Incêndios: Bloco de Esquerda arrasa Governo


“Incompetência do Governo não pode encontrar justificação na meteorologia”

“Sabemos que as condições meteorológicas constituem uma variável importante no número de ocorrências de fogos florestais, mas não é legítimo responsabilizar apenas as condições meteorológicas como o Governo está a tentar fazer”, avançou. Para o dirigente bloquista, “a incompetência do Governo não pode encontrar justificação na meteorologia”.“Sabemos que a região sul da Europa e Portugal têm condições da floresta e meteorológicas propícias para a deflagração de incêndios, mas compete a um Estado competente colocar um dispositivo no terreno que permita contrariar os efeitos, tanto ao nível do ataque directo como da prevenção”, salientou o membro da comissão permanente do Bloco.“Não se conhecem deste Governo políticas florestais nem políticas de prevenção para a florestas”, acrescentou, sublinhando que, pelo contrário, o executivo tem apostado na liberalização do eucalipto e no ataque aos baldios, com a recente revisão da legislação.

Comments

  1. José Carlos says:

    Agora sim tive a confirmação da farsa deste blogue. Esta notícia é de 2015!!!! Para além de frases vazias e demagogia, o bloco ainda não disse nada sobre os incêndios de Pedrogão Grande. E não me venham com tretas, mas o bloco pertence ao Governo, portanto também têm o cu na agulha!

    • Ricardo Ferreira Pinto says:

      Ironia, já ouviu falar?
      Este post procura precisamente registar a hipocrisia do Bloco de Esquerda. Se seguir o link, aparece lá PSD/CDS na primeira linha.
      É preciso explicar tudo?

      • José Carlos says:

        Sim, já ouvi falar. E você?
        Sigo este blogue há algum tempo e tem um histórico de teorias de conspiração contra a “direita”, daí o meu comentário.
        E sim, tem de explicar tudo.

        • Ricardo Ferreira Pinto says:

          Isso depende da perspectiva. Eu sou votante do Bloco de Esquerda, mas isso não me impediu de escrever um post a denunciar a hipocrisia do Partido.
          Há 2 dias, acusaram-me de fazer com que este blogue se pareça cada vez mais com o Observador.

        • Rui Naldinho says:

          Ó José Carlos, assuma lá que entrou com excesso de velocidade, não viu a curva (a ironia) e, sob o efeito da “força centrífuga” do seu raciocínio instintivo, despistou-se!
          Se da próxima entrar mais devagar, conseguirá vislumbrar a intenção do autor.

    • Mas qual é a contradição? Claro que a incompetência, a incompetência dos sucessivos governos enquanto representantes do Estado, e a sua total inércia e complacência no ordenamento florestal são os grandes causadores, aliados a fenómenos extremos mas que tendem a ser comuns,, são os grandes culpados desta catástrofe. E o BE estará na AR para dizê-lo novamente, alto e a bom som.

  2. Paulo Só says:

    Não vale a pena traduzir tudo em BenficaxSporting como é hábito em Portugal. Como se alguém tivesse solução para tudo. Como se o inimigo fosse sempre o outro. Uma maneira barata de deixar de fazer um exame de consciência. O problema dos Incêndios é uma tradução do abandono rural, do abandono em que se encontra boa parte do interior do país. É um problema complexo para o qual ninguém pode ter soluções imediatas e exige uma estratégia de desenvolvimento a criar. É dentro dessa estratégia que pode haver discussões políticas. Mas antes é necessário que haja a estratégia, e essa ninguém a tem. Muitos dos proprietários dessas florestas abandonadas são emigrantes. Vamos expropriá-los? O que fazer à luz do aquecimento climático? Alguém tem respostas para estas perguntas? Respostas de direita e de esquerda? Chega de indigência intelectual transformada em discussão política.

  3. Luís says:

    Este post contraria tudo aquilo que o Aventar critica na comunicação da Extrema Direita Radical que põe notícias do passado como se fossem actuais.
    Mau post, muito mau!

