Só para meter os pontos nos is


O Fundo de Resolução é dono do Novo Banco. Em 2014, o fundo injectou 4,9 mil milhões de euros no capital do banco. Deste montante, 3,9 mil milhões foram emprestados pelo Estado, ou seja, pelos contribuintes. Este empréstimo tem um prazo de maturidade de perto de 30 anos: foi recentemente alargado para Dezembro de 2046, para garantir que o esforço das contribuições exigidas aos bancos se mantém “ao nível actual”, explicou o Governo. [Rita Atalaia e Rafaela Burd Relvas, ECO, 31/03/2017]

Como se sabe, o Novo Banco é um buraco de tal forma que não houve quem lhe pegasse – exceptuando este fundo com nome de filme porno. E os especuladores do Lone Star não hão-de ter aceitado o negócio para perder dinheiro. É só uma questão de tempo para a bomba detonar.

Para memória futura, registe-se o que António Costa disse: “Não existirá impacto directo ou indirecto nas contas públicas, nem novos encargos para os contribuintes”.

Comments

  1. Luis Ramos says:

    Ter aceitado e não «ter aceite»…

  2. Rebanho futurólogo says:

    “É só uma questão de tempo para a bomba detonar.”

    É impossível desmentir o que (ainda?) não aconteceu.
    Daí que os demagogos bolorentos, como aqui o nosso Cordeirinho, adorem fazer futurologia.
    Negra, que não são racistas.

    Vai um tarozinho ?

  3. infelizmente neste aspecto costa não consegue fazer melhor que passos. mais infelizmente ainda: não podiam mesmo que quisessem. não conseguiam. é que os verdadeiros “DDT” não são os ricardos salgados, mas gente a um nível muito superior. e não é em portugal. agora o “vamos pagar”… como várias pessoas já disseram, há muito que o estamos a pagar. e vamos continuar. e depois pagamos o montepio, e outro, e outro.

  4. Fernando Manuel Rodrigues says:

    O que falta perceber, no meio de toda esta futurologia negativa com que a direita nos bombardeia desde que foi apeada do poder (que já pensavam ser seu por direito divido, talvez) é qual a solução que advogavam para a Novo Banco. Mais ainda: Porque é que não conseguiram resolver, ou pelo menos deixara encaminhados para a sua resolução) os problemas não só do Novo Banco como também do BANIF,m ou até a capitalização da CGD. Andaram a varrer o lixo para debaixo do tapete, enquanto nos iam ao bolso de forma descarada e ilegal, sem com isso resolver qualquer problema: A dívida pública foi subindo por aí acima, o crescimento económico veio por aí abaixo, o desemprego foi por aí acima também, a actividade económica veio por aí abaxio, e a juventude recém-formada foi obrigada a emigrar, encorajada mesmo pelo primeiro-ministro, e agravando ainda mais o problema demográfico do país.

    Agora, choram lágiramas de crocodilo, e dizem que vamos serr nós a pagar o Novo Banco. O que é que andámos ( e andamos) a fazer durante estes últimos anos, senão a pagar dividas de outros?

  5. Paulo Só says:

    Veremos se essa Lone Star nos remete ao firmamento astronómico, ou ao Far-West cinematográfico.

  6. Meter os pontos nos ii é impossível. Se fosse nos uu até se conseguia, embora não servisse para nada na actual ortografia portuguesa. A dura realidade obriga-nos mesmo a “pôr os pontos nos ii”. 😀

  7. Paulo Só says:

    Ao defender a solução para o BES o Marcelo, cheio de boas intenções, lembrou o sábio de Boliqueime que tão más recordações deixou. Há por aí um monte de professores de contabilidade a dizer que é um mau negócio. Mas a verdade é que esses doutores todos não são capazes de fazer melhor que o Carlos Costa e o Monteiro juntos. Não são capazes de vender um copo de água no deserto, porque nunca saíram da Baixa do Sapateiro, não conhecem um gajo que esteja disposto a dar um tostão furado pelo Novo Banco. O único gajo em Portugal capaz de ir buscar dinheiro chamava-se Ricardo Salgado e era um gatuno. O resto não conta. Então por favor parem de gritar como gatinhas no cio.

    • Eu até me parece que esta solução é a menos má. Mas acho de mau tom este discurso de não ter custos para os contribuintes. Por duas razões. A principal é que já vimos por diversas vezes quem tem pago de cada vez que nos vendem essa ideia. E em segundo, porque é redutor dizer “custo para os contribuintes” – é custo para os portugueses, que pagarão, sejam contribuintes ou não.

      • Paulo Só says:

        Concordo plenamente com a sua observação sobre os contribuintes. A República dos Consumidores transformou-se na República dos Contribuintes. E esquecem-se de todos aqueles que não beneficiaram mais de qualquer investimento público, os cidadãos em geral, contribuintes ou não, sobretudo os mais carentes. Esta solução é boa ou má. Na realidade é a mesma que o Carlos Costa deu ao Salgado para fazer em 2 dias, e que ele, Carlos Costa, fez em dois anos, com esse Monteiro que nunca viu um banco na vida. Se tivessem dado dois anos ao Salgado com uma supervisão EFETIVA ele teria resolvido o problema. Mas agora a culpa é do Centeno e do Antonio Costa… As pessoas ainda não se deram conta que o BES não vale mais nada, e que não há gente em Portugal com contatos para saber vender os outros negócios do GES. Ou então nacionalizem, mas depois não se queixem.

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