Marés Vivas

maresvivas1Viver em Vila Nova de Gaia é um privilégio.

Neste cantinho onde o Douro encontra o atlântico há gente boa, gente de trabalho, que se entrega, a cada dia, à construção de um futuro melhor para os seus. Todos os dias, desde bem cedo, há muita gente que cruza as pontes para ir trabalhar, havendo, também,cada vez mais, quem o consiga fazer do lado de cá do rio. E, toda esta gente, merece o melhor.

No entanto, os últimos acontecimentos em torno do espaço do Festival Marés Vivas mostram que no passado recente, as opções políticas em Gaia, foram tudo, menos a pensar nos Gaienses.

O Marés Vivas é uma referência no plano dos festivais de Verão, nomeadamente, pelo enquadramento que confere aos espetáculos – ali, juntinho às águas do Douro, entre a Afurada e a Reserva Natural Local do Estuário do Douro, local escolhido por imensas espécies de aves para um merecido descanso entre migrações e na época de acasalamentos. É, também por isso, um local, ambientalmente, sensível. [Read more…]

Uma vitória da sensatez: o NÃO à candidatura para acolher os Jogos Olímpicos

ARCHIV - HANDOUT - Die undatierte Visualisierung zeigt das geplante Olympiastadion auf dem Kleinen Grasbrook für die Olympischen Spiele 2024 in Hamburg. Am 29.11.2015 entscheiden die Bürger in Hamburg und Kiel in einem Referendum, ob sich die Hansestadt Hamburg um Olympische Spiele 2024 bewerben soll. Visualisierung: KCAP | Arup | Vogt | Kunst+Herbert | gmp | Drees&Sommer | WES | ARGUS | bloomimages | on3studio | Luftbilder Matthias Friedel/dpa (ACHTUNG: Nur zur redaktionellen Verwendung im Zusammenhang mit der aktuellen Berichterstattung und nur mit Nennung "Visualisierung: KCAP | Arup | Vogt | Kunst+Herbert | gmp | Drees&Sommer | WES | ARGUS | bloomimages | on3studio | Luftbilder Matthias Friedel/dpa) +++(c) dpa - Bildfunk+++

O imaginado Parque olímpico de Hamburgo   Foto: DPA

Juntamente com Budapeste, Los Angeles, Paris e Roma, Hamburgo candidatou-se à organização dos Jogos Olímpicos de 2024, conforme anunciado pelo Comité Olímpico Internacional (COI), que irá eleger o anfitrião em Setembro de 2017, em Lima.

Curiosamente, o dossier de candidatura de Hamburgo foi, porém, condicionado a um referendo popular, agendado para 29 de Novembro, cabendo assim aos habitantes da Cidade Livre e Hanseática de Hamburgo a decisão definitiva sobre a candidatura – ou não – aos Jogos de 2024. As sondagens apontavam para “uma vitória clara do sim”.

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Fórum Lisboa 2015 | Como combater a radicalização e o Terrorismo

Teresa Oliveira

Fórum Lisboa 2015 | Como combater a radicalização e o Terrorismo | dias 3 e 4 de Dezembro | Centro Ismaili, Lisboa

Nos dias 3 e 4 de Dezembro, o Centro Norte-Sul do Conselho da Europa, realiza a XXI edição do Fórum Lisboa, que reúne personalidades de reconhecida relevância no panorama internacional à volta do tema “Como combater a radicalização e o terrorismo: mecanismos de prevenção e conhecimento partilhado no espaço mediterrâneo e europeu”.

O Fórum Lisboa é uma plataforma de diálogo e partilha de experiências que abrirá as suas portas no Centro Ismaili, em Lisboa, sob forma de conferências com abertura oficial de Jorge Sampaio, Nazim Ahmad e H.E. André Azoulay, entre outros.

A culpa é do acordo de esquerda VIII

INE confirma estagnação da economia no 3º trimestre” [DN] Ainda o governo de esquerda não existia e já causava estragos. Esta esquerdalhada…

No Minister

Derek-Fowlds-Sir-Nigel-Ha-002

Foto via The Guardian (http://bit.ly/1Q8kXTD)

Vous avez tout à fait raison M. le Premier Ministre

François Mitterrand

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Jim Hacker: What are you doing here?
Sir Humphrey: Purely my sense of duty-free.
Jim Hacker: Duty-free?
Sir Humphrey: Er… duty, free from any personal consideration.

