Deixem a Legionella privada em paz!

CUF

Imagem via Diário de Notícias

Treze pacientes da CUF infectados pela Legionella depois, os partidos de direita ainda não pediram a cabeça de nenhum dos membros da poderosa família Mello, nem atribuíram a culpa ao governo, aos comunistas, aos bloquistas ou à CIG. Algo de muito estranho se passa para os lados do Caldas, da São Caetano e dos bunkers dos seus spin masters.

Entretanto, e enquanto na CUF se tentam controlar os danos e apurar responsabilidades, perante o silêncio ensurdecedor dos governantes no exílio, somos confrontados com mais um falhanço do anterior governo, que segundo António Leitão Amaro havia proibido (LOL) a Legionella. Não só não proibiu (LOL) como a sua entourage não parece muito preocupada com a versão privada do problema. Pudera! Entre a santíssima iniciativa privada e a sua liberdade de fazer o que lhe apetecer, doa a quem doer, não se mete a colher.

Comments

  1. Rui Naldinho says:

    ” Eu acho muito bem que os nossos jornalistas não questionem os políticos em geral, e os da Oposição em particular, sobre esse assunto tão menor. A Legionella está definitivamente proscrita, João.
    Corríamos o risco de, colocada a questão, eles falarem sobre a feira do fumeiro de Montalegre.
    Ora, eu ando com uma crise de figadeira que nem vos conto.
    Poupem-me por favor a enjoos “

  2. Bento Caeiro says:

    Somos todos tão maldizentes, um dia a língua vamos trincar/
    Esquecendo que legionella privada é boa e dá outro matar./
    Pode causar incómodos e talvez a alguns mortos isto vá dar/
    Mas serão sempre abençoados, que aos céus e ao paraíso vão/

    Pública, não! É de outra espécie e aos Infernos vão levar/
    Por último, mas não terminando, que isto assim não vai acabar/
    De um lado os poderosos e gulosos, Espírito Santo e Mellos/
    A quem o poderes sempre bajularão, do outro o maralhal.

    E siga a procissão:

    “Tocam os sinos da torre da igreja,
    Há rosmaninho e alecrim pelo chão.
    Na nossa aldeia que Deus a proteja!
    Vai passando a procissão.

    Com o calor, o Prior aflito.
    E o povo ajoelha ao passar o andor.
    Não há na aldeia nada mais bonito
    Que estes passeios de Nosso Senhor!”

    Que os Deuses nos guiem!

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