  4. Paulo Só says:

    Concordo que não é muito honesto usar esse expediente, sem deixar clara a data da citação. É sempre a mesma vontade de dividir e não de considerar todos os argumentos para chegar a verdadeiras soluções para os problemas que enfrentamos. O abandono do campo vem desde os anos 60, com a emigração em massa, para além de ser uma tendência histórica. Foi agravado com a política agrícola europeia, e com a crise recente. Não é culpa nem da esquerda nem da direita ou se quiserem de ambas. Mas a política da culpa não leva a lado nenhum, é um reflexo cultural/religioso adverso ao desenvolvimento. Uma política para o interior deveria ser um desígnio nacional, acima dos partidos, acima dos poderes de meia dúzia de pacóvios. Parte da solução poderia aliás advir da fixação de populações imigradas, e do desenvolvimento de atividades como o pastoreio para fabrico e inovação no setor de queijos, uma atividade que poderia ter bastante sucesso à exportação não fossem as quantidades irrisórias fabricadas em Portugal e a falta de personalidade própria da maioria dos queijos portugueses. Sendo que o pastoreio poderia ajudar a desmatar as florestas. Mas claro que isso é uma gota d’água numa problemática muito mais vasta, e que é sobretudo florestal.

  5. M. Torres da Silva says:

    Bem, senhores do blog Aventar, escusavam de omitir que o texto é de…2015.
    Qual é a ideia? Santificar o bloco?
    Bah!…

  6. Paulo Marques says:

    Pois, os incêndios são todos iguais com as mesmas causas…

  7. Atento/sempre says:

    Existe aqui, qualquer coisa que me esta escapar… Mas BE/UDP, não esta no apoio (AR) ao governo do PS do Costa?! Será que estão a fazer propaganda eleitoral para dia 1 de Outubro.. A ser assim a CNE tem que ver isso?!!!

  8. Ricardo Ferreira Pinto says:

    Ahg, apoiam o Governo. Então a hipocrisia está explicada… e perdoada.

  9. joão lopes says:

    “tem apostado na liberalização do eucalipto” com a consequente destruição dos ecosistemas,e finalmente o abandono das terras…então,como é,os bichos,os humanos,as variedades de plantas,fazem falta,ou isto é só mesmo negocio(meu,meu,meu) tipo coutadas de caça,ou celulose?

  10. Antonio lourenco says:

    Muito mal o bloco a demagogia nso abandonou o discurso politico bitaites para entreter militantes

  11. Atento/sempre says:

    Um excelente artigo, sem espinhas…
    (…)”Há mais de 40 anos que, ano após ano, quando o país arde, lá vêm os sucessivos governos que à vez, sozinhos ou coligados – e relembro que, praticamente todos os partidos do “arco parlamentar”, passaram pelos bancos do poder – , e assessorados por um batalhão de “especialistas” de tudo e mais alguma coisa, afirmar, por um lado, que a culpa foi dos incendiários ou da natureza e, por outro, que agora, sim, irão ser tomadas medidas na direcção certa que, segundo todos eles, é a prevenção.
    Porém, ano após ano, o quadro não só se mantém como se agrava. E, a forma de entreter o povo e iludir o fundo das questões é sempre a mesma: a protecção civil não funcionou como devia, os bombeiros manifestam uma profunda descoordenação e falta de meios, etc.

    No entanto, a verdade é que, enquanto para a burguesia for mais rentável “combater” os fogos do que preveni-los, os incêndios serão uma chaga com a qual os camponeses pobres e envelhecidos, primeiro, e o povo em geral, depois, se terão de confrontar.
    Uma autêntica máfia organizou-se em torno daqueles que podem ter influência e poder e o negócio de equipamentos e meios para bombeiros floresce como poucos sectores da actividade económica no nosso país. Como floresce o negócio das celuloses que impuseram o eucalipto – uma árvore oriunda da Austrália – no ordenamento florestal do nosso país, estando-se completamente nas tintas para o facto e a circunstância de, quando ocorrem incêndios, as projecções das folhas e casca destas árvores atingirem projecções de 500 e mais metros!

