Falência das pastelarias será paga pelos contribuintes


A1 (1)João Salgueiro, um homem que vive no sistema bancário, veio avisar que pode haver mais três bancos na linha de resgate, uma fronteira ainda mais perigosa do que a atravessada por Rambo, Chuck Norris e pelos bravos que foram à procura do soldado Ryan.

Estou admiradíssimo, porque pensava que já não havia bancos por resgatar. Por outro lado, já se sabe que, se há bancos, haverá resgates, porque é essa, actualmente, a função dos bancos: serem resgatados. Não me admiraria que o Banco de Portugal viesse a retirar alvarás a bancos que não sejam resgatados.

O termo “resgate”, neste contexto, parece-me, de qualquer modo, mal aplicado. Estamos a assistir, isso sim, a uma troca de prisioneiros: o banco é tirado da prisão da falência, lugar que passa a ser ocupado pelo contribuinte.

João Salgueiro acrescenta que não concorda com o sistema que leva uns bancos a pagar os erros de gestão de outros, dando um exemplo: “Então há uma pastelaria que se porta mal e são as outras que pagam?”

A TVI afiança que a referência às pastelarias é apenas uma metáfora, mas o facto de ter sido dita por João Salgueiro, esse grande amigo do bolso dos contribuintes, deixa-me muito preocupado. À cautela, e tendo em conta o eventual risco sistémico, fui hoje à pastelaria mais próxima comprar bolos de que não gosto, cumprimentei o dono e perguntei-lhe se precisava de mais alguma coisa. É que, não sendo as outras a pagar, aposto que serão os mesmos.

Comments

  1. Edgar Carneiro says:

    Será que é preciso haver mais escândalos na banca para se prestar atenção ao que o PCP vem propondo há anos? Quantos mais milhares de milhões terão de “desaparecer” para que acordem?

  2. pvnam says:

    O contribuinte a pagar actos de má gestão… má gestão é favor… golpadas!
    .
    -» Banqueiros fazem empréstimos a amigos, fazem aplicações financeiras em ‘gigajogas’ de amigos… o dinheiro ‘desaparece’… e o contribuinte é ‘chamado’ para que o banco não vá à falência.
    .
    .
    P.S.
    « Fim da Cidadania Infantil »

  3. Ana A. says:

    Mas é que não tenho dúvidas nenhumas, que quando a vida “corre mal” a um, os outros pagam:
    – se eu fico desempregada – recebo subsídio;
    – se não tenho direito a subsídio nem consigo um novo emprego, arranjo um biscate e não declaro – sonegando impostos;
    – não conseguindo um biscate, posso arranjar más companhias, e sei lá, fazer assaltos, traficar droga… – (prejuízo para a sociedade) no geral;
    – não enveredando por esse caminho, posso pedir ajuda à família e aos amigos – (prejuízo para os que me são próximos);
    – não conseguindo, de todo, ajuda de ninguém, passo fome, frio, fico doente, talvez seja internada num hospital…- (mais prejuízo);
    – se mesmo assim, acabar por morrer, vou ter o funeral a cargo do Estado, pela minha condição de indigência…

    E quem é que esteve sempre a pagar?!!

    É por isso, que nesta cadeia que formamos enquanto sociedade, é bom, muito bom, que cada elo seja solidário e atento, muito atento aos desvarios de alguns, porque quem sofre/paga é sempre o elo mais fraco!

  4. Afonso Valverde says:

    Não percebo porque é que os bancos não podem falir.
    São também empresas ou não são?1 Risco sistémico!? E depois? Temos que ser cuidadosos até na seleção do banco onde colocamos as nossas poupanças.
    Investir em ganho em juros pode dar em prejuízo como em tudo.
    Porque não investem em formação e porque não compram português?
    Falta bom senso e uma pitada de autoestima em Portugal e nos portugueses.
    Os deputados deveriam produzir leis para castigar forte os prevaricadores, todos eles. Assim pensariam duas vezes antes de ensaiarem uma trafulhice.
    Mas as leis parecem que são encomendadas a escritórios de advogados e depois os deputados entretêm-se a discutir à volta de minudências…Estamos literalmente fodi**.
    Estou farto de tanta “Comissão Europeia”.
    Não sou comunista e não acredito na tese marxista-leninista para a sociedade, mas tenho votado PC porque é o único partido com reservas à UE.
    Não é um voto de convicção partidária, é um voto tático.
    Puseram-nos lá dentro sem mandato eleitoral, tratando-nos como ignorantes para manterem dinheiro e poder.
    Gostaria que os ingleses definitivamente saíssem, porque verdadeiramente nunca estiveram na EU. Têm um pé dentro e outro fora à maneira “bife” – uns piratas e corsários.

  5. Anti-pafioso says:

    onde pára a JUSTIÇA . Porque é que estes prevaricadores não são presos para investigação ?

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