Robert Mapplethorpe: É isto que choca os puritanos de Serralves?*


Ou isto?

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Os bancos são uma parceria público-privada

Segundo parece, existe um arco da governação. Por vezes, chamam-lhe bloco central, que é uma maneira de dizer que a direita parece descaída, mesmo que nunca saia do sítio em que sempre esteve, um sítio em que se defendem privilégios e se atacam direitos. Com a interrupção dos primeiros tempos da revolução, aproveitando maiorias absolutas para dominar a democracia, a direita esteve muito pouco tempo fora do poder, mesmo que continue a fingir um complexo de calimero, queixando-se, por exemplo, de uma inexistente hegemonia da esquerda numa imprensa cujos donos têm nomes como Balsemão ou Luís Delgado.

O chamado arco da governação, desde que Mário Soares meteu o socialismo na gaveta, tem-se dedicado, graças a uma alternância que só o é na distribuição de tachos, a meter a mão nos cofres públicos para ajudar os amigos e/ou os patrões, numa parceria público-privada que, mesmo sem o ser na letra, sempre o foi no espírito. Basta ver que o discurso dos governos sempre pôs à frente de tudo as empresas, os empresários, o empreendedorismo, deixando os cidadãos ou a administração pública para os discursos dos feriados e nunca para o exercício governativo. [Read more…]

Como vai o fundo pagar o empréstimo do estado?

Fundo de Resolução dá como perdidos os €4,9 mil milhões injectados no Novo Banco em 2014

Quem diria?

Salvar os bancos da Alemanha não ajudou muito a Grécia.

Antes esperar pela mão invisível 

Que sentir no bolso a mão de Centeno & ca.

Isto poderá ser muito importante

BCE quer que novos activos tóxicos sejam provisionados a 100%.

Isto não é capitalismo nem empreendedorismo…

Isto é roubo. Publique-se a lista do crédito mal parado, doa a quem doer…

Temos contas para ajustar, senhores banqueiros

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Caros banqueiros deste nosso Portugal, temo apresentar-me perante vossas excelências como portador de más notícias. Tudo indica que os senhores andaram a viver acima das vossas possibilidades, apesar do péssimo trabalho que vêm desenvolvendo, o que levou a que fôssemos forçados a disponibilizar-vos uma considerável fatia das nossas parcas economias, pelas quais pagamos juros altíssimos, sem falar em todos os cortes e aumentos de impostos que vieram por arrasto.

Vai daí, e depois de tantos anos a sustentar os vossos Bentleys, Rolexs e Zegnas, as vossas “férias” nas Bahamas e no Panamá, as vossas viagens de “negócios” para o Luxemburgo e para a Suíça e os casamentos de luxo das vossas filhas, chegou a hora de fazermos contas e de pagarem o que nos devem. Como somos gente de bem, pacífica e sensata, seremos magnânimos e garantiremos, a todos vós, um salário mínimo e uma habitação social numa localização à vossa escolha. Se milhares de portugueses conseguem sobreviver, alguns com muito menos, vocês, habilidosos que são, também vão conseguir. Depois é uma questão de empreender e, num ápice, estão de volta à casa de férias na Comporta. O resto, pelo menos até que o vosso calote seja saldado, é nosso. E mesmo assim não deve chegar.

Temos que perder a vergonha de seguir o exemplo islandês

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Nem só de luta por mais justiça social se faz a nossa necessidade de perder a vergonha. Há que perder também a vergonha de seguir o exemplo islandês. Sim, a Islândia. Esse estranho país que permite que se resgatem pessoas em vez de bancos e onde – pasmem-se – é possível prender banqueiros criminosos[Read more…]

Os bancos não são pessoas de bem

Nem os bancos centrais: Deutsche Bank recebeu tratamento especial nos ‘stress tests’. – Corrupção de alto nível? Ou apenas o estado dentro do estado a mostrar as orelhas?

Bruxelas aprovou recapitalização da CGD que vai até 4,6 mil milhões

Mais dinheiro para bancos falidos. Será que o Berardo ou o Fino vão contribuir para a recapitalização?

Irlanda prende três banqueiros responsáveis pela crise de 2008

Notícia da Reuters. Para quando o mesmo em Portugal?

Falência das pastelarias será paga pelos contribuintes

A1 (1)João Salgueiro, um homem que vive no sistema bancário, veio avisar que pode haver mais três bancos na linha de resgate, uma fronteira ainda mais perigosa do que a atravessada por Rambo, Chuck Norris e pelos bravos que foram à procura do soldado Ryan.

Estou admiradíssimo, porque pensava que já não havia bancos por resgatar. Por outro lado, já se sabe que, se há bancos, haverá resgates, porque é essa, actualmente, a função dos bancos: serem resgatados. Não me admiraria que o Banco de Portugal viesse a retirar alvarás a bancos que não sejam resgatados.

O termo “resgate”, neste contexto, parece-me, de qualquer modo, mal aplicado. Estamos a assistir, isso sim, a uma troca de prisioneiros: o banco é tirado da prisão da falência, lugar que passa a ser ocupado pelo contribuinte. [Read more…]

Os bancos não são pessoas de bem

Sete dos maiores bancos mundiais concordaram em pagar 324 milhões USD num processo por instrumentalização da taxa ISDAfix. Notar que isto não tem a ver directamente com o escândalo de manipulação da LIBOR (esse foi outro roubo).

Os bancos não são pessoas de bem

Mais uma multa para o Goldman Sachs, cinco mil milhões por fraude.

Veículos

Faça-se aos impagáveis o que se quer fazer aos incobráveis. Às famílias o mesmo que aos bancos.

Os bancos porcos

Ou porquinhos-banqueiros, como preferirem.

