Olhemos para os resultados

Desde que a crise financeira nos bateu com toda a sua força, a partir de 2010, a maioria dos cidadãos viu os seus rendimentos diminuírem, tanto cá, como na generalidade dos países. Foram cortados salários, pensões e reformas, os impostos aumentaram em catadupa e os serviços públicos viram a sua operacionalidade reduzia. Assim o exigiu a política seguida, chamada de austeridade, através da qual se pagou a dívida privada do sistema financeiro em ruínas e os juros galopantes da dívida pública.

A austeridade funciona? Certamente que sim, dependendo dos objectivos, pelo que olhemos para os resultados. [Read more…]

Postcards from Greece #54 to #56 (Kavála)

«I have to put the flag out»

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atirou-me o senhor da receção do Old Town Inn, em Kavála (um hotel muito simpático, centralíssimo e escrupulosamente limpo) depois de ter dito ‘Ah, you are from Portugal’. Fiquei a olhar para ele sem compreender e perguntei o que significava colocar a bandeira lá fora. ‘A bandeira de Portugal, ora essa’, disse-me ele como se fosse uma evidência e como se em todos os hotéis colocassem a bandeira nacional de cada hóspede. Eu confesso, já dormi em tantos e nunca dei por que hasteassem a bandeira portuguesa por mim. De maneira que quando regressei do meu passeio pela pitoresca e cheia de charme cidade, lá estava ela, a minha bandeira, ou melhor, a bandeira portuguesa, a ondular levemente ao vento, juntamente com uma bandeira turca, outra alemã e ainda outra inglesa. O hotel é pequeno. É o que lhe vale. Pois se hasteiam uma bandeira por cada nacionalidade dos hóspedes não haveria fachada que chegasse! Quando a vi, ao regressar, senti uma pontinha de alegria. Já se sabe que não sofro de patriotismo, como digo frequentemente podia ser de qualquer parte e, por isso, para quê amor desmesurado a uma pátria que nos calhou apenas por acaso? Mas apesar disto, senti então uma pontinha de alegria ao ver a bandeira portuguesa hasteada na fachada do hotel. Saudades de casa ou apenas, quer eu queira quer eu não queira, o reconhecimento de que, afinal, sempre terei algum prazer (não digo orgulho, vá, que seria demais) em ser portuguesa.

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