— Yes Minister 3.4 – The Moral Dimension

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Tudo mais calmo, nesta manhã chuvosa. Enquanto tomo um café, durante o intervalo de um artigo de Patrick Hanks, leio um texto do João Mendes e dou comigo a reflectir acerca de uma das matérias mais complicadas no exercício da minha profissão.

Em Agosto de 2013, o Ministro de Estado e dos Negócios Estrangeiros, Rui Manuel Parente Chancerelle de Machete, delegou no Secretário de Estado dos Assuntos Europeus, Bruno Verdial de Castro Ramos Maçães, diversas competências.

Em Dezembro de 2013, David Lidington foi a Lisboa e encontrou-se com o homólogo português, Bruno Maçães.

No Reino Unido, o Foreign & Commonwealth Office é composto pelo Secretary of State for Foreign and Commonwealth Affairs, com uma “overall responsibility“, e por três Ministers of State, entre os quais se encontra David Lidington (Minister of State for Europe) — além de dois Parliamentary Under Secretaries of State.

Em 15 de Dezembro de 2014, o Conselho dos Negócios Estrangeiros/Foreign Affairs Council contou com a participação, entre outros, quer do Ministro dos Negócios Estrangeiros/Minister for Foreign Affairs, Rui Machete, quer do Ministro dos Negócios Estrangeiros e da Commonwealth/Secretary of State for Foreign and Commonwealth Affairs (Foreign Secretary), Philip Hammond.

Apesar de Machete e de Hammond serem homólogos, a designação em inglês não é a mesma: em Dezembro de 2014, Machete era Minister e Hammond era Secretary.

Em 21 de Outubro de 2014, o Conselho dos Assuntos Gerais (General Affairs Council) contou com a participação, entre outros, quer de David Lidington, Ministro-Adjunto dos Assuntos Europeus, Ministério dos Negócios Estrangeiros e da Commonwealth/Minister of State for Europe, Foreign and Commonwealth Office, quer de Bruno Maçães Secretário de Estado dos Assuntos Europeus/Secretary of State for European Affairs.

Como aconteceu com Machete e Hammond, apesar de Lidington e Maçães serem homólogos, a designação em inglês também não é a mesma: em Outubro de 2014, Maçães era Secretary e Lidington era Minister.

Uma nota da Embaixada Britânica em Lisboa, acerca do encontro entre Lidington e Maçães, é clara na distinção entre Minister e Secretary:

the UK Minister for Europe met his Portuguese opposite number Bruno Maçães, State Secretary for European Affairs.

Como este título, relativo a Philip Hammond e Laurent Fabius

Foreign Secretary speaks to new French Foreign Minister

e esta notícia

The British Foreign Secretary, Philip Hammond MP, visited Lisbon on 18 February for talks with his counterpart, Minister Rui Machete

Portanto, uma vez que não foi membro do Governo de Sua Majestade, salvo melhor opinião, Bruno Maçães tem duas opções: ou State Secretary ou Secretary of State.

Não há nenhum planeta B

cimeira clima

@MikeHudema

Quando a imprensa dava uma mão à propaganda do PàF

Expresso

Os truques da imprensa portuguesa é uma página no Facebook que, tal como o próprio nome indica, se dedica a desmontar e expor as mais variadas artimanhas que nos vão sendo servidas pela nossa comunicação social. Numa das suas mais recentes publicações, esta página faz referência a uma notícia publicada no Expresso a poucos dias das Legislativas, que vinha dar força ao embuste pré-eleitoral da “devolução” da sobretaxa, na qual era afirmado que, apesar da projecção governamental de uma “devolução” na casa 35% do valor da sobretaxa em 2015, as contas do Expresso iam mais longe e referiam que essa devolução se situaria entre os 60% e os 100%.  [Read more…]

Mais um logro curricular laranja

BMacaes

Na sua conta no Twitter, o ex-secretário de Estado dos Assuntos Europeus Bruno Maçães apresenta-se como “Former Europe Minister in Portugal“, cargo que não existiu durante a vigência dos XIX e XX governos constituicionais, sendo a secretaria de Estado tutelada por Maçães uma dependência do Ministério dos Negócios Estrangeiros. Não surpreende esta adulteração do jovem ex-ministro ex-secretário de Estado, mas a verdade é que estamos perante um logro, na senda de outros logros curriculares com a chancela do PSD como o de Miguel Relvas, Rui Machete (o ex-ministro “patrão” de Bruno Maçães) e Franquelim Alves, tendo no caso dos dois últimos sido omitida a passagem pela SLN, dona da famosa mega-fraude BPN. Mas fica sempre muito bem na fotografia. Pena não ser verdade.