Está tudo a acordar…

Isto (a economia mundial) vai rebentar

Montepio quer vender créditos vencidos e imóveis

É noticiado aqui. Será que vão a tempo de mudar a pele?

Quem governa Portugal não é certamente o governo

BCE recusou oferta para o Banif que poupava 1,7 mil milhões ao Estado.

Parabéns aos obrigacionistas seniores do Novo Banco que serão banqueiros!

O Novo Banco ainda não está muito bem capitalizado, ao que parece necessita de mais um aconchego. O Banco de Portugal, qual pai extremoso, nada nega. Os obrigacionistas sénior serão donos involuntários de parte do banco. Confirmação amanhã.

O Diabo que nos Impariu

Anatomia da fraude.

A voz do dono

Cavaco ouve banqueiros.

Mar de Tranquilidade

tranquilidade-banner[Mar de Tranquilidade tem o patrocínio do grupo BES].
Um improvável viajante é desembarcado madrugada adentro algures longe do seu domicílio, regressado que vem do “estrangeiro”, esse país-longe. Dias antes, ao improvável viajante um grupelho de três pós-adolescentes embevecidos por másculas conversas automóveis havia danificado a viatura própria, segurada (ou talvez não) pela Tranquilidade (do grupo BES). Dias antes, isto já lá vai quase uma semana. A viatura fora já recolhida a estábulo próprio e, acredita-se, vistoriada já pelo Tranquilo vistoriador-perito que haveria de deliberar o conserto da mesma e o que mais houvesse.
Entretanto, o apeado cidadão indagara já do que haveria de ser a sua vida móvel daí a uns quantos dias, num tal regresso do estrangeiro-país, e isso haveria de acontecer a uma hora cardíaca, pouco dada a opções de transporte que não a viatura própria. O apeado tomador de seguro aguardaria um contacto, que nunca veio. A única coisa que veio da Tranquilidade foram, e sem atrasos ou delongas, fatia de salário que paga o respectivo prémio anual. Nada mais. E aos domingos não, o serviço de atendimento a clientes só funciona aos dias úteis depois das nove horas.
Entretanto, e porque tudo isto é Tranquilidade (do grupo BES), o apeado e improvável viajante de mil quilómetros e mais, aguarda que um comboio matutino o venha resgatar ao olvido previsível de uma companhia de seguro igual a tantas outras.
Aproveito as normas de procedimento, certamente regulado, e aprecio a Tranquilidade de uma noite de lua cheia.
Vá lá, podia ser pior, ao menos não chove. Obrigado, Tranquilidade!
estacao_comboio

Imunes à austeridade

Banksters

Dizia-nos a propaganda, em Outubro de 2013, que “O Conselho de Ministros aprovou esta quinta-feira, uma proposta de lei que estabelece “regras apertadas para as remunerações da administração e dos quadros superiores dos bancos sob auxílios do Estado”.“. Os rendimentos dos visados estariam limitados a uns míseros 15 salários mínimos, coitados. Chegava a dar pena. [Read more…]

Masoquismos

asimoes banco

Os telejornais insistem: um tal António Simões foi nomeado presidente, perdão, CEO, de um banco importante lá pelas terras inglesas. Os locutores anunciam-no com voz plena de enlevo patriótico. Parece que devíamos estar orgulhosos. Porque carga de água? – pergunto. Seja qual for o curriculum – ou o cadastro… – do homem. Não nos cansem. Estamos até aqui de geniais gestores bancários e outros que tais. Raio de mania de adorar “génios” de finanças!

Estamos rodeados de masoquistas?

Se estamos tão seguros caso a Grécia caia

porque raio estão hoje as bolsas e os bancos europeus a espalhar-se ao comprido? Perguntemos ao senhor Aníbal, ele deve saber a resposta.

Pretende enriquecer? Dedique-se à aldrabice bancária

UBS

Como fazer: adquira um banco, se possível grande demais para cair, contrate meia dúzia de corruptos, preferencialmente políticos caso venha a precisar de um resgate patrocinado pelo dinheiro do contribuinte, e inicie já a sua carreira na área da aldrabice bancária. A aldrabice bancária, ao contrário de outras formas de aldrabice convencionais, permite-lhe a utilização de várias técnicas e/ou instrumentos considerados pouco éticos ou mesmo ilegais mas nada disso interessa. O que interessa mesmo é que você lucre, doa a quem doer. Caso surja algum problema de natureza legal ou financeira, basta colocar um dos seus corruptos a funcionar. Não existem garantias de imunidade absoluta pelo que poderá ter que participar numa encenação judicial em que o seu bom nome será colocado na lama com a mesma velocidade a que os seus bens serão colocados no nome da sua esposa ou filho. Não desespere. Trata-se de uma situação passageira. Em pouco tempo estará de volta ao seu iate.

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Isso explica muita coisa…

Mais de metade dos membros do governo desde o 25 de Abril trabalharam na banca” (Público). Qualquer relação com os resultados desastrosos da banca nos últimos anos é pura especulação.

Recompensar a má gestão bancária

banks

Foto@Econintersect

A edição online do jornal I revelou ontem que o conjunto dos 4 maiores bancos nacionais – BES, BPI, BCP e CGD – acumulou prejuízos na ordem dos 9,5 mil milhões desde que há quatro anos Portugal se submeteu ao plano de austeridade que teve no resgate dos bancos a sua principal prioridade. Claro que, e o jornal fez essa mesma referência, metade desta catástrofe bancária diz respeito à hecatombe BES, cuja custo directo para o contribuinte rondará já os 5 mil milhões de euros, valor esse que dificilmente será recuperado na totalidade. Mais uma factura das aventuras bancárias com a chancela do liberalismo económico a ser suportada pelos otários do costume: nós.

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