    Num país em que o processo de acumulação capitalista não chegou a uma grande área da sua estrutura agrária, onde pontifica o minifundio e a dispersão habitacional, onde o campesinato pobre, imediatamente a seguir ao 25 de Abril de 1974 não compreendeu – e até rejeitou – que a única aliança que permitiria assegurar o seu futuro era a aliança com a classe operária, aceitando o programa de colectivização dos meios de produção e a mecanização e modernização da agricultura, os incêndios vão produzir o efeito que os caciques locais induziram a estes camponeses quando lhes diziam que os comunistas – para além de comerem criancinhas ao pequeno almoço – lhes queriam roubar as terras.

    Claro que, quando refiro o programa defendido pelos comunistas para o sector da agricultura e pela defesa da aliança operário-camponesa, não me estou a referir ao PCP que há muito abandonou este programa revolucionário.
    Vejamos! Quando o governo do PS, secundado pelas suas muletas do PCP/BE/Os Verdes, que deveria tutelar a política de ordenamento florestal, vem afirmar que o Estado é detentor, “somente” de 3% da área florestal e, simultaneamente, vem dizer que, num futuro próximo, vai propor e fazer aprovar na Assembleia da República, legislação que visa, num primeiro momento, reprimir e multar quem não proceda à limpeza da mata e acessos e, num segundo momento, caso essa repressão e imposição de multas não tenha sucesso, imporá a expropriação da propriedade dos “infractores”, o que é que esta ameaça representa?!

    Representa que o poder está a dar uma indicação clara de que está disposto a dar, de facto, um primeiro, mas grande passo, no caucionar de um roubo que, afinal, não serão os comunistas a praticar, como afirmavam em 74 os caciques locais, mas sim aqueles que visam facilitar a acumulação capitalista nos campos e transformar o minifundio em grandes propriedades onde, ao invés da economia de subsistência, se pratique uma agricultura extensiva e intensiva, incluindo a florestal.
    Ao fim de 40 anos de abandono e traição dos camponeses pobres do país, pensa a burguesia aproveitar a enorme tragédia de Pedrogão Grande, para escamotear que foi por sua acção e vontade que os campos sofreram o abandono que hoje se regista. O campesinato pobre e os assalariados rurais, que representavam mais de 20% da população portuguesa em 1974, não representam mais do que 2 a 3% da população actual!

    Ora, foi este abandono, foi este estrangular da agricultura, agravado pela adesão de Portugal – primeiro à CEE e depois à UE – a uma comunidade europeia onde os interesses dos grandes agricultores – sobretudo franceses – determinaram uma política de “quotas” que estrangulou definitivamente a exploração agrícola no nosso país, provocou um êxodo da juventude dos campos para a cidade e para a emigração e promoveu o envelhecimento da população dos campos.

    Só uma política democrática e patriótica pode garantir um novo paradigma para a agricultura e a independência necessária à sobrevivência deste sector, para que contribua para um Portugal livre do garrote da dívida e do euro”
    .
    Publicada por Luis Júdice à(s) 09:16

    • Por favor , o “campesinato’ abandonou o campo a salto para se salvar da miséria. Querer perpetuar a miséria não seria a solução certamente. Muito menos ocupar o território abandonado com eucaliptos liberalizado e incentivados por sabe se lá quem…

      • Paulo Só says:

        O melhor é só ficar com o Algarve, Alentejo, Serra da Estrela, Minho e obviamente toda a costa O resto, os espanhóis que paguem os bombeiros, não presta para nada.

  12. Bem me queria parecer que a culpa dos incêndios é da burguesia monopolista, ó Sr. Luís Júdice. Agora confirmei.

    • Atento/sempre says:

      Aqui vai a resposta! E já agora, faça um esforço, para que não seja mais um hipócrita:(…)
      “Ora, foi este abandono, foi este estrangular da agricultura, agravado pela adesão de Portugal – primeiro à CEE e depois à UE – a uma comunidade europeia onde os interesses dos grandes agricultores – sobretudo franceses – determinaram uma política de “quotas” que estrangulou definitivamente a exploração agrícola no nosso país, provocou um êxodo da juventude dos campos para a cidade e para a emigração e promoveu o envelhecimento da população dos campos”!