Captura de ecrã via Os truques da imprensa portuguesa

Assis, o Coerente

Atira-se ao Costa por procurar a Unidade à Esquerda. Apoia Maria de Belém porque é a melhor colocada para unir a esquerda.

Paris en marche pour le climat

paris sapatos

@MikeHudema

Carta do Canadá: Regresso à normalidade

2015-11-26 Francisca van Dunem

oto: imago/GlobalImagens

Para compreenderem o orgulho e a alegria que senti ao ver Francisca van Dunen jurando o seu compromisso de honra como Ministra da Justiça do governo liderado por António Costa, vou explicar-vos algumas coisas. E jurou de cabeça levantada, a olhar de frente, em voz forte e serena.

Vivo há muitos anos no Canadá, um país de democracia parlamentar. Por decisão referendada, a chefe do estado canadiano é a Rainha de Inglaterra. O Canadá tem 10 províncias e 3 territórios, vai do Atlântico ao Pacífico, tem ao norte o mar Árctico. Cada província tem o seu parlamento e este elege o governo local. Na capital federal, em Otava, a Rainha está representada pelo Governador Geral, que tem guarda de honra como a soberana. É ali que está o parlamento federal, eleito por todo o país,  donde sai o governo federal.  Nas capitais provinciais a representação é garantida pelo Governador-Adjunto.  Quando os imigrantes, depois duns anos de residência e de provas dadas, requerem a cidadania canadiana, juram respeito ao país e à Rainha. As pessoas com mérito para o cargo, tenham a origem, a religião e a raça que tiverem, podem ser escolhidas.Nos anos que levo deste país, vi como governadores gerais uma senhora francófona, um ucraniano, uma senhora chinesa e outra negra do Haiti. Todos eles cumpriram com brio os seus mandatos, mas devo sublinhar que as cidadãs de Hong Kong e do Haiti, ambas jornalistas da TV estadual, respectivamente Adrienne Clarckson e Michaelle Jean, foram brilhantes e são tidas com respeito e afecto pela população.  No Ontário, tivemos um governador-adjunto negro, Sir Lincoln Alexander, um verdadeiro ícone de elegância e popularidade. É comum termos ministros e altos funcionários públicos negros, mestiços, indianos, chineses, índios. O mesmo se diga do jornalismo, audiovisual e escrito, das equipas hospitalares. Em todos os sectores da vida canadiana, há pessoas de todas as raças e credos. Viver no respeito pela diversidade, faz parte do ADN do Canadá. Ninguém refere a raça, a religião, a origem ou a orientação sexual dos outros.  Somos todos canadianos, temos todos os mesmos deveres e direitos perante a lei, prezamos a paz e a harmonia.

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Savile Row

saville row

© Yu Fujiwara (http://bit.ly/1Hv1jQy)

She’s hangin’ on his arms

like a cheap suit

— David Bowie

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Hoje, o director do Correio da Manhã escreveu o seguinte:

Vai uma enorme polémica e uma ainda maior onda de indignação nas redes sociais por o CM ter dito que uma cega é cega e que um cigano é cigano.

Lembro-me bem da polémica e da indignação que não houve, quando o director do Correio da Manhã garantiu que

A nova ortografia só se estenderá a todos os textos do jornal, respectiva primeira página e manchete, caro Leitor, quando já ninguém estranhar a palavra “facto” escrita sem cê.

Efectivamente, quer há cerca de um mês, quando voltei a passar por Savile Row – desta vez, a caminho da rua do Ziggy–, quer hoje, ao ler uma entrevista relativamente recente,

fato

lembrei-me dessa indignação e dessa polémica que não houve. Não houve polémica? Não houve indignação? Claro que não. Não houve nem polémica, nem indignação. Contudo, há fatos.

