Postcards from Greece #43 (Thessaloniki)

«Valeu a pena ter vivido o que vivi…»*

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… cantava ontem a Maria da Fé, depois do primeiro brinde ao meu aniversário, no Portogalo**. Achei a circunstância adequada à ocasião, apesar de não gostar por aí além de fado. Ou melhor, eu explico, há fadistas que gosto de ouvir e letras e músicas de gosto bastante. Mas em geral, o fado só me faz sentir alguma coisa especial, quando estou fora de Portugal e o ouço assim de repente. «Valeu a pena ter vivido o que vivi/ valeu a pena ter sofrido o que sofri/ valeu a pena ter amado quem amei/ ter beijado quem beijei… valeu a pena», ora bem, pareceu-me como já disse, adequado à celebração do meu 51º aniversário. Apesar de nunca me ter sentido com uma idade específica (pode ser-se ‘ageless’?) e de sempre ter gostado muito de fazer anos, a verdade é – convenhamos, também não sou propriamente desprovida de bom senso – que já vivi mais do que aquilo que poderei esperar viver, mesmo que tenha uma vida longa. E portanto, depois do meio século, parece uma boa altura para fazer os balanços e balancetes deste fado. E concluo, pois, como no fado, valeu a pena ter vivido o que vivi, sofrido o que sofri, amado quem amei, beijado quem beijei, passado o que passei, sonhado o que sonhei, conhecer quem conheci, ter sentido o que senti, cantado o que cantei e chorado o que chorei, nos meus 51 anos sobre a terra. E acho que não é preciso dizer mais nada, embora ao extenso rol cantado pela Maria da Fé pudessem ser acrescentadas imensas outras coisas que, naturalmente, só fazem com que os meus 18 268 dias tenham valido mais a pena.

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Assédio Sexual, Sedução e Crime

Confusões atrás de confusões sobre conceitos de o que é o assédio sexual, a sedução e o crime de assédio sexual poderão ter consequências graves para a liberdade sexual e para a configuração do próprio crime.
Vejamos, o crime de assédio sexual foi configurado na “Convenção de Istambul”, em 2011, também conhecida por “Convenção para a Prevenção e o Combate à Violência Contra as Mulheres e a Violência Doméstica”. No seu Artigo 40 encontramos o que se entende por crime, dizendo que os Estados da União Europeia:
“deverão adotar as medidas legislativas ou outras que se revelem necessárias para assegurar que qualquer tipo de comportamento indesejado de natureza sexual, sob forma verbal, não verbal ou física, com o intuito ou o efeito de violar a dignidade de uma pessoa, em particular quando cria um ambiente intimidante, hostil, degradante, humilhante ou ofensivo, seja passível de sanções penais ou outras sanções legais.”
assedio sexual
Poderá parecer claro, mas a expressão “comportamento indesejado” levanta, desde logo, algumas hesitações [Read more…]

Miguel Relvas conclui doutoramento em Marketing Digital

E diz quem sabe que o Zuckerberg não descansa enquanto não o levar para Silicon Valley.

Em segunda mão ou com mão escondida

O PSD prepara-se para oferecer ao país uma de duas escolhas. A primeira é a possibilidade de ter um candidato a primeiro-ministro em segunda mão. A outra é a deste ser alguém que traz uma agenda de desregulação na mão escondida atrás das costas.

Na entrevista evocada por esta imagem, Rui Rio apontou a segurança social como exemplo de direito não sustentável. Se é um direito, pode ser recusado? E o buraco da banca, foi um direito? Quanta insustentabilidade não se resume a pagar a factura do BPN, do BES e do BANIF?

Rui Rio é isto. Sobre Santana Lopes, este é o sujeito que quer pegar nos 200 milhões de saldo da Misericórdia e estoirá-los num banco. Parece que Costa acha boa ideia. Enfim, estão bem um para o outro. A questão aqui não é só a natureza do “investimento”. É também, e sobretudo, porque é que a Santa Casa tem 200 milhões de euros no banco e não os está a gastar onde é suposto, nomeadamente no apoio a quem precise. Santana Lopes é esta figura errante, das trapalhadas enquanto primeiro-ministro, das quais a censura ao actual Presidente da República foi só uma delas, que ainda não digeriu a azia de 2004.

Estes confrontos entre Rio e Santana Lopes, aos quais há quem chame debates, têm tido, porém, a virtude de evidenciar os esqueletos que cada um tem no armário.

Parece que o melhor que o partido tem para oferecer é um FDP (fanático dos popós) e uma má moeda. Estamos falados quanto a projectos para o país.