      Publicada por Luis Júdice à(s) 09:16

      • Paulo Só says:

        Luís Júdice. Eu acredito que a CEE e a UE não ajudaram a agricultura portuguesa. Porém não creio que esse fator tenha sido determinante. Há 40 anos que estamos nisto e quase nada foi feito. Vá ao Pingo Doce: não há uma ameixa portuguesa, nada, tudo espanhol. Este país tem umas elites miseráveis, incultas, brutais, e uma estrutura agrária baseada num mini-latifúndio que não leva a nada, de gente que não sabe mais fazer nada e contrata uns miseráveis ucranianos para apanhar a azeitona, ou deixa a azeitona na árvore porque não vale a pena apanhar. Tudo não é culpa da Europa. Se a modernização não começar daqui de dentro é claro que não virá de fora. Nós não temos nem capitalismo, temos uns milhões de gajos muito deles a morar fora que herdaram 100 m2 de terra em casa do diabo: onde se vai com isso? A maioria não percebe nada disso sequer. Agora quem fazer uma reforma em 15 dias. Deixe-me rir. Não dá nem para fazer compotas.

        • Atento/sempre says:

          Aqui vai a respsta:(…)”Vejamos! Quando o governo do PS, secundado pelas suas muletas do PCP/BE/Os Verdes, que deveria tutelar a política de ordenamento florestal, vem afirmar que o Estado é detentor, “somente” de 3% da área florestal e, simultaneamente, vem dizer que, num futuro próximo, vai propor e fazer aprovar na Assembleia da República, legislação que visa, num primeiro momento, reprimir e multar quem não proceda à limpeza da mata e acessos e, num segundo momento, caso essa repressão e imposição de multas não tenha sucesso, imporá a expropriação da propriedade dos “infractores”, o que é que esta ameaça representa?!
          Representa que o poder está a dar uma indicação clara de que está disposto a dar, de facto, um primeiro, mas grande passo, no caucionar de um roubo que, afinal, não serão os comunistas a praticar, como afirmavam em 74 os caciques locais, mas sim aqueles que visam facilitar a acumulação capitalista nos campos e transformar o minifundio em grandes propriedades onde, ao invés da economia de subsistência, se pratique uma agricultura extensiva e intensiva, incluindo a florestal.
          Ao fim de 40 anos de abandono e traição dos camponeses pobres do país, pensa a burguesia aproveitar a enorme tragédia de Pedrogão Grande, para escamotear que foi por sua acção e vontade que os campos sofreram o abandono que hoje se regista. O campesinato pobre e os assalariados rurais, que representavam mais de 20% da população portuguesa em 1974, não representam mais do que 2 a 3% da população actua”l!
          Publicada por Luis Júdice à(s) 09:16

  13. valentine.mensah.gfp says:

    Mim agradecê-los para o convite de amigo.
    Sou agente comercial do serviço a Europa Investir.
    Ser-vos Homem, Mulher, Jovem, Particular ou Pessoais.
    Faço-vos parte desta boa notícia da proposta do Grupo Finança a Europa investir. Procura de financiamento de crédito para realizar vossos
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    reembolso para que um pessoal ou o perito contabilístico do serviço a Europa Investir, tome contacto telefónico com vocês para saber a vossa necessidade ou a vossa situação sobre a oferta do crédito ou escreva ao endereço email:

  14. atento às cenas says:

    para mim a coisa é simples; eu tenho uns campitos mas são meus, não venham cá meter o bedelho na iniciativa privada. planto o quiser e como quiser. se arder o problema é meu mas, se vocês quiserem vir apagar o incendio, venham.
    é um pou
    co assim como nos bancos

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