O desperdício em dia de recolha de bens para o Banco Alimentar

BA

Apesar da inenarrável Isabel Jonet, a acção do Banco Alimentar é de uma importância inquestionável, nomeadamente nestes tempos em que a pobreza avança de forma preocupante e sem precedentes na era democrática. Como vem sendo habitual nesta altura do ano, a instituição lançou uma campanha de recolha de bens junto das principais superfícies comerciais que o bom coração do português comum, como é seu hábito, decidiu abraçar. [Read more…]

Foi disto que nos livramos. Uma lista para a posteridade

XX GOV

Ainda o novo governo não tinha sido empossado e já alguns representantes da ala ressabiada à direita nas redes sociais disparavam contra os escolhidos por António Costa, essencialmente por existirem, e iniciavam um processo de difamação dos mesmos, ao bom velho estilo Maria Luz. Apeados do poder e privados do monopólio do tacho, elites, colaboracionistas e respectivo rebanho da ressabia estão e fúria e o espectáculo está a ser bonito de ser ver. É sempre interessante ver o que está por trás da máscara dos falsos democratas.

Os melhores argumentos até ao momento são que um é filho do Mário Soares, outro é advogado do Sócrates, uma não sabe escrever e um outro foi mesmo ministro do infame nº44.  [Read more…]

Arrebentamento

anamundo21novo

“Quem acredita num crescimento infinito num planeta fisicamente finito, ou é louco, ou economista” – David Attenborough

Marcha Mundial do Clima em Lisboa, 29.11.2015, 15 horas, Martim Moniz

Se puder, contribua

BANCO ALIMENTAR

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Uma faxina que fascina

Cavaco faz a faxina e varre a tralha passista

E assim acontece...

O dia em que eu podia ter explodido o Estádio Municipal de Braga (se eu fosse um terrorista)

Estádio

Após os atentados em Paris, alguns governantes portugueses fizeram declarações públicas no sentido de tranquilizar a população. Rui Machete afirmou “ter esperança” que o país se mantivesse fora dos radares do terrorismo, apesar da ausência de garantias absolutas de segurança, enquanto Calvão da Silva afirmava a existência de um “máximo grau de atenção” e reiterava que os portugueses podiam “confiar nas forças preventivas, de segurança e de informação”.

Depois do episódio que vivi ontem, acho que o melhor mesmo é alinhar na esperança de Rui Machete porque não só não existem garantias absolutas de segurança como o nível de vulnerabilidade é muito superior àquilo que alguma vez imaginei. Sorte a dos mais de 10 mil adeptos que ontem marcaram presença no Estádio Municipal de Braga que eu não sou terrorista. Porque se fosse, com a ajuda da permissividade de alguns elementos da segurança do recinto, bem que podia ter mandado tudo pelos ares. Confuso? [Read more…]

Algumas reflexões acerca da fiscalização abstracta

programa gov

Judith Menezes e Sousa/ TSF (http://bit.ly/1NgmaaN)

Hoje, segundo rezam as crónicas, Pedro Nuno Santos e Eduardo Ferro Rodrigues reuniram-se durante cerca de 15 minutos. Em causa esteve a entrega do Programa de Governo. Ao chegar à página 44 do documento, encontrei um aspecto extremamente positivo: a fiscalização abstracta. Para informações acerca da fiscalização abstracta, sugiro a leitura dos artigos 224.º e (mais importante) 281.º da CRP.

Agora, vamos àquilo que efectivamente interessa.

Nesta página 44 do Programa de Governo, encontramos “em sede de fiscalização sucessiva abstrata da constitucionalidade”, “o processo de fiscalização abstrata” e “suscitarem a fiscalização abstracta sucessiva da constitucionalidade”.

De facto, todo o documento é uma espécie de regresso ao caos do XIX Governo Constitucional.

