[Alex Gozblau]

Expor ao vento. Arejar. Segurar pelas ventas. Farejar, pressentir, suspeitar. Chegar.

Um longo monólogo, com muitos gestos e fundo musical E o colega com bichinhos carpinteiros. As perguntas que já não se fazem, colocam-se. Uma confusão de pessoas e de nomes. No afã de interromper e de falar por cima, quase saía um cinquenta por cento, em vez de trinta.

O governo da República Portuguesa publica uma nota sobre Educação utilizando uma fotografia de um suposto professor em suposto ambiente de suposta sala de aula com um quadro e giz.
Há quantas décadas desapareceram os quadros e giz das salas de aula na república portuguesa…?
Descobri na passada terça-feira que este vídeo deveria ter saído no dia 22 de Setembro de 2024, às 23h30. Pronto, ei-lo.

Segundo EUA e Israel, o Irão está militarmente obliterado. Na realidade, há mísseis iranianos a atingir localidades de Israel (que tem das melhores defesas aéreas do mundo), além da península arábica.
Falta pouco para Trump dizer que acaba esta guerra com um telefonema.
Subida exponencial do preço do petróleo, aumento da inflação e das taxas de juro, perda de poder de compra, perigo de incumprimento nos créditos bancários, tudo em ambiente de forte especulação e de bolha imobiliária. Onde é que eu já vi isto?!
diz Santana Lopes. Pois. Mas só uma pessoa escreveu «agora “facto” é igual a fato (de roupa)». Uma.
Vinícius Jr. “incluiu a Seleção Nacional no lote de favoritos à conquista do Mundial 2026“. Lembrete: ‘selecção’ ≠ ‘seleção’.
Efectivamente, no Expresso: “Enfermeiro nomeado para coordenador da Estrutura de Missão para as Energias Renováveis deixou o cargo quatro dias depois da nomeação ter sido publicada“.
É possível lermos, num artigo de Jorge Pinto, “um partido que defende a política assente na ciência e nos dados” e a indicação “O autor escreve segundo o acordo ortográfico de 1990“? É.
“uma constatação de factos“. Factos? Com /k/? Estranho. Então e o “agora facto é igual a fato (de roupa)“?
“o nosso sentimento e as nossas condolências para com as famílias daqueles que não evitaram a trágica consequência de perder a vida”. Sacanas das pessoas, culpadas de não terem evitado morrer.
Não é Trump always *chicken out (00:31). O verbo é to chicken out, conjugado na terceira pessoa do singular (presente do indicativo), logo, aquele s faz imensa falta. Oh yeah!
Por lá, pó branco, só se for gelo. Como sabemos, o combate à droga é a motivação destas movimentações. A libertação de Hernández foi uma armadilha extremamente inteligente para apanhar os barões da droga desprevenidos.
Oferecer um calendário ou uma agenda a Mourinho. O jogo é na terça…

« Mais vous avez tout à fait raison, monsieur le Premier ministre ! » (1988). Mas, prontos. Voilà. Efectivamente.
Existe uma semelhança entre as pianadas do Lennon no Something e do Tommy Lee no Home Sweet Home.
Moreira, mandatário de Mendes, admite que avanço de Cotrim o levou a não ser candidato a Belém. Júdice, mandatário de Cotrim, votará Seguro na segunda volta.
O “cartel da banca” termina com um perdão de 225 milhões de euros aos 11 bancos acusados de conluio pelo Tribunal da Concorrência. Nada temam!
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Ainda ontem um Jornal noticiava a paixão de alguns Portugueses emigrados em França por Marine Le Pen. E se calhar vão a Lourdes várias vezes. Porque não? E não foram eles o nosso 12. jogador no Europeu de Futebol?
Esta é a nossa sina. Pobres, mas profundamente aficionados, fundamentalistas da nossa verdade.
Um dia, um amigo por quem nunca o dei com grande fé nestas coisas de “amar a Deus acima de todas as coisas”, disse-me que ia em peregrinação a Fátima a pé.
Ao ouvir a sua expressão tão convicta e cheia de pudor, sem mais nenhuma explicação, não que eu devesse ser informado, mas apenas para que eu percebesse as suas motivações, eu fiquei com a nítida sensação de que ele me estava a gozar. Eu calei-me sem dizer nada.
Passadas umas semanas vi-o em Fátima, por coincidência numa reportagem de uma das televisões.
Tempos depois contou-me que a esposa tinha tido um cancro. E que a coisa esteve “mal parada”. O casal não tem filhos. Vivem um para o outro.
Nessa altura perguntei-lhe se ele era crente e se tinha acreditado sempre em Fátima.
A resposta foi pronta.
Naldinho, quando vi a minha vida a andar para trás, e a minha mulher moribunda nos meus braços, tive que me agarrar a qualquer coisa.
“- Sabes o que é não saber o que fazer, e teres de te agarrar a qualquer coisa?”
Como imaginam, nem sabia como responder-lhe!
Quando nos aparece um primeiro ministro que nos manda emigrar, como se fosse uma oportunidade magnífica para sairmos da merda, mesmo que a gente, em face das circunstâncias da crise, saiba que muitos de nós não temos alternativa, ou ele nos chama piegas, quando uma série de dirigentes do seu partido se pavoneiam sem apelo nem agravo, depois de nos terem desgraçado com os seus Bancos falidos, e outros tantos vão cavalgando nas empresas do PSI, do “aguenta, aguenta”, só nos dá vontade de chamar por Otelo, e pedir-lhe que faça aquilo que prometeu e não cumpriu. “Que encarecidamente os apanhe um a um, e os coloque no Campo Pequeno, para cumprir aquele desígnio que ele nunca conseguiu alcançar.”
Quanto ao futebol, nem é necesario falar, porque os exemplos abundam. Aquilo são só trogloditas. Qual deles o melhor dirigente. O Manuel José já deu o aviso. Mas estão à espera de um “Heysel Park” para a seguir vir todo mundo dizer mais um conjunto de banalidades. Até lá, que Nossa Senhora de Fátima, nos proteja dos “no name boys”, dos “blues boys” ou “lagartos green”
Excelente…