeiro-ministro.

Depois de terminado o exercício de reflexão, facilmente se conclui que a 13.ª pergunta pura e simplesmente não merece resposta. Encontra-se [Read more…]

A Quadratura do Círculo reuniu-se no Dragão Caixa

Ah! Afinal foi na Alfândega da minha cidade. Seja como for, tenho óptimas recordações do Dragão Caixa.

Os medíocres contra Pacheco

o editorial do DN que vale a pena ler.

Será Arnaldo Matos um ex-lacaio da CIA?

Arnaldo Matos, um revolucionário de gravatinha.

Arnaldo Matos, um revolucionário de gravatinha (foto Ana Baião).

Nos anos 70 havia fortes suspeições que o MRPP (por onde passou Durão Barroso e outros ilustres do PSD) tinha sido um partido criado pela direita com patrocínio da CIA para minar o PCP. Não sou eu que vou deslindar esse mistério, mas o que é certo é que em posteriores atos eleitorais a sigla PCTP e o símbolo do partido não pararam de roubar votos ao PCP (sou do Bloco, aviso já). Ainda nas últimas eleições, na minha mesa eleitoral, fui abordado por uma senhora com cerca de 40 anos para a ajudar a identificar o seu partido no boletim de voto. “Não consigo ver bem os símbolos”, disse-me. Acompanhei-a à saída onde estava um poster com uma réplica do boletim de voto. Vi-a passar o dedo pelo MRPP e disse “não é este”, e depois pela CDU “é este”. Esta foi a função mais relevante do MRPP na sociedade portuguesa desde que foi a votos: roubar votos ao PCP. Nunca governaram, nunca assumiram responsabilidades políticas, apenas roubaram votos ao PCP, votos estes que nunca serviram para nada a não ser a direita. Parabéns Arnaldo Matos pelos préstimos à direita. Não sei se alguma vez foste pago pela CIA (como muitos infiltrados em partidos de esquerda europeus financiados pela French Connection, essa belíssima criação da CIA), mas parece. O que escreveste no editorial da Luta Popular desta semana poderia ser um texto escrito por um órfão da CIA, ressabiado, confuso sem saber o que mais fazer para destruir a esquerda, na ressaca do fim da Guerra Fria e do fecho das torneiras que alimentavam os lacaios infiltrados nos partidos de esquerda europeus. Não sei se assim foi, mas poderia ser.

Provas de aferição e ou Exames?

O novo governo está a criar uma enorme expectativa junto da população, farta que estava de levar pancada da direita radical que nos governou nos últimos anos. Nas escolas e na educação há também um novo olhar sobre as politicas educativas, que se esperam, poderem ajudar a melhorar o sistema educativo, no seu sentido mais amplo.

Será, por isso, natural que comecem a ser conhecidas algumas novidades, como é o caso do fim dos exames do quarto ano e a sua substituição, segundo o Jornal de Notícias, pelas provas de aferição.

Ainda sem informação oficial, a notícia do JN parece responder à crítica da direita que projecta no fim dos exames uma ideia de escola facilitista.

E, sobre esta questão, importa deixar algumas notas: [Read more…]