Vejamos alguns (sim, só alguns) exemplos:

perspectiva (p. 66) e “perspetiva” (p. 163);

Sector Empresarial do Estado” (p. 9) e “setor  das  tecnologias” (p. 20);

carácter transversal” (p. 51) e caráter  universal (p. 87);

afectação de recursos” (p. 169) e  “afetação de recursos” (p. 221);

recepção dos sinais(p. 206) e receção de depósitos” (p. 84);

“título  electrónico (p. 170) e equipamentos “eletrónicos (p. 190);

factor  de  enriquecimento” (p. 201) e “fator de fragilização” (p. 224);

“1 de Janeiro de 2016″ (p. 8) e “no passado dia 4 de outubro (p. 4).

Como se previa, lá vem, na página 250, para inglês ver, a tal «implementação das ações  [sic] necessárias à harmonização ortográfica da língua portuguesa».

Exactamente.

Agora, sim: desejo-vos um óptimo fim-de-semana.

Programa do XXI Governo Constitucional

2015-11-27 Programa XXI Governo Constitucional

Havendo activos, há esperança

cavaco e costa

© Presidência da República http://bit.ly/1lNIKNM

Efectivamente, apesar do ‘projeto’ e até do ‘projeto a projeto’, apesar de ‘outubro’, apesar de ‘diretamente’, de ‘trajeto’, de ‘proteção’, de ‘coletivo’, de ‘objetivo’, de ‘trajetória’, há ‘activos’. Exactamente: há activos.

activos

Curiosamente, no discurso de Cavaco Silva, podemos ler “perspetivas económicas para Portugal”.

Como é sabido, antes do AO90, tínhamos

(1) em ortografia portuguesa europeia, “perspectivas económicas“;

(2) em ortografia do português do Brasil, “perspectivas econômicas“.

Como é igualmente sabido, com o AO90, temos

(3) em ortografia portuguesa europeia, “perspetivas económicas“;

(4) em ortografia do português do Brasil, “perspectivas econômicas“.

Portanto, o objectivo “conseguir chegar a uma ortografia comum” foi plenamente atingido, pois (1) e (2) eram diferentes e (3) e (4) são iguais. Não? Pois não.

Quando começar aquela (sim, aquela) “discussão mais focada sobre as matérias mais controversas constantes no projeto [sic] de programa eleitoral“, avisem-me, sff.

Desejo-vos um óptimo fim-de-semana.

Cavaco Silva, o rancoroso líder da oposição

Cavaco Sistino

O dispendioso monarca de Belém relembrou ontem os portugueses que mais do que um indivíduo a brincar aos presidentes da República, Cavaco Silva é uma espécie de presidente do conselho que ainda recebe visitas apesar de já não mandar nada. Aterrado pelo afastamento do delfim Coelho, Cavaco regressou aos discursos marcados pelo ressentimento e não perdeu a oportunidade de avisar António Costa de que apesar de não poder dissolver o Parlamento, ainda dispõe de alguns poderes, referindo-se obviamente à possibilidade de demitir o governo e vetar, por exemplo, o Orçamento de Estado. Cavaco fará o que estiver ao seu alcance para dificultar a vida do novo governo. O rancor, que como sempre se sobrepõe ao interesse nacional, a isso o obriga. [Read more…]

A culpa é do acordo de esquerda VII

“Juros da dívida continuam em queda”. [Expresso]  Malditos juros que não colaboram com a propaganda do PàF!

A culpa é do acordo de esquerda VI

Juros da dívida fecham abaixo do nível pré-eleitoral” [Expresso]

O governo de António Costa

governo costa

António Costa e os seus 17 ministros

Passados quatro anos e meio de um governo eleito com uma grande mentira (pode-se dizer fraude?) e reeleito com várias pequenas mentiras (pode-se dizer ilegitimidades?), terminou ontem o assalto ao aparelho de Estado, versão PSD/CDS.

Hoje há um recomeço. Vamos ver se haverá realmente diferença ou não. Há sinais contraditórios neste governo. No lado positivo, a Assembleia da República vai ser o centro da governação, tal como sempre deveria ser, em vez desta ditadura renovada a cada quatro anos, que é o que têm sido os governos com maioria de um partido ou de uma coligação. A probabilidade de governos prepotentes fazerem o que bem lhes apetece, quantas vezes porque um ministro ou um secretário de estado se acha no direito de virar o país de pantanas, fica drasticamente reduzida.

