E só descobriram isso agora?

“O principal factor de morosidade nos tribunais está relacionado com a falta de funcionários judiciais, aponta o Conselho Superior da Magistratura no relatório anual de actividades relativo a 2014/15.” [Público]

E só descobriram isso agora?
Os oficiais de justiça sempre foram os parentes pobres da justiça. Quer em termos de vencimentos, quer de progressões na carreira. Enquanto as carreiras  dos oficiais de justiça foram congeladas, nas dos juízes e procuradores sempre houve progressões.
Mas se não forem os oficiais de justiça a colocarem os processos nos gabinetes e a dar cumprimento aos despachos os processos ficam parados. Infelizmente o poder não quer saber e a opinião pública desconhece.

Comments

  1. Ausente52 says:

    a opinião pública desconhece?
    Não!!!! está-se nas tintas, o que é diferente.
    O português só vai a Fátima quando “precisa” de um favor divino.

    • Rui Moringa says:

      Muitos assim são. São uns utilitaristas da religião e aproveitadores das circunstâncias da vida. Só se lembram e Santa Bárbara quando troveja. Sentido de oportunidade… Genes egoístas…

  2. Camaradas says:

    E trabalhar 7 horas por dia é escravatura com estes salários, 40 horas ou mais só deviam os trabalhadores do privado.

  3. Tou farto de arquivar processos. says:

    E os que lá andam a coçar a micose?

  4. Acácio Bernardo says:

    Desculpas..

  5. doorstep says:

    Na verdade, os funcionários judiciais são quem permite que o sistema vá funcionando sem desmoronamentos mediáticos, e todos os dias constato a sua competência, dedicação, esforço para além do que o estatuto do funcionalismo publico lhes impõe.

    Mas aumentar o número de funcionários é uma ideia extremamente perversa, pois a razão principal da morosidade – ao contrário do que o CSM afirma – não é a falta de mão de obra: é o excesso de “procedimento”, são os milhões de requerimentos diários (todos dirigidos aos “Excelentissimos”), são as judiciarizações ineptas que o CSM vem aceitando (suponho que para empolar a esfera de influência), são as decisões muitas vezes idiotas e quase sempre fora de horas de cserviços administrativos a quem conferiram poderes de decisão inaceitáveis e que dos mesmos se servem para demonstrarem aos cidadãos que “detêm e exercem o poder – a maior parte deles umas personagenzitas mérdicas, com salários mérdicos, mas com assinaturas que obrigam os zés a procurarem advogado ou pagarem somas inauditas por bagatelas que o Direito não devia conhecer.

    São as sentenças de 25 páginas com profusas citações dos grandes mestres – até estrangeiros, pasme-se – para decidirem sobre caralhadas meramente folclóricas ou estaladões de bêbedos que quando chegam ao tribunal já fizeram as pazes à volta de centenas de minis.

    São aqueles juízes e procuradores muito, muito, muito certinhos, qua passam horas a ler para o publico dezenas de páginas nas quais constam as deduções para a segurança social ou para o irs que os nosso empresariado é useiro e vezeiro em embolsar, e que declamam linha por linha, data por data, euro por euro para que não fique por contar qualquer cêntimo do saque.

    É, sobretudo, a monstruosa diarreia legislativa, a plétora de códigos e leis avulsas com que, de alguns anos para cá, se enchem os bolsos de fabricantes de normas a metro.

    Dixit…