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Filme do dia: Magnólia

É raro, mas acontece. Em Portugal parece que é a primeira vez.

O How e o Know-How

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Salvador Dali, ilustração para a Imaculada Concepção

O Porto Canal descobriu um filão neste homem que tem o condão de nos colocar permanentemente em estado de estupor filosófico. Retenhamos esta sequência, a propósito da adopção por casais do mesmo sexo:

Eu sou homem. Tenho, por exemplo, órgãos genitais de homem, pénis, testículos, etc. Não fui eu que os fiz. Não fui eu, que os fiz. É claro que eu posso… se calhar foi a minha mãe. A minha mãe já faleceu. Mas eu posso facilmente imaginar-me a perguntar à minha mãe: – olha, tu sabes fazer pénis? (…) – Oh filho, eu sei lá fazer uma coisa destas. – Mas tu fizeste 4! Ela fez 4! Mas não sabe fazer pénis!” (…) Tenho aqui um problema. Ela não sabe fazer. Mas fez!“.

Bastaria tal pequeno exercício de retórica para nos apercebermos que entre os órgãos genitais do professor Pedro Arroja se encontram a cachimónia, as cordas vocais e a língua, capazes de gerar e dar à luz, como estes, pequenos sistemas de vida intelectual antecipadamente extintos (ou seja, abortos lógicos). Caramba, ninguém lhe saberá explicar a diferença entre o fazer e o saber-fazer?

Eu tenho certos órgãos, que já identifiquei. Não fui eu que os fiz. A minha mãe, também não os sabe fazer. O meu pai muito menos. Não vejo ninguém que os saiba fazer e que os tenha feito. (…) Quem foi? Quem foi? A resposta é: foi Deus. Embora o tenha feito no ventre da minha mãe“. (…)

 

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Devolução sobretaxa de IRS: O que disse Passos Coelho na campanha eleitoral

Ouvir ao minuto 10:00:

Num almoço comício da coligação PSD/CDS-PP em Guimarães, Pedro Passos Coelho, (…) dirigiu-se aos contribuintes que “fizeram realmente um esforço muito grande”, e referiu-se à sobretaxa de IRS. “Assumimos este compromisso: se a receita fiscal no IVA e no IRS ficar acima do que nós projectamos, então tudo o que vier a mais será devolvido aos contribuintes. E sabemos hoje que estamos em condições em 2016 de cumprir essa norma do Orçamento e que eles irão receber uma parte importante dessa sobretaxa“, afirmou. [JN, 27/09/2015]

Preto no branco, foi uma promessa eleitoral. Portanto, ó sr. Paulo Núncio e sr.ª Cecília Meireles, olhem que ainda vos caem os dentes com a mentira descarada quando afirmam o contrário.

Défice excessivo: mais uma manobra pré-eleitoral exposta

MLA

Escreve o Diário Económico, esse perigoso e radical pasquim de esquerda:

A dois meses do fim do ano, já se consumiu 95% do défice previsto para o conjunto de 2015. Ou seja, cumprir a meta estabelecida no Orçamento do Estado para este ano é praticamente impossível: implica que o défice não aumente mais do que 275,2 milhões nos dois meses que faltam. Uma gestão rigorosa e que, no limite, em Novembro e Dezembro pode possibilitar atingir o objectivo de saída do Procedimento por Défices Excessivos (PDE) de Bruxelas (abaixo dos 3%).

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Sobre a Desigualdade num Mundo Globalizado

Stiglitz foto

Foto: Jen Osborne

Joseph E. Stiglitz, prémio Nobel da Economia em 2001 e ex- economista-chefe do Banco Mundial é um dos mais reconhecidos autores em matéria de desigualdade e uma das vozes mais críticas em relação à globalização comercial e financeira.
Excerto de uma entrevista a Joseph E. Stiglitz publicada na edição de 22.09.15 no jornal alemão der Freitag:
(…)
Stiglitz: Em todo o caso, é mais do que claro que o programa de reformas acordado com a Troika vai agudizar ainda mais a recessão no país (Grécia).
Jornalista: O ministro das Finanças Wolfgang Schäuble responder-lhe-ia: Veja a Espanha, Portugal ou a Irlanda: nestes países voltou a haver crescimento e o mercado de trabalho está a recuperar.

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